José Dirceu não vai assistir do STF ao julgamento do mensalão

O ex-ministro pensou em comparecer ao plenário, mas foi desaconselhado pelos advogados, informa Vasconcelo Quadros, na Coluna Esplanada

Vasconcelos Quadros

Confronto federal
A Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) quer derrubar o diretor da Polícia Federal, Leandro Coimbra. O movimento, que será deflagrado no próximo dia 25 com uma paralisação nacional, é o desfecho de um conflito que se arrasta desde o governo Lula entre agentes e delegados pelo controle interno da corporação que mais tem atuado no combate à corrupção. “Não é pessoal. O que não queremos mais é delegado administrando a polícia”, diz o presidente da Fenapef, o agente federal Marcos Wink.

Sinal dos tempos
No início dos anos 1990, a mesma Fenapef foi quem derrubou o então diretor Romeu Tuma, sob a alegação de que este, delegado originário da Polícia Civil, era um corpo estranho à PF e usava o cargo para fins políticos.

Sem vínculo
A luta dos agentes agora tem motivação oposta: eles querem no comando uma autoridade sem vínculos com o DPF, mas com isenção para gerir os conflitos internos. Para desespero dos delegados, aceitam até um procurador da República.

De longe
O ex-ministro José Dirceu decidiu que não comparecerá ao plenário do STF durante o julgamento do mensalão. Queria ir, mas foi desaconselhado pelos advogados sob o argumento de que sua presença poderia ser interpretada com uma afronta aos ministros.

 

 

 

Ruim e perverso
Cálculo feito pelo deputado José Reguffe (PDT-DF) aponta que, além de ruim, os serviços de telefonia móvel no Brasil são os mais caros do mundo: em média o brasileiro paga 45 centavos de real por minuto, o americano seis centavos, o chinês cinco centavos e o indiano dois centavos.

Abusivo
Com o mesmo dinheiro gasto para falar 22 minutos e meio na India, o brasileiro só fala um minuto. “O preço é abusivo e os serviços são de qualidade deficiente”, alfineta Reguffe.

Fogo amigo
Ao defender a PF das insistentes insinuações de uso político das operações contra a corrupção, o ministro da Justiça, Eduardo Cardozo acabou revelando que boa parte dos ataques partem dos parceiros do governo.

Só fatos
“Até os da base aliada andam dizendo que a PF atua contra o governo e que o Ministério da Justiça perdeu o controle (da instituição)”, admite o ministro. Ele garante que a PF age em cima de fatos. A nova lei de combate à lavagem vai ampliar ainda mais as reações.

O carro na frente dos bois
A reação da Anatel, enquadrando as operadoras Oi, Tim e Claro é um alento ao indefeso consumidor, mas chega com mais de uma década de atraso. Nos países civilizados, a regulação que garante a eficácia dos serviços foi o primeiro passo das privatizações.

O bombeiro
Depois do “espanto” da ministra do Planejamento, Mirian Belchior, com o endurecimento do movimento grevista, o Palácio do Planalto chegou à conclusão de que é hora do eterno bombeiro Gilberto Carvalho entrar em cena.

Conflito anunciado
Só o paciente espírito cristão do ministro da Secretaria Geral da Presidência é que pode salvar o governo de um desastre anunciado: o desgaste de um confronto com os sindicatos que representam os servidores federais. As entidades estavam sem interlocutor no governo.

Maldição de agosto
Os funcionários do Banco Central fizeram manifestação ontem em dez capitais em frente às sedes da instituição. Se nada mudar, a partir do próximo dia 31 entram em greve junto com servidores das demais carreiras de estado. É a maldição de agosto rondando o gabinete da presidente Dilma Roussef. Ela diz que não cederá.

Espantoso
Dormita na Câmara, desde 2008, projeto que obriga a divulgação imediata – por todos os meios eletrônicos e cibernéticos – das queixas relacionadas ao desaparecimento de crianças e adolescentes.  Fenômeno ampliado pela negligência estatal, os registros mostram que somem por ano entre 18 mil a 20 mil crianças, 16% delas deficientes.

Desengavetando
Autor do projeto, o deputado Alfredo Kaefer (PSDB-PR) promete que vai desengavetá-lo em agosto. Os alertas sobre desaparecidos devem priorizar terminais rodoviários e aeroportuários.

Em sigilo
A polícia já identificou um dos suspeitos pelo assassinato do agente federal Wilson Tapajós de Macedo, executado no Cemitério de Brasília. Os primeiros indícios apontam que a motivação do crime pode não ter relação com a Operação Monte Carlo.

Cortina de fumaça
Os investigadores que atuam no caso não têm dúvida que o agente foi assassinato por sua condição de policial e que os matadores são profissionais. O suposto mandante pode ter aproveitado a barulheira da CPI para tentar confundir a polícia.

Com Gilmar Correa e Marcos Seabra

contato@colunaesplanada.com.br . www.colunaesplanada.com.br

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