Suplente de Serra passou por PT e PMDB antes de chegar ao PSDB

Senador José Aníbal, que assumiu o mandato nesta terça-feira (17) no lugar de José Serra, foi colega de Dilma na universidade. Tucano chegou a ser citado no processo conhecido como "trensalão"

O senador José Aníbal (PSDB-SP) se tornou titular do cargo nesta terça-feira (17) no lugar de José Serra (PSDB-SP), que foi nomeado pelo presidente interino Michel Temer pra o cargo de ministro das Relações Exteriores. Aníbal esteve envolvido no suposto cartel do Metrô de São Paulo, no governo Serra. O inquérito, porém, foi arquivado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em fevereiro do ano passado.

Atualmente opositor ao Partido dos Trabalhadores, Aníbal foi colega de Dilma na faculdade de Economia. Na adolescência, militou na mesma célula comunista da presidente afastada, mas, apesar de ter recebido convite, não fez parte da guerrilha armada contra os militares. Nascido em Guarajá-Mirim (RO), foi eleito deputado federal cinco vezes por São Paulo. Chegou ser líder do PSDB na Câmara em 2008.

Aos 68 anos, é o atual presidente do Instituto Teotônio Villela (ITV). Antes de chegar ao PSDB em 1989, partido do qual já chegou a ser presidente nacional, passou pelo PMDB e também pelo PT. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (STF), o patrimônio declarado de Aníbal é de R$ 1,9 milhões.

O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), elogiou a chegada do colega de partido. "É um dos mais qualificados dos quadros do PSDB em todo o país", exaltou o tucano.

Aníbal tem forte ligação com o setor elétrico. Foi secretário de Energia do Estado de São Paulo, no governo José Serra. Coordenou a elaboração do Plano Paulista de Energia, que prevê o alcance de 69% de fontes renováveis na matriz energética de São Paulo até 2020.

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