Nos jornais: Quatro órgãos públicos repetem vícios do Dnit

Pelo menos outros quatro órgãos públicos têm problemas como os descobertos no Dnit. Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Banco do Nordeste (BNB) e Codevasp sofrem com falhas de gestão, desvios e loteamentos políticos

O Globo

Quatro órgãos públicos repetem vícios do Dnit

Pelo menos outros quatro órgãos públicos analisados pelo GLOBO - têm problemas como os descobertos no Dnit, e que levaram à demissão de 22 pessoas. Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Banco do Nordeste (BNB) e Codevasp sofrem com falhas de gestão, desvios e loteamentos políticos. Indicado pelo PT, o presidente do BNB, Jurandir Santiago, é suspeito de desvio de verbas no governo do Ceará. Também a Secretaria de Infraestrutura Hídrica já pagou R$ 3,9 bilhões pela obra de transposição do Rio São Francisco sem um projeto executivo e as empreiteras querem mais R$ 1 bilhão em aditivos

Se a presidente Dilma Rousseff fosse faxinar todos os cantos do governo onde a ingerência política contamina a gestão, permitindo, inclusive, a proliferação de bilionários aditivos nas obras públicas, a limpeza teria que ir além dos Transportes. Órgãos estratégicos como o Banco do Nordeste (BNB), a Companhia do Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf) e a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) protagonizam disputas por poder entrelaçadas a graves falhas de gestão, que abrem a porta a irregularidades.

Outros, como as superintendências de Desenvolvimento da Amazônia e do Nordeste (Sudam e Sudene), além do Banco da Amazônia (Basa), são alvos de acirrada disputa entre caciques partidários da base aliada, mas a presidente está segurando as indicações políticas até agora.

Cortejar a base

A ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) negocia com o ministro Guido Mantega (Fazenda) a autorização, em agosto, para o empenho de emendas parlamentares do Orçamento de 2011. Um líder relata que Ideli quer arrancar de Mantega cerca de R$1 bi. Quer adoçar o Congresso antes de propor uma agenda positiva que inclui a aprovação do Pronatec, do Supersimples, do acesso aos documentos sigilosos e do Código Florestal.

A polêmica 'turma de Mogi' que Valdemar levou para os Transportes

SÃO PAULO. Além de colocar a "turma" de Mogi das Cruzes no Ministério dos Transportes, o deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP) emplacou obras para a cidade, seu reduto eleitoral, que escaparam da chamada faxina promovida pela presidente Dilma Rousseff. Há dois meses, foi anunciada a assinatura de um contrato de R$48,4 milhões para a construção de dois viadutos no município. Por trás das negociações, estava um dos mais polêmicos integrantes do grupo de Valdemar: Frederico Dias Costa, que falava em nome do governo e despachava no ministério, sem ter um cargo público.

Fred, como é conhecido, sofreu impeachment em 2005, quando presidia o União Futebol Clube, principal time de Mogi, por vender, supostamente sem aval dos conselheiros, os refletores do antigo estádio da equipe:

- Ninguém sabe do dinheiro. Foi colocado em votação, e 15 dos 30 conselheiros aprovaram o impeachment- disse o presidente do conselho, Alexandre Emilio Ribeiro.

Desafios do Congresso

EMENDA 29: Os líderes na Câmara marcaram para setembro a votação. A emenda fixa os percentuais de investimento de União, estados e municípios em Saúde. O governo teme que a participação da União passe de 7% da receita bruta para 10%.

PEC 300: Fixa um piso nacional provisório para policiais civis, policiais militares e bombeiros. A Câmara aprovou texto alternativo, sem valores, mas prevendo que em 180 dias o governo envie ao Congresso projeto de lei propondo o valor do piso. A ideia é evitar a votação: o rombo nas contas dos estados ficará entre R$30 e R$50 bilhões.

