Pesquise os 6,7 mil políticos com contas rejeitadas pelo TCU

Informação serve para ajudar a Justiça eleitoral a decretar ou não a inelegibilidade de candidatos nestas eleições com base na Lei da Ficha Limpa. Casos serão analisados individualmente. Mas nem todos são postulantes a mandato este ano

O Congresso em Foco publica abaixo, estado por estado, a relação dos gestores que tiveram contas julgadas irregulares pelo Tribunal de Contas da União (TCU). São 6,7 mil nomes que, em tese, correm risco de serem barrados pela Lei da Ficha Limpa caso tenham a intenção de disputar as eleições deste ano. A Justiça eleitoral analisa o pedido de registro de candidatura de 24 mil homens e mulheres. Não há como precisar, no entanto, quantos dos que tiveram contas rejeitadas pelo TCU são postulantes a cargo eletivo em outubro.

 

Mesmo aqueles administradores ou ex-administradores públicos incluídos na lista do tribunal não estão impedidos de concorrer. A situação varia caso a caso. Além disso, na relação, o TCU desconsiderou quem já pagou multa ou ressarciu prejuízos causados. A informação serve para ajudar a Justiça eleitoral a decretar ou não a inelegibilidade de candidatos nestas eleições. Cada caso será analisado separadamente pelos tribunais regionais eleitorais e pelo TSE.

A relação do TCU mostra que o Distrito Federal é a unidade da federação com mais casos de gestores com contas irregulares. São 730, ou 11% dos mais de 6,5 mil da relação do tribunal. O número equivale a 64% dos 1.148 postulantes a algum cargo público no DF. Em segundo lugar, está o Maranhão, com 512 administradores com contas rejeitadas. O estado tem 804 candidatos. Em terceiro, aparece São Paulo. Lá, 486 gestores e ex-gestores têm pendências no TCU. O eleitor paulista terá este ano 3.63 candidatos para votar. Em Sergipe, há 193 administradores com contas rejeitadas. Em todo o estado, 266 pessoas concorrem a algum mandato.

Veja a lista de candidatos com contas irregulares em cada estado
Clique no nome do estado para ver a relação com nomes. Não há como precisar quantos dos nomes incluídos na relação são candidatos nestas eleições. A proporção com o número de candidatos é meramente a título de comparação

Estado Candidatos Gestores com contas irregulares* Em %* Processos
Acre 599 119 20% 183
Alagoas 436 138 32% 192
Amazonas 723 203 28% 387
Amapá 505 146 29% 225
Bahia 990 437 44% 689
Ceará 821 205 25% 321
Distrito Federal 1.148 730 64% 924
Espírito Santo 731 105 14% 158
Goiás 946 209 22% 250
Maranhão 804 512 64% 1.103
Minas Gerais 1.809 470 26% 662
Mato Grosso do Sul 556 102 18% 150
Mato Grosso 445 211 47% 338
Pará 975 305 31% 510
Paraíba 719 210 29% 328
Pernambuco 528 326 62% 474
Piauí 367 196 53% 327
Paraná 1.167 198 17% 294
Rio de Janeiro 3.060 404 13% 497
Rio Grande do Norte 377 196 52% 327
Rondônia 528 157 30% 216
Roraima 510 96 19% 193
Rio Grande do Sul 1.043 127 12% 164
Santa Catarina 594 101 17% 117
Sergipe 266 193 73% 257
São Paulo 3.363 486 14% 738
Tocantins 341 138 40% 238
Total 24.351 6.720 28% 10.262

* Nem todos os administradores são candidatos nestas eleições. Por isso, o valor em percentual significa a potencial incidência máxima de candidatos com pendências no TCU Fontes: TSE e TCU. Elaboração: Congresso em Foco

Vivos e mortos

A lista do TCU é ampla. É feita a partir de um cadastro de pessoas jurídicas e físicas, vivas ou falecidas e detentoras ou não de cargo público, que tiveram suas contas julgadas irregulares pelos ministros do tribunal, em qualquer época. O tribunal analisa a aplicação de recursos repassados pela União a estados e municípios.

A relação, divulgada pelo tribunal no final do mês passado, não inclui casos submetidos à apreciação do poder Judiciário ou em que haja sentença judicial favorável aos gestores ou ex-gestores. Nomes podem ser excluídos da lista se houver medida liminar judicial.

Mais sobre eleições

Assine a Revista Congresso em Foco em versão digital ou impressa

Continuar lendo

Assine e obtenha atualizações em tempo real em seu dispositivo!