O que dizem os políticos que aparecem nos papéis da Odebrecht

Divulgação

"BJ": presidente da Construtora Odebrecht é apontado pela PF como o elo da corporação com a classe política

Veja a defesa de políticos que aparecem nos documentos que estavam em poder do presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Barbosa Silva Júnior, o “BJ”. Os papéis foram apreendidos pela Polícia Federal na 23ª fase da Operação Lava Jato, denominada “Acarajé”, no dia 22 de fevereiro de 2016.

 

 

Clique para ver a lista completa dos políticos citados

 

Aécio Neves (PSDB-MG), senador

Condenou o vazamento, que no seu entender mistura “o joio e o trigo”, e disse que as indicações de conta bancária constantes da lista comprovam a regularidade dos repasses, que foram – conforme o ex-candidato tucano à Presidência da República – devidamente registrados na Justiça eleitoral. Nos papéis da Odebrecht apreendidos pela Polícia Federal, é citado duas vezes, constando como “valor” R$ 120 mil e como “pagamento”, R$ 96 mil.

 

Afonso Hamm (PP-RS), deputado federal

“O deputado federal Afonso Hamm, por meio desta nota, vem a público esclarecer que todas as doações recebidas para sua campanha eleitoral foram aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e registradas na Justiça Eleitoral.

O deputado informa que recebeu doação oficial da empresa gaúcha Braskem, cuja principal acionista é a Odebrecht, e que essa e as demais contribuições percebidas estão disponíveis para consulta no site do TRE, cujo endereço segue abaixo:

Por estar absolutamente dentro do abrigo da legalidade, ressaltamos que estamos à disposição para todos os esclarecimentos necessários.
http://www.tre-rs.jus.br”

 

Aldo Rebelo (PCdoB-SP), ex-ministro da Defesa

Confirma a doação da Odebrecht, diz que ela foi legal e foi dada a seu partido, não a ele pessoalmente. O dinheiro financiou a campanha de Aldo em 2010, quando ele se reelegeu deputado federal. Há, nos documentos, uma menção ao ex-deputado, com a indicação de transferência de R$ 500 mil.

 

Aloizio Mercadante (PT-SP), ex-ministro da Educação

Diz que os documentos da Odebrecht, ao relacionarem valores e contas bancárias, atestam a regularidade dos repasses, que correspondem às informações prestadas à Justiça eleitoral pela sua campanha ao governo de São Paulo em 2010. O ex-senador é citado quatro vezes, com valores que totalizam R$ 700 mil.

 

Ana Amélia Lemos (PP-RS), senadora

Confirma a doação que lhe é atribuída, no valor de R$ 200 mil, e diz que ela foi devidamente registrada pela contabilidade de sua campanha.

 

Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA), prefeito de Salvador

Admite que a Odebrecht repassou recursos para o DEM e que o partido repassou para sua campanha, seguindo as determinações legais. É citado uma vez, sendo associado ao seu nome o montante de R$ 2 milhões.

 

Arnaldo Jardim (PPS-SP), deputado federal licenciado e secretário de Agricultura do governo Geraldo Alckmin (PSDB)

“Sobre minha menção como beneficiário de contribuições eleitorais feitas por empresas do grupo Odebrecht, confirmo que efetivamente, e legalmente, as recebi e foram as seguintes:

– Braskem S/A – 15/08/2014 – recibo eleitoral nº 0234506000000SP000018 – R$ 30.000,00 – transferência eletrônica nº 599667967000061;

– Odebrecht Agroindustrial S/A (ETH) – 04/09/2014 – recibo eleitoral nº 0234506000000SP000029 – R$ 30.000,00 – cheque nº 000134;

e ainda recebi do meu partido, PPS, os seguintes repasses (receptor originário de contribuições da empresa Braskem):

Doador: Comitê Financeiro Único – PPS
Doador Originário: Braskem S/A
23/09/2014 – recibo eleitoral nº 0234506000000SP000127 – R$ 123,00
23/09/2014 – recibo eleitoral nº 0234506000000SP000126 – R$ 800,00
23/09/2014 – recibo eleitoral nº 0234506000000SP000125 – R$ 9.152,00
15/09/2014 – recibo eleitoral nº 0234506000000SP000124 – R$ 1.425,00”

