Senadora quer votar contas de Dilma antes do impeachment

Vanessa Grazziotin compõe base aliada ao governo. Para ela, trabalho da comissão especial deveria ser suspensa até votação das contas presidenciais de 2015 já que pedido de impeachment foi acatado antes do término do ano fiscal

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) apresentou à Comissão Especial do Impeachment desta sexta-feira (29) duas questões de ordem. A primeira pede a suspensão do processo no colegiado até que as contas presidenciais de 2015 sejam julgadas pelo Congresso Nacional. Na segunda, levanta suspeição sobre o relator na comissão, senador Antônio Anastasia (PSDB-MG), alegando que ele também utilizou créditos suplementares quando foi governador de Minas Gerais.

De acordo com a senadora, quando o pedido de impeachment foi acatado o ano fiscal não tinha chegado ao fim. Vanessa pontua ainda que o governo tem prazo constitucional de 60 dias após o início da sessão legislativa para apresentar a prestação de contas referente ao ano anterior. Dessa forma, o governo poderia prestar as contas de 2015 até o início de abril de 2016.

“Os fatos constantes da denúncia sobre a qual esta comissão deverá se debruçar refere-se a condutas de 2015. Pasmem, o exercício de 2105 sequer havia se encerrado, mas o senhor presidente da Câmara, fazendo pouco caso da carta política, resolveu receber tal peça acusatória no início de dezembro de 2015”, disse a senadora.

Para ela, a análise da denúncia só poderia ser feita após a totalidade das contas, uma vez que ela se refere a fatos relacionados a elas. “Não existe a possibilidade de apresentação de contas presidenciais, ainda que parcial, antes desse prazo. Nem seria razoável aceitar-se contas parciais, porquanto nada dizem fora do conjunto programado do exercício completo”, disse.

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