Em queda de braço, reforma política poderá ceder à volta das coligações

A votação do relatório à PEC da reforma eleitoral, prevista para esta quinta (5) foi adiada novamente. Enquanto o presidente da comissão especial responsável por analisar o documento, Luis Tibé (Avante-MG), tenta ganhar tempo para fechar acordo sobre um novo texto trazendo de volta a coligação, os deputados favoráveis ao distritão apostam em estratégias para atingir a marca de 40 reunião do colegiado quando, pelo regimento, com ou sem apreciação do relatório, ele pode ser enviado para análise do plenário.

Até o momento foram realizadas 37 reuniões e para esta sexta estão convocadas três novas sessões: às 10 horas, 12 horas e 14 horas. Deste modo, a expectativa é de que na próxima semana a proposta de Emenda Constitucional (PEC) 125/11 chegue no plenário na próxima semana.

O chamado distritão, caso aprovado, substitui já em 2022 o atual sistema proporcional para preenchimento de vagas no Congresso. Por ele, a campanha para o legislativo passa a ser semelhante às majoritárias, dando vitória a quem tiver maior número de votos, independentemente do cálculo do quociente eleitoral.

A PEC 125/11 tem relatoria da deputada Renata Abreu (Podemos-SP) que se disse estar aberta ao diálogo para análise de um novo texto mediante acordo. “No plenário eu vou ser designada como relatora. Se ele for para plenário já votado na comissão será analisado o texto que votaram, mas caso não, analisaremos [em plenário] as propostas de acordo”, disse.

De acordo com ela, os impasses começaram na quarta quando houve uma mudança de orientação e o relatório de Renata Abreu teria ganho maioria. A reunião convocada para a quarta se estendeu até a madrugada da quinta e foi encerrada sem análise de todos os pontos da proposta.

 

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