João de Deus se entrega à polícia e é levado preso em Goiás; assista ao vídeo

O médium João de Deus se entregou à polícia na tarde deste domingo (16) depois de ter sido declarado foragido da Justiça a partir das 14h de ontem (sábado, 15). Acusado de estupro e abuso sexual por centenas de mulheres no local onde realizava atendimentos espirituais, em Abadiânia (GO), ele teve prisão preventiva decretada nesta sexta-feira (14) e era procurado pela polícia desde então. O médium foi levado para uma delegacia em Goiânia (GO).

No vídeo abaixo, feito no interior do carro em que o médium foi levado ao encontro de policias goianos, João fica em silêncio até se entregar aos agentes, em uma estrada de terra no município de Abadiânia, às margens da BR-060.

Veja no vídeo publicado pela jornalista Mônica Bergamo (Folha):

 

Segundo Mônica Bergamo, as negociações para a rendição foram conduzidas pelo advogado Alberto Toron, que defende o médium, e o delegado-geral da Polícia Civil de Goiás, André Fernandes de Almeida. Três carros foram usados na operação.

João de Deus estava escondido em um sítio nos arredores de Abadiânia, e chegou ao local combinado no carro de um de seus advogados. Cardíaco, ele ficou trêmulo e passou mal antes de se entregar à polícia. Instantes antes, até tentou dar uma entrevista à jornalista da Folha, mas interrompeu a fala e entrou no carro.

"Me entrego à justiça divina e à Justiça da terra", disse João de Deus antes de passar mal.

Próximos passos

Por meio de nota, o Ministério Público de Goiás (MP-GO) confirma o cumprimento da ordem de prisão e informa que a força-tarefa que atua no caso do médium realizará depoimentos para "produzir as denúncias" contra o acusado.

"A força-tarefa que atua no caso de Abadiânia confirma o cumprimento, por parte da Polícia Civil, do mandado de prisão do médium João de Deus ocorrido no final da tarde deste domingo (16). Os promotores e promotoras informam que os trabalhos da força-tarefa seguem normalmente nos próximos dias, no intuito de continuar realizando as oitivas das vítimas e produzir as denúncias a serem oferecidas", diz o MP-GO.

 

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