AUMENTO DOS MINISTROS DO STF: O STF enviou projeto propondo reajuste em 14,79%, o que elevaria o subsídio dos ministros de R$26,7 mil para R$30,6 mil, a partir de janeiro de 2011. Mas o governo só prevê, no Orçamento de 2011, um aumento de 5,2%. O projeto está na Câmara.

CPI DO DNIT: A oposição já conseguiu 23 assinaturas das 27 necessárias para viabilizar a criação de uma CPI no Senado, que investigaria as denúncias de superfaturamento e cobrança de propina nas obras comandadas pelo órgão.

CÓDIGO FLORESTAL: O governo quer reverter no Senado a derrota na Câmara, que aprovou emenda anistiando pequenos agricultores que devastaram áreas de proteção ambiental.

Ensino na floresta é precário, mostra estudo do governo

BRASÍLIA. O Ministério da Educação confirma que o projeto para organizar o ensino na floresta está parado e diz não existir ainda uma decisão sobre sua continuidade. Apesar disso, o governo passado fez um diagnóstico do quadro atual da educação em 89 unidades de conservação, onde vivem mais de 60 mil famílias. Feito em parceria entre a Secretaria de Assuntos Estratégicos e o Conselho Nacional das Populações Extrativistas, o estudo, ao qual O GLOBO teve acesso, revela que nenhuma comunidade tem ensino superior, e apenas numa, a Reserva Extrativista (Resex) Marinha Araí-Peroba, no Pará, há creche.

Governistas esperam dias difíceis no Congresso

BRASÍLIA. O fim do recesso parlamentar promete trazer dias difíceis para a presidente Dilma Rousseff. Essa é a previsão feita pelos próprios governistas para este segundo semestre legislativo. As mágoas deixadas pela faxina no Ministério dos Transportes e as ameaças veladas de que outras áreas do governo poderão receber o mesmo tratamento alimentam um clima de desconfiança e insatisfação dentro da base aliada. E também pode custar caro ao Palácio do Planalto o problema antigo com a demora para o pagamento e o empenho das emendas parlamentares ao Orçamento.

- Nossa expectativa é grande para ver como será a repercussão das mudanças promovidas no Ministério dos Transportes, especialmente no PR. Por isso, acredito que teremos dias mais difíceis do que no primeiro semestre - diz o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE).

Governo nega sobrepreço na renegociação das obras de transposição do São Francisco

BRASÍLIA. Designado pelo ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, para explicar as suspeitas sobre as obras do Rio São Francisco, o secretário de Infraestrutura Hídrica, Augusto Wagner, negou que haja sobrepreço nos contratos que estão sendo renegociados. Ele disse que a previsão de custos aumentou por diversas razões: expectativa de preços maiores nas licitações que ainda serão realizadas para cobrir a inflação de 39% nos custos da construção civil no período; aumento de gastos na gestão dos programas ambientais; e ampliação da quantidade serviços, definidos a partir do detalhamento dos projetos básicos.

Segundo o secretário, no momento de pico, em março de 2010, a obra teve 9.600 empregados. Hoje, com as paralisações, sobraram 4.300, muitos do Exército. O secretário afirma que os contratempos e a repactuação de preços se deveram à falta de um projeto executivo global, já que os projetos básicos tiveram detalhamento insuficiente para a dimensão das obras:

- As imperfeições dos projetos básicos determinaram atrasos e aumento de custos. Essas imperfeições estão sendo corrigidas pelos projetos executivos detalhados - disse Wagner.

Irmão de líder do governo denuncia esquema de fraudes na Agricultura

BRASÍLIA. Demitido da direção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) depois de autorizar - sem permissão e com verba que não poderia ser usada para esse fim -, um pagamento para uma suposta empresa de fachada, Oscar Jucá Neto, irmão do líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), afirmou que há um esquema de corrupção e desvio de recursos na companhia estatal, subordinada ao Ministério da Agricultura, maior do que os escândalos do Dnit.

