Em reunião com Bolsonaro, Pacheco reclama de política externa de Ernesto

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), se reuniu nesta sexta-feira (26) com o presidente Jair Bolsonaro e externou diretamente ao chefe do Poder Executivo as críticas que a cúpula do Congresso tem feito à gestão de Ernesto Araújo no comando do Ministério das Relações Exteriores.

De acordo com o senador do DEM de Minas Gerais, Bolsonaro não sinalizou sobre troca ou manutenção de Ernesto no cargo. "Apenas ouviu. Vejamos o que pode ser feito. Na verdade, com ministro A ou ministro B, o que importa é um ministério que funcione e isso que desejamos com o Ministério das Relações Exteriores", afirmou Pacheco.

"A política externa do Brasil precisa melhorar, precisamos ter melhores relações com todos os países que podem nos ajudar neste momento e que nós ao longo da história ajudamos. Demos segurança alimentar, temos um apelo ambiental, pelo menos biomas que são muito importantes para o mundo, inclusive o bioma amazônico e esse valor do Brasil precisa ser reconhecido pela comunidade internacional", afirmou o presidente do Senado em entrevista coletiva.

"Não é por outra razão que o Senado fez aquele apelo internacional à comunidade externa por ajuda. Não é por outra razão que eu encaminhei para a presidente do Senado americana, a vice-presidente Kamala Harris, uma súplica de auxílio em relação às vacinas. Mas esse é também um papel do Ministério das Relações Exteriores, confiamos ao Ministério das Relações Exteriores que faça a política de melhora da relação com os demais países", declarou o senador.

Antes de se reunir com Bolsonaro, o mineiro participou de uma reunião remota com governadores para debater a crise da covid-19. Os mandatários estaduais reafirmaram demandas por leitos de UTI e um plano uniformizado de vacinação contra coronavírus.

Foi oficializado nesta sexta a criação de um comitê nacional de crise para o enfrentamento ao coronavírus. Nas redes sociais, alguns governadores reclamaram pela demora da medida ser implementada, após um ano de pandemia, e pela ausência de estados e municípios no grupo.

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