PF descobre lavagem de dinheiro a partir de avião de Eduardo Campos

Operação Turbulência, deflagrada nesta terça-feira, desarticula organização criminosa suspeita de movimentar R$ 600 milhões. Empresas envolvidas também têm ligação com a Lava Jato

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (21) a Operação Turbulência com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro que atuava em Pernambuco e Goiás e movimentou, segundo a PF, R$ 600 milhões desde 2010. As investigações começaram após análise de movimentações financeiras suspeitas detectadas nas contas de empresas envolvidas na aquisição da aeronave que transportava o ex-governador de Pernambuco e então candidato à Presidência, Eduardo Campos, em seu acidente fatal.

Há suspeita de que parte dos recursos que transitaram nas contas examinadas serviam para pagamento de propina a políticos e formação de caixa dois de empreiteiras. O esquema criminoso sob apuração encontrava-se ativo, no mínimo, desde o ano de 2010.

Segundo os investigadores da operação Turbulência, "a PF constatou que essas empresas eram de fachada, constituídas em nome de 'laranjas', e que realizavam diversas transações entre si e com outras empresas fantasmas, inclusive com algumas empresas investigadas no bojo da Operação Lava Jato".

Cerca de 200 policiais cumprem 60 mandados judiciais, sendo 33 de busca e apreensão, 22 de condução coercitiva e cinco de prisão preventiva. Ainda são cumpridos mandados de indisponibilidade de contas e sequestro de embarcações, aeronaves e helicópteros dos principais membros da organização criminosa.

Tanto os presos como os conduzidos coercitivamente serão levados para a sede da Polícia Federal em Recife. Os envolvidos responderão, na medida de seu grau de participação no esquema criminoso, nos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

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