Em entrevista à revista "Veja", Jucá Neto, o Jucazinho, diz que na Conab "só tem bandido" e acusa o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, de envolvimento em irregularidades, embora admita não ter provas. Ao GLOBO, Wagner Rossi rebateu as denúncias e acusou Jucá Neto de querer transformar sua demissão - por ter cometido ato inidôneo - em um caso político. Para o ministro, trata-se de "retaliação".

Pressão deverá aumentar perto das eleições

BRASÍLIA. Na Câmara, os aliados esperam para a próxima semana a apresentação pelo governo de um cronograma de empenho de emendas. Caso contrário, a base ameaça dar o troco das insatisfações na votação de temas como a Emenda 29, a PEC 300 e a proposta que acaba com o fator previdenciário.

O líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), prevê o aumento da pressão com a aproximação do ano eleitoral.

Projeto de educação em reservas anda para trás

BRASÍLIA. A presidente Dilma Rousseff abandonou um programa apoiado pelo governo Lula em uma área que liga educação, meio ambiente e viés social - tripé que ela encampou na campanha eleitoral. Gestado na Secretaria de Assuntos Estratégicos em 2010, o projeto "Educação e Qualificação para Comunidades Extrativistas" contava com o aval pessoal do ex-presidente e do então secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad), André Lázaro, do Ministério da Educação, que foi substituído. E o plano acabou engavetado.

O projeto, também chamado de "Saberes da Floresta", atenderia uma das populações mais vulneráveis do país: ribeirinhos que moram nas 89 Reservas Extrativistas (Resex) e de Desenvolvimento Sustentável (RDS) da Amazônia. Representando as comunidades, o Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS) passou um semestre trabalhando na elaboração do programa, que preencheria o vácuo do ensino de crianças, jovens e adultos que moram nessas Unidades de Conservação.

PT quita dívida de campanha; PSDB ainda busca doadores

BRASÍLIA. Passados nove meses da campanha eleitoral, o PT zerou a dívida de R$27,7 milhões deixada pela campanha da presidente Dilma Rousseff em 2010. Por outro lado, o PSDB não conseguiu apoio entre doadores para eliminar o débito de R$9,6 milhões da campanha de José Serra, três vezes menor que o da petista eleita. A vitória e a conquista do poder facilitaram a ação petista entre os doadores e surtiu efeito o esforço da "arrecadação do terceiro turno" após a vitória de Dilma, a que o ex-diretor do Departamento Nacional (Dnit) Luiz Antonio Pagot fez referência antes de deixar o cargo.

2014, o ano que já começou

Cerimônia que funcionou como cartão de visitas do Brasil para o mundo, transmitida para quase 200 países e estimados 600 milhões de espectadores, o sorteio dos grupos das eliminatórias da Copa de 2014 cumpriu vários objetivos. A presidente Dilma Rousseff, além de prometer apresentar em 2014 um país com desenvolvimento muito além do futebol, fez definitivamente de Pelé a imagem central do sorteio da Copa.

Quando Dilma Rousseff subiu ao palco, Pelé foi o primeiro nome brasileiro citado. Ovacionado, se levantou e acenou para o público. Em seguida Dilma saudou Ricardo Teixeira, presidente da CBF e do Comitê Organizador Local (COL), além dos prefeitos e governadores. Se teve os antigos desafetos Pelé e Ricardo Teixeira sentados lado a lado na plateia, a festa do sorteio excluiu personagens que se tornaram críticos da organização do Mundial do Brasil. O mais notório, Romário. Sua imagem não esteve em qualquer vídeo que apresentou o Brasil e o futebol do país. Seu nome não foi citado, a não ser numa gafe. Ronaldo, de relacionamento próximo à CBF, foi um dos convidados para participar do sorteio. No palco, o apresentador Tadeu Schmidt quase chamou Ronaldo de Romário.

