CPI pede condução coercitiva de Carlos Wizard

O presidente da CPI da Covid, Omar Aziz (PSD-AM) pediu a condução coercitiva de Carlos Wizard pelo não comparecimento no depoimento marcado para a manhã desta quinta-feira (17). A defesa do empresário havia pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) o direito de não comparecer à Comissão ou de prestar o depoimento por videoconferência, mas na noite de ontem (16) foi concedido apenas o direito de ficar calado sobre assuntos que o incriminasse. Wizard está nos Estados Unidos.

"Diante da  ausência do depoente, determino que seja oficiado à Justiça Federal para que o passaporte de Carlos Wizard seja imediatamente retido pelo Polícia Federal tão logo ele ingresse em território nacional e somente seja devolvido após a prestação do seu depoimento perante esta Comissão", solicitou Aziz.



Outro depoimento que estava marcado para esta quinta era o do auditor do Tribunal de Contas da União (TCU), Alexandre Marques. Ele é acusado de manipular informações oficiais para construção de um relatório em nome do órgão. Esse documento foi entregue pelo pai de Alexandre Marques, que é militar, ao presidente Jair Bolsonaro, que, por mais de uma ocasião, fez referência ao texto para dizer que o número de mortes por covid-19 no país foi superdimensionado pelos governadores como forma de receber dinheiro da União.

Alexandre também conseguiu o direito de ficar calado na CPI através de um habeas corpus no STF. Ele compareceu à Comissão, mas os senadores encerraram a sessão para participar da votação da Medida Provisória que flexibiliza a privatização da Eletrobas. A MP perde a validade no próximo dia 22.

Na sexta-feira (18), os senadores vão votar novos requerimentos de quebras de sigilo antes da audiência pública com os médicos Ricardo Zimerman e Francisco Cardoso Alves. Outro item na pauta da votação, é a diligência interna com o ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel. Durante o seu depoimento na manhã de ontem, Witzel pediu a audiência sigilosa para entregar documentos que comprovem que ele sofreu perseguição política durante o processo de impeachment que o destituiu do cargo.

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