Vandalismo e impunidade nos estádios

Pedro Simon *

Eles são velhos conhecidos da polícia. Foram fotografados, filmados e identificados em muitas oportunidades. Estão sujeitos a até dois anos de prisão conforme o Estatuto do Torcedor; ou a penas maiores pelos crimes de agressão, tentativa de homicídio e formação de quadrilha, todos tipificados no Código Penal. Presos algumas vezes, logo ganham as ruas e os estádios para exercitar a mesma truculência.

As imagens das cenas de brutalidade explícita de mais uma briga entre torcidas organizadas correm o mundo e são relacionadas com o problema da segurança pública durante a Copa do Mundo de 2014, no Brasil. A presidente da República se manifestou condenando energicamente, por meio da rede social,  a violência nos estádios. No mais, é o roteiro conhecido. Reuniões, comissões de estudo, propostas de novas e definitivas leis e planos para um mundo melhor e mais fraterno no futebol.

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Afinal, o que nutre a confiança desses vândalos e os anima a reincidir na violência? A resposta é simples: a impunidade. A mesma impunidade que protegeu os baderneiros infiltrados nas manifestações pacíficas de junho passado. Agindo livremente para organizar saques e depredações, conseguiram aterrorizar a população. Esvaziaram os protestos por melhores condições de vida, transporte público, segurança, educação e saúde de qualidade. Por tais evidências, ressalvado o ineditismo do histórico julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) e da prisão de empresários e políticos importantes, o Brasil continua sendo o país da impunidade.

*É senador da República pelo PMDB-RS.

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