 

Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), deputado federal

Publicou no Facebook:

“Quanto à citação do meu nome na lista de doações da Odebrecht, divulgada hoje pela imprensa, esclareço que:

Em 2010, recebi da empresa uma doação de R$ 40 mil, depositados em conta corrente de campanha, aberta com CNPJ específico para minha candidatura a Deputado Federal, conforme, inclusive, consta no documento divulgado hoje. As minhas contas de campanha foram aprovadas pelo TRE/BA.

Em 2012, os valores foram depositados pela Odebrecht na conta corrente do PMDB Nacional e repassados, pelo Partido, a campanhas eleitorais por mim indicadas no Estado da Bahia.

Tudo documentado e realizado conforme a legislação”

 

Beto Mansur (PRB-SP), deputado federal

Diz que a doação foi regular e declarada à Justiça.

 

Bruno Araújo (PSDB-PE), ministro das Cidades e deputado licenciado

“Sempre compreendi que enquanto na vida pública temos de estar disponível para explicações. E o papel da imprensa é fundamental à democracia. O próprio juiz Sergio Moro, em seu despacho, ressalta que a lista apresentada também traz no seu bojo diversas doações eleitorais registradas.

É o nosso caso. São valores de 2012 recebidos pelo partido e repassados oficialmente a candidaturas a prefeito em Pernambuco naquele ano, e o de 2010, com o devido registro na Justiça Eleitoral. Temos o desafio de, com serenidade, separar o joio do trigo. Não vamos deixar de cumprir o nosso papel neste importante momento da história.”

 

Carlo Caiado (DEM-RJ), vereador do Rio de Janeiro

A assessoria do vereador informou: “O vereador Carlo Caiado nunca recebeu qualquer doação da  Odebrecht em suas campanhas.  Na campanha de 2012 recebeu recursos do diretório nacional do partido, o que é permitido por lei, valor este declarado e aprovado pelo TRE. Ressalto ainda, que as doações feitas ao partido foram legais e declaradas à Justiça Eleitoral”.

 

Celso Russomanno (PRB-SP), deputado federal

“O deputado federal Celso Russomanno (PRB-SP) vem a público esclarecer que a doação recebida da empresa ‘Construtora Norberto Odebrecht S/A’, durante o processo eleitoral de 2012, quando disputava a Prefeitura de São Paulo, foi legal, feita ao partido e está devidamente registrada na prestação de contas do Diretório Nacional do PRB, sob Recibo Eleitoral nº P100200000BR000025, datado do dia 28 de agosto de 2012, por meio de transferência eletrônica.

A campanha eleitoral de Celso Russomanno foi a que menos recursos recebeu em 2012 e todas as doações estão devidamente declaradas”

 

Clarissa Garotinho (PR-RJ), deputada federal

“Em virtude do meu nome constar em uma planilha de doações da Odebrecht no ano de 2012, esclareço os seguintes fatos:
1- Não disputei diretamente as eleições de 2012, ocasião quando fui candidata à vice-prefeita na chapa do deputado federal Rodrigo Maia (DEM).
2- O aporte realizado pelo meu partido, Partido da República (PR), à campanha de Rodrigo Maia foi absolutamente legal, registrado nas despesas do diretório do PR, nas receitas do comitê financeiro do então candidato Rodrigo Maia e informado à Justiça Eleitoral. Tudo devidamente conforme a lei.

3- Os nomes da prefeita de Campos dos Goytacazes, Rosinha Garotinho, e do secretário de Governo no município e presidente do Partido da República (PR), Anthony Garotinho também constam nessas planilhas. Ambos esclareceram que as doações recebidas para campanha eleitoral e para a agremiação respectivamente foram todas absolutamente legais e aprovadas pela Justiça Eleitoral.

