Presidente da bancada do Trânsito no Congresso critica fim de radar móvel

O deputado federal Hugo Leal (PSD-RJ) criticou nesta segunda-feira (12) a decisão do presidente Jair Bolsonaro de suspender todos os radares móveis que medem a velocidade dos automóveis no país.

"Entendo que todos os mecanismos de controle de velocidade tem que passar por análises técnicas, e serem instalados em locais de alto índice de acidentes , sempre obedecendo a critérios. Anunciar a simples extinção, com certeza não contribui para a segurança viária", disse Hugo Leal ao Congresso em Foco.

E completou: "neste tema tudo tem que existir como propósito de preservar a vida e evitar acidentes!
Vamos aprimorar, fiscalizar, restringir os critérios de utilização. Está é uma pauta justa".

Bolsonaro anunciou para a próxima semana  a extinção dos radares em discurso na manhã desta segunda-feira no Rio Grande Sul.

“A partir da semana que vem não teremos mais radares móveis no Brasil. Essa covardia de ficar no descidão, no final do retão, alguém atrás da árvore para multar vocês não existirá mais”, disse.

>> Deputada questiona ideia do governo de ampliar prazo de renovação da CNH

O senador Fabiano Contarato (Rede-ES) também reprovou a decisão de Bolsonaro e disse que vai entrar com uma ação contra a medida.

Leia a nota do senador da Rede:

"Vou ingressar com ação popular contra a retirada dos radares móveis das rodovias federais. Não posso ficar omisso enquanto o Presidente, novamente, anuncia medida populista que pode impulsionar a indústria das mortes no trânsito.

Registro aqui que é a segunda tentativa, neste ano, de interferir no trabalho da Polícia Rodoviária Federal, que é órgão de Estado, não de Governo.

Cabe aos agentes rodoviários a definição do melhor modelo de monitoramento, uma vez que o Presidente não tem competência para tanto.

Recordo, também, que ingressei na Justiça com ação popular, após a União anunciar, em maio, que suspenderia a instalação de radares, fixos, em 8 mil faixas de rodovias federais.

A Justiça já reconheceu a ilegalidade da retirada sem motivação, requisito de todos os atos administrativos. Acredito que vamos impedir com essa ação popular muitas mortes. A vida é o bem maior a ser preservado. Queremos rodovias federais mais seguras e trânsito responsável."

 

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