Reitor do ITA defende pensão de R$ 23 mil a viúva de militar

O reitor do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), Anderson Correia, defendeu neste sábado que viúvas e herdeiros de marechais das Forças Armadas recebam pensões vitalícias que podem passar dos R$ 16 mil reais por mês. Para isso, se valeu de um exemplo de uma viúva de militar que ganha R$ 23 mil mensais.

A crítica do reitor da principal universidade das Força Aérea Brasileira (FAB) foi direcionado a uma comparação feita pela Revista Piauí, que disse que o valor médio de uma pensão a herdeiros destes marechais é equivalente ao salário de dez soldados de segunda-classe das Forças Armadas. O levantamento foi feito com base em dados tornados públicos após pedidos da ONG Fique Sabendo, que durante anos questionou as Forças Armadas a apresentarem sua base de gastos. Além dos altos valores de pensão, o cargo de marechal só é criado em tempos de envolvimento do Brasil em guerra.

Para sua crítica, Anderson escolheu o caso do criador da universidade, Casimiro Montenegro Filho:

Casimiro (1904-2000) foi o idealizador, ainda na década de 1940, do ITA. Em 1954, casou-se com sua sobrinha Maria Antonietta Spinola Montenegro, que tinha 29 anos. De acordo com dados do Portal da Transparência, Maria Antonietta ingressou como pensionista em 26 de fevereiro de 2000, como viúva de "marechal-do-ar".

Os dados mais recentes, de março deste ano, apontam remunerações brutas de R$ 34,5 mil, ficando em R$ 23,4 mil líquidos após descontos. Os vencimentos destinados a Maria Antonietta - normalmente mais altos que os de um deputado federal - foram ainda mais altos em novembro do ano passado, quando o governo enviou R$ 18.098 (ou o salário de 11 soldados da FAB) como "gratificação natalina". Naquele mês, foram depositados R$ 33.713 na conta da viúva.

Hoje com entre 94 e 95 anos, a viúva do marechal Casimiro tem recebido mais do que o próprio reitor do ITA, que ganha perto de R$ 20 mil mensais para comandar a universidade.

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