4- No tocante a operação Lava Jato, que vem desvendando um poderoso esquema de corrupção na Petrobras, reitero apoio as apurações e torço para que consigamos passar o país a limpo”

 

Daniel Almeira (PCdoB-BA), deputado federal

“Em relação à Lista da Odebrecht, esclareço que todas as doações da minha campanha foram legais e estão na prestação de contas declarada ao TRE. Fora disso, é especulação”

 

Daniel Coelho (PSDB-PE), deputado federal

“Em primeiro lugar, quero aqui deixar claro que confiamos e apoiamos as investigações da Operação Lava Jato e a atuação do juiz Sérgio Moro. Tenho certeza esse processo irá esclarecer muito sobre a política brasileira.

Precisamos dar suporte para que as investigações continuem com independência e transparência. Que se investigue tudo, sobre todos, de todos os partidos.

A citação de meu nome, em uma das planilhas, sobre uma suposta entrega de recursos em maio de 2012 não muda minha opinião sobre a investigação.

Tenho a tranquilidade de não ter recebido absolutamente nada além do que foi declarado oficialmente no período eleitoral. Em maio de 2012, não havia sequer a confirmação de que eu seria candidato, como notícias veiculadas nos jornais do período podem comprovar.

Espero que as investigações prossigam com rapidez e tenho certeza de que nas delações que já foram anunciadas ficará esclarecido quem deu dinheiro, para quem e quem recebeu.

Quero deixar nossos eleitores, amigos e simpatizantes tranquilos de que continuarei cobrando a punição a todos os culpados. E diferentemente daqueles que têm culpa no cartório, não iremos atacar a imprensa, que está no seu papel de divulgar os fatos. Muito menos a Justiça, que tem feito um excepcional trabalho.

O prosseguimento das investigações esclarecerá absolutamente tudo.”

 

Demóstenes Torres, ex-senador pelo DEM-GO

Em decorrência da publicação de lista de políticos que teriam recebido doações, conforme planilha apreendida recentemente, na qual consta o nome do ex-senador Demóstenes Torres, o advogado Pedro Paulo de Medeiros esclarece:

1) Em setembro de 2010, a campanha eleitoral recebeu duas doações, que totalizaram o valor de R$ 1,2 mi, uma da empresa Leyroz (R$ 960mil) e outra da empresa Praiamar (R$ 240 mil); ambas compõem o Grupo Petrópolis.

2) As doações foram feitas via transferências bancárias e aplicadas conforme a lei na campanha eleitoral de 2010, tanto que a prestação de contas foi aprovada pela Justiça Eleitoral com parecer favorável do Ministério Público Eleitoral.

 

Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ex-deputado federal cassado e ex-presidente da Câmara dos Deputados

Disse em entrevista que não recebeu recursos do grupo Odebrecht diretamente para sua campanha, mas “é possível sim” que ela tenha atendido a pedidos seus para financiar outras campanhas. É citado oito vezes nos papéis da Odebrecht. Aparece nos documentos como beneficiário, entre outras, de uma doação de R$ 1,1 milhão para o PMDB, além de constar como “padrinho” de um repasse de R$ 3 milhões para o PSC e de R$ 900 mil para o PR.

Fernando Haddad (PT-SP), prefeito de São Paulo

Disse desconhecer qualquer doação do grupo Odebrecht à sua campanha, realizada em 2012, e que todos os recursos recebidos foram informados à Justiça eleitoral, que aprovou sua prestação de contas. Aparece em cinco citações, com a indicação de repasse de R$ 1 milhão.

 

Geraldo Alckmin (PSDB-SP), governador

Afirmou que a lista não é prova de nenhuma irregularidade contra quem quer que seja e que todos os recursos recebidos pela sua campanha foram informados à Justiça. Duas citações, que somam R$ 750 mil.

