“Discurso apocalíptico no meio ambiente é feito para gerar emoções”, escrevem Flávio Bolsonaro e Márcio Bittar

"Os grandes reguladores do clima global são o sol, os oceanos e os vulcões. Nada disso pode sequer ser alcançado pela ação dos homens"

Marcio Bittar e Flávio Bolsonaro *

Sabe-se que a ideologia verde foi refúgio de esquerdistas de todas as matizes. Há um cipoal complexo de grupos anticapitalistas sustentando a irracionalidade e gerando falsos consensos científicos. Enganam boa parte da grande imprensa brasileira, que está mergulhada no torpor da militância. Por meio de instituições ditas não governamentais, vão criando ondas de discursos apocalípticos para barrar o progresso.

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O mais conhecido e refutado é o aquecimento global causado pelo homem. Outros existiram: preservação do Mico-leão-dourado, destruição da camada de ozônio, fim da biodiversidade, superpopulação, Amazônia pulmão do mundo, entre outras trapaças repetidas. Chegam a propagar que florestas geram chuvas, afrontando o conhecimento bem estabelecido do ciclo da água: evaporação dos oceanos, lagos, rios (calor do sol), condensação (nuvens) e precipitação (chuvas). Há florestas densas porque há chuvas abundantes.

Basta pesquisar para saber que o homem é capaz de alterar o clima local, mas, não o clima global. Houve momentos em que a produção dos homens era diminuta e o mundo mais quente. Apesar do aumento de emissão de CO2, informam os cientistas, o mundo está passando por um resfriamento global. É bem estabelecido que os grandes reguladores do clima global são o sol, os oceanos e os vulcões. Nada disso pode sequer ser alcançado pela ação dos homens. O discurso apocalíptico é feito para gerar emoções e não reflexões.

Há outras querelas que precisam ser desmistificadas. Dados oficiais do Cadastro Ambiental Rural (CAR) mostram que dois terços do território nacional são dedicados à preservação e proteção do meio ambiente. Apenas 30,2% das terras brasileiras são de uso agropecuário: 8% de pastagens nativas, 13,2% de pastagens plantadas, 7,8% de lavouras e 1,2% de florestas plantadas. O restante, 3,5% do território nacional, é ocupado por cidades, infraestrutura e outros.

Os Estados Unidos utilizam 74,3% do seu território para a agropecuária, 5,8% são ocupados por cidades e infraestrutura e 19,9% são dedicados à proteção e preservação da vegetação nativa. Eis uma das razões que o trabalhador americano é mais rico. O PIB per capita brasileiro é de menos de US$ 10.000 e o dos Estados Unidos de cerca de US$ 59.000.

Não podemos assistir impassíveis à vitória da política Farms Here, Forests There promovida pela National Farmers Union e pela organização não-governamental Avoided Deforestation Partners. Trabalhar a favor disso é cometer crime contra os brasileiros. Precisamos produzir mais e explorar com racionalidade nossos recursos naturais. Muitas regiões ainda necessitam ser dotadas de infraestrutura para crescer, gerar energia e escoar riquezas. É fato, hoje, que a burocracia e o conjunto de leis ambientais inflexíveis vigentes no país são entraves ao desenvolvimento. Precisamos avançar e superar a irracionalidade verde.

* Marcio Bittar (MDB-AC) e Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) são senadores.

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