Veja a reação dos leitores ao editorial sobre o referendo

A publicação do editorial em que o Congresso em Foco expõe os motivos pelos quais apóia o voto "sim" no referendo do próximo domingo (23) dividiu opiniões entre nossos leitores, refletindo o calor do debate em torno da proibição ou não da venda de armas de fogo e munição no Brasil.

Da mesma forma que deixamos claro em nosso editorial que divergimos mas respeitamos os argumentos dos defensores do "não", manifestamos repúdio aos que acusam este site de falsear informações para influenciar o eleitor. Essa conduta não é compatível com o jornalismo independente e apartidário desenvolvido pelo Congresso em Foco em seus 20 meses de existência.

Sem passionalismo e ciente da limitação do resultado do referendo, este site assume abertamente a sua posição em torno do referendo e abre espaço para a reflexão sobre o modelo de sociedade que o país ambiciona.

Em mais uma demonstração de nossa abertura ao contraditório, publicamos, a seguir, os principais argumentos em favor do "sim" e do "não" no referendo das armas:

Voto "sim"

Parabéns pelo posicionamento em favor do voto SIM, um voto que avança na direção da plenitude do Estado de Direito, da cultura de paz e da prevalência dos direitos humanos.

E parabéns pela dignidade e transparência com que assumiram esse posicionamento. Sem a arrogância e a agressividade que costuma acometer órgãos de comunicação e seus responsáveis em situações desse tipo.
 
Márcio M. Araújo
Secretário da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos
marcio.araujo@camara.gov.br

Voto "não"

Sou leitor assíduo deste site, e recebo, com muita satisfação, seu boletim diariamente.
 
Sinto-me mais cidadão acompanhando de perto as atividades parlamentares através dele, e só tenho elogios a seu trabalho. Isto é: tinha, até o momento. Na data de hoje, li seu Editorial favorável ao "Sim". Por meus princípios de liberdade e espírito democrático, respeito profundamente sua opinião. Entretanto, é lamentável o grande número de equívocos apresentados em seus argumentos, apesar da preocupação com a clareza. Vou enumerar somente os dois mais graves, a título de exemplo:
 
1 - Está escrito: "Em primeiro lugar, ao contrário do que sugerem versões absolutamente falsas difundidas por alguns adeptos do “não”, a experiência internacional mostra com clareza que as nações com menos armas em circulação ostentam as menores taxas de mortes por armas de fogo.

Em muitas delas (Japão, Reino Unido, Canadá, Austrália), a venda de armas é vedada. Em outras, como a Suíça, a comercialização é permitida, mas a população não tem o hábito de se armar para defesa pessoal. Há ainda aquelas, como a Colômbia, em que os índices de homicídios permanecem altos, mas caíram significativamente desde a adoção de restrições legais à comercialização de armas de fogo.

O contrário também é verdade: há mais homicídios onde há mais armas. Nos Estados Unidos, a maioria dos estados permite o comércio e as mortes por armas de fogo somam perto de 30 mil por ano. Tais números também são elevados na Jamaica, na qual a proibição foi instituída em lei, mas foi insuficiente para deter o trânsito ilegal de armas."
 
Isso está errado. Nem vou me ater ao debate sobre a questão internacional: apenas evoco o exemplo do Rio Grande do Sul, cujo número de armas supera todos os estados da federação, e o número de crimes é menor que a grande maioria deles;
 
2 - Está escrito: "O pressuposto dessa suspeita é, em todos os aspectos, absurdo: o governo Lula pretenderia aprovar o “sim” para abrir caminho à implantaão de uma ditadura de inspiração comunista. Nem haveria base social e política para legitimar tal plano nem o atual governo esboça qualquer afinidade com teses marxistas. Ao contrário. Na economia e na política, ele anda de mãos dadas com o mais absoluto conservadorismo, do qual se tornou refém."
 
Novo erro. Ou há uma grande má-fé, ou uma desinformação tamanha que coloca em risco toda a credibilidade desse editorial. Dizer que o governo petista não "esboça qualquer afinidade com teses marxistas' só porque pratica a continuidade da política econômica do governo anterior, além de falso, é uma atitude irresponsável. E quanto à política? Só porque a corrupção grassa no atual governo ele não tem "afinidades" com teses marxistas? O que é isso? Faz parte da teoria original do PT "puro, honesto e ético" que de um momento para o outro, "enganado" por Delúbios e Silvinhos e seduzido pelos capitalistas se deixou "enganar" ? Então temos que acreditar que "teses marxistas" somente compartilham ou tem afinidades aqueles que não se chafurdam na corrupção? Isso foi o que esse mesmo governo e seu partido sempre tentaram nos fazer crer, e eis aí o resultado. Se o PT e seu governo não "esboça qualquer afinidade com teses marxistas", vou começar a trabalhar para ir para o Inferno quando morrer, pois me ensinaram tudo errado: Deus é que é a personificaão do mal, e o diabo branquinho, loiro, dos olhos azuis, usa auréolas douradas e toca harpas por entre brancas nuvens...
 
Não quero aqui mudar sua opinião, que é um direito absoluto. Mas infelizmente tenho que confessar-lhes que os senhores, ao tentar combater "argumentos falsos e errôneos dos que defendem o Não", o fazem com argumentos falsos e errôneos. O que é lamentável. Para a liberdade de imprensa, para a democracia e para a verdade. Liberdade de imprensa e manifestação de idéias e opiniões não pressupõem imparciliadade, pois todos nós temos nossos pontos de vista e fazemos nossas opções. O que não pode haver é desonestidade. É possível ser parcial e honesto.
De seu leitor,

Luis Gonzaga de Paulo
Curitiba - PR

Voto "sim"

O editorial foi muito bem elaborado. Vocês conseguiram condensar, com muito bom senso, a maioria dos argumentos pelo sim de forma a mostrar que o sim não é a descoberta da pólvora, mas é a melhor opção. Parabéns também pela qualidade com que vocês fazem este site. Respeitosamente,

Gustavo Amora - Cientista Político
gustavo_amora@yahoo.com.br

Voto "não"

Prezados senhores, podem ter absoluta certeza de que colecionadores autorizados, atiradores esportivos (meu caso), fazendeiros e trabalhadores rurais perderão seus direitos se, por uma desgraça, o "sim" vencer. Espero que os senhores não tenham, em um futuro próximo, de pedir desculpas, como fez o senador Pedro Simon em seu discurso no Senado, em que declarou seu voto para o "não", nem como a senadora Heloísa Helena, que disse que estão desarmando o lado mais fraco e, por esse motivo, vai votar "não". Os senhores devem ter conhecimento do discurso, mas, mesmo assim, aqui estão os links do mesmo. Espero que ouçam mas com ouvidos bem abertos o discurso do senador Pedro Simon no Senado:
http://www.senado.gov.br/radio/download.asp?nomArquivo=1017simon1.mp3
http://www.senado.gov.br/radio/download.asp?nomArquivo=1017simon2.mp3
http://www.senado.gov.br/radio/download.asp?nomArquivo=1017simon3.mp3
Passem bem e sejam felizes,

Frederico Garrido
frederico.garrido@terra.com.br

Voto "sim"

EU VOTO SIM

Abrantes
abrantesdc@terra.com.br

Voto "não"

Lamentável. Onde ficam meus direitos?

Miguel Heinen
miguelh@assisnet.com.br

Veja aqui os comentários mais recentes dos leitores sobre a proibição da venda de armas de fogo e munição no Brasil.

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