 

Heitor Schuch (PSB-RS), deputado federal

“Tendo em vista as notícias divulgadas pela imprensa de que 47 políticos gaúchos, entre os quais consta meu nome como beneficiado de doações da Odebrecht, esclareço que recebi recursos do Partido Socialista Brasileiro (PSB) Nacional, cujo doador originário foi a Cetrel Lumina Tecnologia e Engenharia Ambiental, empresa ligada ao grupo Odebrecht, e que esta doação está devidamente declarada em nossa prestação de contas de campanha, que pode ser acessada pelo link: http://inter01.tse.jus.br/spceweb.consulta.receitasdespesas2014/abrirTelaReceitasCandidato.action

Me coloco à disposição de todos para quaisquer esclarecimentos”.

 

Henrique Eduardo Alves (PMDB-RJ), ex-ministro do Turismo

A assessoria do Ministério do Turismo divulgou uma nota de esclarecimento: “Sobre a citação do ministro na lista de doações da Odebrecht, cabe esclarecer que todos os valores recebidos pelo então candidato Henrique Eduardo Alves e ao PMDB-RN foram regulares e constam na prestação de contas apresentadas à Justiça Eleitoral”.

 

Heráclito Fortes (PSB-PI), deputado federal

Publicou no Facebook: “Meu nome aparece em uma dessas planilhas, como aparecerá eventualmente em planilhas de eleições anteriores dessa mesma construtora, que me ajuda com doações (sempre oficiais) desde as primeiras eleições que disputei. Registro que na mencionada planilha, ao invés de apelidos ou alcunhas, consta meu nome completo (com um pequeno erro de grafia), o CNPJ e a conta da minha campanha de reeleição ao Senado, ano de 2010.

Aliás, disputei aquela eleição em uma lista de senadores “marcados para morrer” do ex-presidente Lula, ou seja, não há lógica na tentativa desesperada por parte daqueles que estão assombrados pelo encarcerado horizonte que se aproxima, de me envolver nesse mar de lama.

No mais, reafirmo que estou tranquilo e à disposição para qualquer esclarecimento que seja necessário, lembrando também que o registro dessa doação, feita por uma empresa do grupo Odebrecht, pode ser acessado por todos na minha prestação de contas de campanha disponível no site do TSE”.

 

Humberto Costa (PT-PE), senador

Diz que não recebeu diretamente recursos da Odebrecht na campanha para prefeito do Recife em 2012 (à qual os papéis se referem), mas que talvez a empresa tenha contribuído com recursos ao PT nacional, de quem o senador afirma ter recebido R$ 1,7 milhão. Nos documentos, ele é citado cinco vezes, com lançamentos cuja soma chega a R$ 1,3 milhão.

 

Jader Barbalho, senador (PMDB-PA)

“Em relação ao noticiário veiculado na mídia, informo que nunca recebi dinheiro, nem favores da Odebrecht. Nada. Aliás, nunca ouvi falar em Benedicto Barbosa Jr. Se eles tiveram intenção de contribuir com minha campanha em 2010, não materializaram. Eu acho que essa apuração da Lava Jato já virou avacalhação. Só falta aparecer o papa Francisco em alguma delação. Estou ao inteiro dispor da Justiça brasileira e não tenho nada a temer. A minha participação nesse episódio é zero.”

 

Jarbas Vasconcelos Filho (PMDB-PE), candidato a vereador em Recife, filho do deputado federal homônimo

Publicou no Facebook:

“Todas as doações de campanha que recebi em 2012, quando tentei uma vaga para Câmara de Vereadores do Recife, foram declaradas e aprovadas. Dentro dessa prestação existem doações de empresas privadas, pessoas físicas e dos diretórios estadual e nacional do PMDB, meu partido.
Tudo formalizado, seguindo as orientações legais e disponibilizado no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)”

 

Jorge Samek (PT-PR), ex-diretor-geral da Itaipu Binacional:

“Causou-me profunda perplexidade e indignação ver meu nome na lista de possíveis beneficiados de doações eleitorais ou de qualquer valor proveniente da Odebrecht.

