Parlamentares discutem aumento salarial para 2015

Acordo com o Palácio do Planalto permite reajuste para R$ 33,7 mil a partir do ano que vem. No entanto, deputados e senadores querem que os vencimentos sejam igualados com os de ministros do STF, pulando para R$ 35,9 mil

Deputados e senadores devem aprovar até quarta-feira (17) o valor do salário para os próximos quatro anos. Porém, até o momento, os parlamentares não conseguiram chegar a um consenso de qual deve ser o percentual de reajuste. Uma parte defende os R$ 33,7 mil acordados com o governo, enquanto outra quer a majoração para R$ 35,9 mil, o mesmo que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) devem ganhar a partir do próximo ano.

Na semana passada, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), reuniu-se com o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante. No encontro ficou acertado que o reajuste para deputados, senadores, presidente e vice da República seria equivalante ao acumulado do IPCA nos últimos quatro anos. Desta forma, os salários passariam dos atuais R$ 26,7 mil para R$ 33,7 mil.

No entanto, boa parte dos deputados e senadores pretendem igualar os vencimentos à proposta elaborada pelo STF. Teto do funcionalismo público, os ministros da mais alta corte do país recebem atualmente R$ 29,4 mil. Projeto enviado ao Congresso estabelece que os novos salários pulem para R$ 35,9 mil. A proposta já foi aprovada pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara, mas ainda precisa passar por outros colegiados e pelo Senado.

A ideia dos parlamentares é aprovar a urgência da proposta do STF e conseguir votar o texto amanhã (16) na Câmara e no dia seguinte no Senado. O impacto nas contas públicas será de R$ 872,3 milhões, de acordo com as justificativas das propostas. Na sequência, votariam o projeto de resolução reajustando os próprios salários nos plenários das duas Casas, que deve gerar um efeito cascata nas assembleias legislativas e câmaras de vereadores. Segundo a Folha de S. Paulo publicou hoje, os reajustes devem gerar um custo de R$ 3,2 bilhões nos três poderes.

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