A “fauna” da campanha

A fábula é um gênero literário muito antigo, que dá aos animais características humanas. Sua criação é atribuída a Esopo, que teria vivido na Grécia do final do século VII ao início do VI a.C. Suas saborosas e curtas estórias, cheias de lições, foram disseminadas pela tradição oral. Quem lhe deu continuidade literária e impressa foi Jean de La Fontaine (1621-1695), contemporâneo de Racine e Molière, membro da Academia Francesa de Letras. Nas fábulas, qualidades e defeitos humanos são destacados nas atitudes dos bichos – com quem, até então, só tínhamos uma relação de medo ou dominação. Hoje, em tempos de nova compreensão ambiental, sabemos que somos parentes de todos os que têm patas e asas...a ponto de podermos, alegorica e ironicamente, enxergarmos isso até nas eleições! Foi essa percepção, renovada agora, que me fez atualizar um exercício humaníssimo sobre o universo da campanha eleitoral:

CANDIDATOS

Candidato Jacaré: é muito falastrão e dissimulado; guloso, tem boca enorme; gosta do pântano onde se esconde e nunca se sabe a posição em que está.

Candidato Pavão: vaidoso e bem arrumadinho, quer impressionar pela beleza exterior; dinheiro de campanha é muito, mas ideias mesmo são poucas.

Candidato Porco: suja a cidade com placas em todo canto, polui o ar berrando o seu nome; para ganhar votos, esconde a lama (e a grana) na qual gosta de viver.

Candidato Urso: em campanha, abraça todo mundo; depois de eleito, só quer hibernar e pegar para si os “favos de mel”; mas não tem ócio para os seus negócios escusos.

CANDIDATO CIDADÃO (identifique com o bicho de sua estimação...): tem história de vida limpa, espírito público e honestidade; não fica trocando de partido por conveniência e só quer o voto CONSCIENTE.

ELEITORES

Eleitor Avestruz: enfia a cabeça em sua “vidinha”, foge da realidade.; mesmo sem querer, com sua omissão ajuda os políticos corruptos.

Eleitor Cascavel: tem raiva de política e destila veneno; age só na emoção, anulando o voto ou escolhendo  qualquer um, favorecendo quem pretendia “detonar”.

Eleitor Formiga: só quer saber do seu doce, só vota em quem lhe faz agrado, só pensa em si mesmo; não cobra o compromisso pelo bem comum.

Eleitor Papagaio: repete o que lhe martelam na cabeça pelo rádio e pela TV, sem fazer seu próprio julgamento; pensa com a cabeça dos outros.

ELEITOR CIDADÃO (escolha um animal que lhe cause admiração...): vota com a razão e a convicção. Sabe que seu voto é capaz de ajudar a mudar a sociedade e LUTA sempre pelo interesse coletivo.

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