Refuto veementemente a veracidade da menção ao meu nome. Tomarei, imediatamente, todas as medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis para restabelecer a verdade dos fatos e responsabilizar aqueles que contribuíram para esse calunioso, difamatório e injurioso ataque ao meu nome. Não fui candidato ao cargo de prefeito de Foz do Iguaçu, o que, por si só, demonstra a mentira representada pela menção ao meu nome. Nunca tive qualquer contato e sequer conheço o Sr. Benedicto Barbosa da Silva Neto. A Itaipu Binacional, por sua vez, não tem, pelo menos desde 2003, quando assumi o cargo de diretor-geral brasileiro, qualquer relação comercial ou civil com a Odebrecht. Desde já, coloco-me à disposição das autoridades competentes, abrindo mão do meu direito constitucional ao sigilo fiscal e bancário para provar a minha idoneidade. Esclareço que o último cargo eletivo que disputei foi o de deputado federal, em 2002, para o qual fui eleito, mas renunciei, no dia 21 de janeiro de 2003, para assumir o cargo de diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional. Nesta eleição, também não recebi qualquer doação financeira da Odebrecht.”

 

José Agripino (DEM-RN), senador

Confirma as doações do grupo Odebrecht, mas diz que elas foram informadas à Justiça eleitoral e foram legais. O presidente nacional do DEM é citado com duas vezes, aparecendo junto ao seu nome a indicação de repasse de R$ 300 mil no total.

 

José Carlos Aleluia (DEM-BA), deputado federal

Publicou no Facebook:

Doações que recebi foram legais, aprovadas pelo TRE-BA e estão acessíveis no site do TSE.

 

Jutahy Magalhães Jr. (PSDB-BA), deputado federal

Garante a legalidade das doações feitas em 2014 e 2010, mas nega ter recebido contribuição em 2012: “Toda doação da Odebrecht em 2014 está declarada no TSE de forma legal e transparente. Não existe ilegalidade de nenhuma forma. Em 2010, sei que doaram. Mas não existia a legislação de hoje. Pode ter ido para o diretório, mas naquela época não era informada a transferência”

 

Luiz Fernando Faria (PP-MG), deputado federal

O deputado divulgou a seguinte nota à imprensa:
“1. Todas as doações viabilizadas para campanhas do PP foram declaradas à Justiça Eleitoral, cumprindo todos requisitos da lei em vigor à época.
2. Jamais existiu doação que, por intermédio do deputado Luiz Fernando Faria, para seu partido ou candidatos do PP, não tenham sido devidamente declaradas ao rigor da legislação”.

Luiz Fernando Pezão (PMDB-RJ), governador

Fala que todas as contribuições à sua campanha foram legais e declaradas à Justiça eleitoral. Tem quatro citações nos documentos, com o valor total de R$ 4 milhões.

 

Mandetta (DEM-MS), deputado federal

Publicou um vídeo no Facebook:

“As minhas contas da campanha de 2010 estão lá, abertas a seis anos para quem quiser ver, assim com estão as de 2014. Vejo com muita preocupação uma vala comum tentando colocar todas as pessoas que eventualmente receberam alguma doação de campanha dessa e de outras empresas que poderão futuramente ter algum tipo de problema que na época não tinham”

Manoela D’Ávila (PCdoB-RS), deputada estadual

Postou no Facebook:

