PF abre inquérito contra o ex-deputado Cândido Vaccarezza

Investigação foi aberta para apurar suspeita de que ex-líder do governo e do PT na Câmara recebeu R$ 400 mil em propina por contrato fechado pela empresa Sargent Marine com a Petrobras. Petista nega ligação com esquema da Lava Jato

Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr
A Polícia Federal abriu inquérito na Operação Lava Jato contra o ex-deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) para apurar a suspeita de que ele recebeu propina de R$ 400 mil em contrato de importação de asfalto da Petrobras. Ex-líder do PT e do governo na Câmara, Vaccarezza deixou o Congresso em 31 de janeiro. Sem conseguir renovar o mandato em 2014, o petista perdeu a prerrogativa de ser investigado e julgado no Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, o despacho para a instauração do inquérito foi dado no dia 17 de abril pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável pela condução da Lava Jato na Justiça Federal. Mas só agora a decisão veio a público.

Atualmente em prisão domiciliar, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou, em sua delação premiada, que o ex-deputado recebeu propina por ter atuado, segundo ele, em favor da empresa Sargent Marine. Paulo Roberto contou que foi informado sobre o assunto em uma reunião, ‘no ano de 2009 ou 2010′, na casa do lobista Jorge Luz, que lhe apresentou a empresa, no Rio de Janeiro. O ex-diretor disse que foi o responsável por convidar a Sargent Marine, que firmou contrato com a Petrobras sem licitação.

O advogado Marco Aurélio Toscano, que defende Vaccarezza, disse ao Estadão que seu cliente ainda não foi ouvido pela Polícia Federal, mas que o posicionamento do ex-deputado é “de que nunca em momento algum praticou ato ilícito, seja sozinho seja acompanhado por quem quer que seja”.

Em fevereiro, Vaccarezza rebateu as informações da delação premiada de Paulo Roberto Costa. “Esta informação me inocenta, é um disse que me disse, nunca pedi nada ao Paulo Roberto Costa e ele nunca me deu nada. Nunca apresentei empresa ao Paulo Roberto Costa, e se o Jorge luz disse que haveria propina tem que cobrar do Jorge Luz e não de mim.”

Leia a reportagem do Estadão

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