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Senadores do PMDB se reúnem para tentar destituir Renan da liderança

Pelo menos 14 dos 22 senadores da bancada querem substituir o atual líder por outro peemedebista alinhado com o Palácio do Planalto. Com discurso de oposição, Renan promete resistir no cargo

 

Integrantes da maior bancada do Senado, os 22 parlamentares do PMDB vão traçar nesta terça-feira (30) o destino de seu líder, Renan Calheiros (AL). Desde que assumiu o posto, em fevereiro, Renan fala como parlamentar de oposição. Articulou a votação contrária de projetos importantes para o governo, como o que regulamenta a terceirização de mão-de-obra, e trabalha para a rejeição das reformas trabalhista e da Previdência.

Pelo menos 14 senadores da legenda não aceitam ser liderados por um colega que faz oposição ao presidente Michel Temer. Nesse sentido, pretendem votar contrariamente à orientação do líder em propostas enviadas ao Congresso pelo Palácio do Planalto. Esse número já é suficiente para que o líder seja trocado. Renan só tem garantido na bancada a solidariedade de colegas como Kátia Abreu (TO), Roberto Requião (PR), Jader Barbalho (PA) e Eduardo Braga (AM), todos ligados à gestão da presidente cassada Dilma Rousseff.

Há duas semanas Braga tentou segurar Renan no cargo com uma tentativa frustrada de conseguir um abaixo-assinado de apoio ao líder. Faltou adesão. Há uma semana, o grupo que tenta afinar o discurso do líder com o do Planalto tentou convencer Renan a ceder. Mas ouviram que o ex-presidente do Senado não está disposto a aceitar canga, referência às cangalhas dos animais de carga.

O presidente Michel Temer quer uma rápida solução para a liderança da bancada do seu partido no Senado – posto importante politicamente em que, em razão de suas funções regimentais, quem o ocupa pode atrapalhar muito a aprovação de projetos e emendas de interesse do Planalto. Mas Temer não quer parecer que foi o carrasco de Renan.

A posição política do líder Renan o afastou de seus principais aliados políticos dentro do PMDB e do próprio Senado: o atual presidente da Casa, Eunício Oliveira (CE), que também é o tesoureiro da legenda, e o presidente nacional do próprio partido e líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR). O acordo político que havia entre os três começou a fazer água quando Renan, assim que assumiu o posto, virou oposicionista.

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