“Assim como vocês, fiquei surpresa. Após imprimir os documentos divulgados pela imprensa, tenho algumas observações a fazer. Os gaúchos conhecem minha trajetória e sabem que jamais estive envolvida em nenhum ato ilícito. Além disso, os porto-alegrenses acompanharam minha campanha para prefeita em 2012. Tive uma campanha dura, resultando em mais de R$ 600 mil de dívidas na conta nominal de minha candidatura e mais de R$ 150 mil em dívidas no comitê financeiro de meu partido. Sou a maior interessada em conhecer esse material divulgado pela imprensa. Para isso, irei requerer judicialmente acesso à documentação para ter acesso às informações; recebi em todas as minhas campanhas contribuições de empresas, essa era a lei brasileira nas eleições de 2004, 2006, 2008, 2010, 2012 e 2014. Todas as doações que recebi foram lícitas, todas as prestações de contas foram aprovadas. Entretanto, não recebi doação de nenhuma empresa do grupo Odebrecht para a candidatura de 2012. Especulo – a partir da impressão que fiz das listas disponibilizadas para a imprensa – que a Odebrecht, munida das pesquisas de opinião, fez projeções de contribuições a minha candidatura a partir de meu favoritismo pré-eleitoral. Com a queda vertiginosa que tive nas pesquisas (fui derrotada no primeiro turno das eleições), tais doações não aconteceram. As próprias planilhas – a que tive acesso pela imprensa – fornecem informações desencontradas sobre projeções e realizações de contribuições, chegando a constar que nada deveria ser repassado ao meu partido em uma daquelas disponibilizadas pela imprensa. Parece evidente que, se tivesse recebido os valores que constam na lista, o resultado de minha prestação de contas não seria tão negativo. Sobre o apelido dado na tal planilha [“Avião”], talvez evidencie que os autores dos documentos apreendidos sequer tenham me visto num processo eleitoral duro e estressante quanto o de 2012, ao qual muitas vezes me referi como o pior de minha vida. Estou à disposição de qualquer autoridade para qualquer esclarecimento. Como disse, estou tão surpresa e triste quanto todos e tenho muita pressa em esclarecer. Obrigada pela confiança e carinho de todos! Sei que todos sabem que eu jamais me envolveria em nenhum escândalo político. Tenho profundo respeito pelo cargo que ocupo, pela história de meu partido e por todos que em mim confiam.
Um beijo e boa luta!”

 

Marconi Perillo (PSDB-GO), governador

O PSDB de Goiás, que é controlado por Marconi, disse em nota que todas as contribuições para os candidatos do partido naquele estado, nas eleições de 2010 e 2014, “foram devidamente declaradas à Justiça eleitoral”. Duas citações, cuja soma dá R$ 800 mil.

 

Maria do Rosário (PT-RS), deputada federal

Postou no Facebook: “Nosso mandato sempre foi muito transparente. Referimos, abaixo, o nosso posicionamento sobre a lista divulgada. Está se fazendo uma confusão proposital para misturar o joio e o trigo. Me solidarizo a todos que fazem política com lisura e receberam doações legais e devidamente declaradas.

Há que se analisar especialmente as doações inidôneas e não registradas junto ao TSE. Interessante notar que muitos da turma do golpe podem estar nesta situação.

A planilha cita ‘indicações Maria do Rosário – CAM Porto Alegre’. Trata-se de uma doação legal feita em 2012 a qual indiquei, ao PT Nacional, a então candidata a vereadora de Porto Alegre, Ariane Leitão. A prestação de contas da candidata demonstra o devido registro ao TRE em 19 de setembro daquele ano.”

 

Mendes Thame (PSDB-SP), deputado federal

“Sobre a relação de documentos da Odebrecht divulgada pela imprensa, na qual meu nome aparece como indicador, faço os seguintes esclarecimentos:
1º – Não conheço os atuais diretores e presidente da Odebrecht;
2º – Coloco à disposição os sigilos bancário, telefônico e fiscal, bem como me disponho a prestar informações pessoais que possam contribuir para as investigações da Polícia Federal.”

 

Mendonça Filho (DEM-PE), ministro da Educação e deputado federal licenciado

Publicou no Facebook:

“Com relação à divulgação da planilha de doações feitas pela Odebrecht, o deputado federal Mendonça Filho esclarece que a sua campanha para prefeito do Recife em 2012 recebeu doação empresarial da Odebrecht de forma legal, repassada por meio das contas do Democratas, conforme prestação de contas feita à Justiça Eleitoral e disponível ao público. O deputado destaca, ainda, que é importante separar a doação empresarial legal, permitida então pela Lei Eleitoral, e contribuições ilegais derivadas de corrupção, as quais são investigadas pela Operação Lava Jato.
A divulgação da lista de doações da Odebrecht, em nada altera a posição do deputado federal, Mendonça Filho, em apoio à Operação Lava Jato e ao combate à corrupção no País.
Mendonça continua defendendo a apuração das denúncias, o direito à defesa e a punição dos envolvidos nos escândalos de corrupção alvos da Lava Jato. Assim como, reafirma que continuará desempenhando seu papel de líder da Oposição no Congresso com firmeza e coragem para fiscalizar e denunciar os desmandos do Governo Dilma/PT”

