Dois anos de crise “neoliberal”

Dois anos desde o começo da crise econômico-financeira mundial com epicentro na farra imobiliária dos Estados Unidos, e tudo o que você vê, ouve, e lê na mídia esquerdosa ainda são acusações à insana  desregulação liberal dos mercados e lamurientos relatos da  ganância republicana.

Está mais que na hora de você endireitar, desculpe, corrigir essa visão. Aos fatos históricos! Na origem de todos eles, você encontrará rastros da demagogia populista dos democratas, capazes de matar de inveja o paternalismo lulista e o 'maternalismo' dilmista.

Tudo começa nos anos 70 com o presidente Jimmy Carter sancionando a Lei de Reinvestimento Comunitário, que força os bancos a afrouxarem suas exigências e multiplicarem seus empréstimos imobiliários a clientes cuja capacidade de pagamento é, no mínimo duvidosa. 

Cerca de 20 anos depois, Bill Clinton acha pouco e dobra essas benesses com chapéu alheio admitindo à festa um número ainda maior de prováveis inadimplentes. Sua attorney-general (ministra da Justiça), Janet Reno, ameaça processar os bancos que ousem negar empréstimos a mutuários cuja renda claramente os impossibilita de honrar seus compromissos.

Tampouco dá para esquecer outros três personagens dessa farsa financeira, todos, é claro, democratas de carteirinha. O vigarista Franlin Raines, a quem Clinton entrega o comando da agência federal de refinanciamento hipotecário Fannie Mae, assume uma montanha de empréstimos bancários podres e falsifica os relatórios da agência, o que lhe permite embolsar mais de US$ 90 milhões a título de bonificações por desempenho (Erenice, poor thing, você é primária!...)

O senador Chris Dodd, de Connecticut, e o deputado Barney Frank,  de Massachusetts, poderosos presidentes, respectivamente, da Comissão de Finanças do Senado e da Comissão de Bancos da Câmara dos Representantes, desautorizam as medidas do presidente e bode expiatório de estimação das esquerdas mundiais George W. Bush e as iniciativas da bancada republicana no sentido de estancar a hemorragia da Fannie Mae e da sua agência-irmã Freddie Mac e punir seus dirigentes corruptos. Também, pudera: Dodd ganha de mão beijada um suculento empréstimo de banco associado a ambas. Desnecessário, também, é dizer que ele e Frank têm seus fundos de campanha generosamente irrigados com contribuições de Freddie & Fannie.

Por último, mas não em último, o companheiro Barack Obama não poderia faltar à lambança: primeiro, na qualidade de advogado da ONG picareta Acorn, ele entope os tribunais com ações contra os bancos temerosos de continuar hipotecando à clientela caloteira. Depois, já senador por Illinois, Obama engrossa a operação-abafa de Dodd-Frank para neutralizar investigações do Congresso e da Casa Branca destinadas a responsabilizar os chefões da Fannie e do Freddie.

O leitor-ouvinte-telespectador-internauta disposto a saber mais sobre a verdadeira origem dos males passados, presentes e, fatalmente, futuros (veja-se como o pânico antecipado do contribuinte pelos trilhões do US Treasure gastos nos dois últimos anos com terapias neokeynesianas dificulta a recriação de empregos e a saída da recessão) causados pela irresponsabilidade fiscal Democrata à economia americana - e, em razão do peso internacional desta, ao mundo inteiro - precisa reciclar seus hábitos midiáticos, permitindo-se ao menos conhecer publicações inteligentes como a revista quinzenal National Review, fundada em 1955 pelo patriarca do conservadorismo na América do século 20, William F. Buckley Jr., falecido em 2008; seu movimentado sítio National Review On Line (NRO); e organizações cívico-educacionais não-conformistas como a www.uscitizensassociation.com, de onde retirei as informações para este artigo.

Ao leitor sem medo, boa leitura, boa reflexão e adeus, preguiça intelectual!

Continuar lendo