Sexta, 28 de Abril de 2017

Janot pede ao Supremo para investigar ministros e a cúpula do Congresso

Lula, Dilma e Alckmin também estão entre os nomes citados na documentação entregue nesta terça-feira ao STF. Por questões de competência de foro, no entanto, nenhum deles deverá ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal

Janot enviou pedidos de investigação ao STF

Nos 83 pedidos de abertura de inquéritos feitos pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, estão algumas das principais lideranças do Congresso Nacional. Janot pediu ao Supremo Tribunal Federal para investigar os presidentes do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e cinco ministros do governo Michel Temer: Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência), Aloysio Nunes Ferreira (Relações Exteriores), Gilberto Kassab (Ciência, Tecnologia e Comunicações) e Bruno Araújo (Cidades).

Rodrigo Janot também solicitou ao STF que apure o envolvimento na Lava Jato de cinco dos mais influentes parlamentares dos dois maiores partidos governistas: os senadores Aécio Neves (PSDB-MG), José Serra (PSDB-SP), Renan Calheiros (PMDB-AL), Romero Jucá (PMDB-RR) e Edison Lobão (PMDB-MA).

Nos documentos entregues nesta terça-feira (14) ao Supremo, o procurador-geral também cita os ex-presidentes petistas Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, que, por não terem mais foro privilegiado, deverão ser investigados em primeira instância. O mesmo se aplica a outros dois quadros do PT, os ex-ministros da Fazenda Antonio Palocci e Guido Mantega.

Também é citado na documentação entregue hoje ao STF o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Nesse caso, há declínio de competência para o Superior Tribunal de Justiça, a quem cabe processar e julgar governadores.

Os pedidos de investigação e todos os procedimentos solicitados pelo procurador-geral da República têm por base as delações de acionistas e executivos do grupo Odebrecht.

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