 

Osmar Terra (PMDB-RS), ministro do Desenvolvimento Social e Agrário e deputado federal licenciado

“O valor que consta nas planilhas apreendidas é compatível com a minha declaração na Justiça Eleitoral. A doação foi via PMDB e, por isso, a pequena diferença na declaração já que o partido fica com 5%. O importante é reafirmar que existem doações legítimas de campanha, que foi o meu caso. As doações privadas sempre foram uma anomalia do processo eleitoral. Felizmente teremos eleições sem doações privadas já no próximo pleito, decisão que contou inclusive com meu voto”

 

Otávio Leite (PSDB-RJ), deputado federal

“As doações recebidas do Grupo Odebrecht foram feitas via Diretório Nacional do partido e se deram dentro do estrito rigor legal.”

 

Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), deputado federal

Postou no Facebook:

“Sempre compreendi que estando na vida pública, temos que estar disponíveis para dar explicações. E que o papel da imprensa e das redes sociais é fundamental para a democracia.

Em relação à divulgação da ‘lista da Odebrecht’, o próprio juiz Sérgio Moro confirma em seu despacho que na lista apresentada estão relacionados recursos legais e doações eleitorais devidamente declarados perante a Justiça eleitoral.

É o nosso caso. Tratam-se de doações legais efetuadas ao diretório estadual do PSDB de Minas Gerais e relativos à campanha eleitoral de 2014, devidamente registradas no Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, na forma da lei eleitoral.

Temos que ter a serenidade de contribuir para que as pessoas tenham elementos de convicção para saber separar o joio do trigo. Vivemos um período em que há torpe tentativa de nivelar a todos em baixo padrão ético e moral. Não vamos deixar de cumprir com nosso dever, vamos até o fim na Comissão do Impeachment, neste importante momento histórico no nosso país.”

 

Randolfe Rodrigues (Rede-AP), senador

Em nota, o senador afirmou: “Todas as doações recebidas, declaradas e registradas para a última campanha que fiz, para o Senado em 2010, totalizaram exatos R$ 189.650,00, oriundos de pessoas fiscais e pequenas empresas. Sequer disputei eleições em 2012 e em 2014 – anos a que se refere a lista da Odebrecht – e todas as minhas votações e proposições legislativas aqui no Senado se destinam à promoção do interesse público, nunca do privado. Nunca recebi, a título pessoal ou em campanha, nenhum valor da Odebrecht ou de qualquer outra empreiteira. Não conheço, não tenho e nunca tive contato com qualquer pessoa da referida empresa, seja de qualquer nível, e nunca agi no Parlamento para atender interesses privados de quem quer que seja”.

 

Raul Jungmann (PPS-PE), ministro da Defesa e deputado federal licenciado

Publicado no Facebook:

“Confirmo a doação no valor de R$ 100 mil de empresas do Grupo Odebrecht para a minha campanha de vereador em 2012, e de uma dezena de empresas mais. Este valor foi oficial e regularmente apresentado na minha prestação de contas ao Tribunal Regional Eleitoral (TER), devidamente aprovada sem restrições”

 

Renato Molling (PP-RS), deputado federal

Em sua página no Facebook o deputado publicou uma foto do recibo eleitoral comprovando a doação da empresa Brasken S.A/Odebrecht para sua campanha: “Doação para minha campanha de 2014 da Brasken SA/Odebrecht de 30.000,00 mil direto e de 68.600,00 via Partido Estadual. Totalmente legal”.

 

Ricardo Barros (PP-PR), ministro da Saúde e deputado federal licenciado

A assessoria de imprensa do deputado publicou uma nota de esclarecimento no Facebook do parlamentar: “Em relação a planilha que aponta a indicação de recursos no valor de R$ 100 mil para campanha eleitoral de Maringá em 2012, Ricardo Barros, então colaborador da campanha de Maringá, que na época não exercia mandato de deputado federal, esclarece que a campanha do prefeito Roberto Pupin não recebeu doação direta de empresas do Grupo Odebrecht.

