Gilmar Mendes, denegrindo a magistratura, brinca com o fogo do autoritarismo

Gilmar Mendes desconsidera que “são as instituições as que nos ajudam a conservar a decência. Que necessitam da nossa ajuda, porque não se protegem por si mesmas. [Diante dos governos autoritários], elas caem uma atrás da outra, salvo quando defendidas com firmeza” (Timothy Snyder, Sobre la tiranía).

Tendemos a supor “que as instituições se sustentam automaticamente diante dos ataques mais diretos. Esse foi o erro que alguns judeus cometeram em relação a Hitler quando ele assumiu o poder. Acharam que seus direitos não seriam violados. Uma potência europeia [Alemanha] sempre atua com reflexão ética. As instituições não são destruídas” (Timothy Snyder, Sobre la tiranía).

Brincou-se com fogo e muitos foram trucidados, a partir de 1933, com amplo apoio da população trabalhadora e “ordeira” (milhões de Adolf Eichmann surgiram da noite para o dia, cumprindo a “nova ordem”).

Gilmar Mendes não está percebendo a gravidade das suas trapaças “políticas”. Está brincando com fogo, julgando-se superior a tudo e a todos.

As ditaduras populistas (Filipinas, Venezuela, Turquia) bem como os populismos extremados e radicais (EUA, Brexit, Rússia, Hungria, Índia etc.) estão invadindo o mundo todo. São frutos dos votos revoltados e odiosos.

Nunca se sabe o que pode ocorrer com um povo humilhado por injustiças diárias. Não podemos ver o horror e ficarmos apáticos. É dever de todos os brasileiros faxinarem exemplarmente os corruptos em 2018, renovando-se fortemente o Congresso Nacional.

Mais: devemos também lutar pelo impeachment de juízes que misturam política com Justiça. Não são dignos do uso da toga. Temos que acabar com a indicação política dos ministros pelo Presidente. Numa cleptocracia, isso é uma aberração.

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