Sem previsão para a rede pública, deputado do Novo defende vacina paga

O anúncio da Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas (ABCVAC) de que a rede de saúde privada do Brasil negocia cinco milhões de doses da vacina Covaxin, feita pelo laboratório indiano Bharat Biotech, repercutiu entre parlamentares. Para o deputado do partido Novo, Paulo Ganime, a aquisição de vacinas contra covid-19 pela rede privada "não é furar fila, é criar uma fila nova q vai a desafogar a fila principal", em referência a fila do sistema  público de saúde brasileiro.

A ABCVAC informou que, em um cenário otimista, as doses da vacina podem estar disponíveis até março deste ano no mercado brasileiro. Ainda não há perspectiva de quanto a vacina pode custar a quem tenha condições de pagar.

Hoje (4), representantes das clínicas particulares brasileiras viajaram até a Índia para visitar o laboratório, conhecer a capacidade e continuar com a tentativa de compra.

A Covaxin ainda não é estudada no Brasil, mas o laboratório Bharat já realizou os procedimentos necessários para a receber a autorização para o uso do imunizante da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A vacina é aplicada em duas doses, com intervalo de 15 dias entre elas. No último dia 2, o imunizante recebeu a autorização para uso emergencial na Índia. Caso a compra das vacinas pela ABCVAC se concretize, a rede privada de saúde do Brasil sai à frente do Sistema Único de Saúde (SUS), que atende a população brasileira e depende do governo federal para iniciar um processo de imunização da população, e que ainda não tem o planejamento de compras e aplicação das vacinas.

Confira a manifestação de outros parlamentares:

 

 

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