Todas as doações de campanha foram legais e a prestação de contas foi aprovada pela Justiça. Barros afirma ainda que está verificando nas prestações de contas se a suposta doação foi realizada aos diretórios estadual e nacional do Partido Progressista”.

 

Roberto Freire (PPS-SP), ministro da Cultura e deputado federal licenciado

Publicou em seu site nota do PPS na qual o partido diz ter declarado ao TSE todas as doações eleitorais que recebeu e manifesta “apoio ao Ministério Público, ao Judiciário e ao juiz Sério Moro na condução das investigações da Operação Lava Jato”.

 

Paulo Teixeira (PT-SP), deputado federal

Diz que houve doação, sim, mas dentro da legalidade: “Na própria lista consta CNPJ da minha campanha e depósito em conta do Banco do Brasil, e tudo isso foi feito dentro rigorosamente da lei”

 

Raimundo Colombo (PSD-SC), governador

O governo de Santa Catarina divulgou nota na qual afirma: “1. A empresa Odebrecht não tem em Santa Catarina nenhum contrato, não executa nenhuma obra pública ou realiza qualquer serviço do governo do estado; tampouco tem desde 2011, período do atual governo, nada que justificasse a transferência desses recursos. 2. Os valores e a suposta forma dessa transferência são ainda fruto de divulgação fracionada que carece de fundamentação, o que será aguardado pela autoridade pública estadual para posicionamento efetivo sobre quem possa ter dado causa a esses fatos, se verdadeiros. 3. Por fim, o governador Raimundo Colombo não reconhece qualquer relação com a empresa Odebrecht, tampouco conhecimento sobre a transferência de valores a Santa Catarina que não tenham sido fruto de doação direta e oficial ou através do partido nacional”. Os documentos apreendidos pela PF citam cinco vezes Colombo, que foi eleito governador em 2010 e reeleito em 2014. É vinculado ao seu nome o repasse total de R$ 9,3 milhões.

 

Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado

“Eu nunca cometi impropriedade”, disse em entrevista, repetindo uma frase que usou várias vezes, nos últimos tempos, para responder a acusações, relacionadas ou não com a Lava Jato. O senador é mencionado três vezes nos documentos apreendidos. Em uma das citações, não aparece valor. Em cada qual das outras duas, aparece o lançamento de R$ 50 mil. Renan afirma que não recebeu doações ilegais.

 

Romero Jucá (PMDB-RR), senador

Disse que todas as doações que recebeu em campanhas eleitorais foram aprovadas sem ressalvas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Aparece em três citações, totalizando R$ 300 mil.

 

Sílvio Camelo (PV-AL), vereador em Maceió

Nega ter recebido qualquer doação do grupo Odebrecht, seja direta ou indiretamente (via partido).

 

Vanessa Grazziotin (PC do B-AM), senadora

Postou no Facebook: “Todos os recursos que recebi nas campanhas foram legais e registrados. Todas as prestações de contas foram analisadas e aprovadas pela Justiça Eleitoral. Estranhei o aparecimento de meu nome numa lista que não sei como surgiu.”

 

Wellington Dias (PT-PI), governador

Por meio de nota, o governo do Piauí afirmou:

“O governador Wellington Dias informa que não recebeu nenhuma doação da empresa Odebrecht e que estranha seu nome na lista que foi divulgada, onde estava escrito inclusive de caneta. Ele ressalta que, quando governador do estado, nunca teve relação com tal empreiteira e que nunca a empresa, ou alguma de suas subsidiárias, realizou obra no Piauí durante seu governo. Para mostrar transparência, o governador disponibiliza ainda a lista completa de seus doadores de campanha, que é pública e também está disponibilizada no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O governador aguardará o andamento das investigações e o esclarecimento de todos os fatos.”

 

Todos os políticos citados na “lista da Odebrecht”

Outras informações sobre a Operação Lava Jato

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