Orla Livre: brasilienses poderão sugerir formas de ocupação das margens do Lago Paranoá

Por meio de decreto, o governo lança Plano Orla Livre. Obras estão a cargo da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) e vão custar em torno de R$ 3 milhões

 

Com intuito de revitalizar  38 quilômetros às margens do Lago Paranoá, o Governo do Distrito Federal criou nesta quinta-feira (8), por decreto, o Plano Orla Livre. Por meio do site qualquer morador da cidade poderá enviar sugestões de como ocupar a orla. O plano estabelece ações de curto, médio e longo prazo. Uma das ações, que já está em andamento, é a construção da trilha de 14 quilômetros que vai do Parque da Asa Delta, na QL 12 do Lago Sul, ao Deck Sul. Toda pavimentada e sinalizada, a trilha será dividida entre ciclistas e pedestres.

As sugestões podem ser encaminhadas até 8 de janeiro de 2017. Uma enquete com 15 perguntas está disponível para que os participantes digam quais equipamentos públicos e serviços quer ver instalados na orla. No projeto, estão previstos banheiros públicos, postes de iluminação e revegetação. As obras estão a cargo da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) e vão custar em torno de R$ 3 milhões.

Ao todo, a orla do Lago Paranoá tem cerca de 80 quilômetros. Dentro deste perímetro, situam-se o Setor de Hotéis e Turismo Norte, o Setor de Clubes Sul, o Setor de Clubes Norte, o Palácio do Planalto e o Palácio do Jaburu, entre outras instituições públicas e privadas.

Orla Livre e comitês gestor e executivo

De acordo com o governo, um dos objetivos do Plano Orla Livre é subsidiar a proteção e recuperação do meio ambiente por meio de iniciativas sustentáveis, estimular o desenvolvimento de pequenos e novos negócios, fomentar o turismo na região e colocar à disposição dos brasilienses espaços para a práticas de esporte e lazer.

O decreto desta quinta também cria o Comitê Gestor do Plano Orla Livre — coordenado pela Casa Civil e composto pela Secretaria do Meio Ambiente, pela Secretaria de Gestão do Território e Habitação e pelo Instituto Brasília Ambiental (Ibram) — e o comitê executivo, que dará suporte operacional às ações e agrupará 24 órgãos da administração pública.

A ideia é que as sugestões que forem consideradas relevantes sejam acrescidas a um termo de referência. Após a última revisão sobre as sugestões, os escritórios de paisagismo e urbanismo começarão a elaborar propostas de ocupação sustentável do território e terão de 90 a 120 dias para apresentá-las.

Depois, uma banca julgadora com representantes do governo e da sociedade vai eleger o projeto vencedor. Além de propor as melhores formas de ocupar a orla, os urbanistas deverão apresentar soluções de mobilidade para quem quiser chegar à região.

Desde o início de 2015, a Agência de Fiscalização (Agefis) começou operação de desobstrução de área ocupada irregularmente às margens do Lago Paranoá. Em todo o DF foram cerca de 6 milhões de áreas desocupadas.

Com informações da Agência Brasília

 

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