Dilma se mostra

A presidente Dilma Rousseff está se saindo melhor que a encomenda. Esta pode não ser a avaliação de quem a encomendou, o ex-presidente Lula, mas ao que tudo indica é a de setores da sociedade que nem mesmo votaram nela. Como, por exemplo, Caetano Veloso, que votou em Marina no primeiro turno, mas hoje considera que Dilma é melhor presidente do que foi candidata.

Já o ministro da Defesa, Nelson Jobim, que contou um segredo de polichinelo ao revelar que votou no seu amigo José Serra em 2010, nem se deu ao trabalho de fazer a ressalva, e disse que, se Serra fosse presidente, promoveria a mesma "faxina" que Dilma está fazendo no Ministério dos Transportes.

Folha de S. Paulo

Comandante do Exército vira alvo de investigação

O comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, e sete generais são investigados pela Procuradoria-Geral de Justiça Militar sob suspeita de participar de fraudes em obras do Exército.

Os oficiais comandaram o DEC (Departamento de Engenharia e Construção) e o IME (Instituto Militar de Engenharia) entre 2004 e 2009, período em que o Exército fez convênios com o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) para obras em rodovias.

O general Enzo chefiou o DEC entre 2003 e 2007. Ele deixou o cargo para assumir o comando do Exército no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e foi mantido no posto pela presidente Dilma Rousseff.

Exército afirma que não lhe cabe comentar o caso

Em nota, o Centro de Comunicação do Exército afirmou desconhecer a existência da investigação sobre os generais Enzo Peri, Marius Luiz Teixeira e Ítalo Fortes Avena, que chefiaram o DEC (Departamento de Engenharia e Construção).

A Procuradoria-Geral da Justiça Militar também investiga os generais Rubens Brochado, Silvino Silva, Ernesto Ronzani, Emilio Aconcella e Amir Kurban, que chefiaram o IME (Instituto Militar de Engenharia) entre 2004 e 2009.

Venda de terras rende R$ 114,4 mi a militares

As vendas e permutas de terrenos se tornaram uma das principais fontes de renda do Exército.

Nos últimos quatro anos foram arrecadados R$ 114,4 milhões na alienação de imóveis, segundo a corporação. Parte da receita é usada no plano de reestruturação do Exército, que tem como objetivo ampliar a ocupação das fronteiras e "pontos sensíveis", como a Amazônia.

As marcas do atraso

Sob a chuva de gente do Ministério dos Transportes, ocorre, quase em silêncio, uma tripla coincidência muito representativa do que ainda é este Brasil que já se acha entrado no mundo desenvolvido.

Os exatos 50 anos do escândalo de indignação nacional causado pela aprovação do recesso parlamentar remunerado, que os congressistas se deram em 1961 nos então cafundós de Brasília, ocorre quando os congressistas de hoje voltam de um desses recessos. E, de quebra, o próprio presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, Cezar Peluso, propõe, sob protestos da classe, a redução dos 60 dias de férias+recesso do Judiciário para os 30 dias de férias comuns aos demais que trabalham (categoria, está visto, em que não se incluem, com duas dúzias de exceções, os congressistas).

Demitido, irmão de Jucá acusa ministro

Demitido da Conab, o administrador Oscar Jucá Neto afirmou, em entrevista à revista "Veja" desta semana, que no órgão e no Ministério da Agricultura "só tem bandidos" e "corrupção". Ele disse ainda que o ministro Wagner Rossi (PMDB-SP) teria lhe oferecido propina em troca de seu silêncio.

Jucá Neto é irmão do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), e era diretor financeiro da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento, responsável por criar políticas e estimular o mercado agrícola no país).

Oi banca R$ 300 mil de peça estrelada por neta de Lula

Depois de socorrer uma empresa do filho do ex-presidente Lula, a Oi vai financiar peça de teatro que terá no elenco uma neta do petista.

A produção, que busca patrocínio há um ano e três meses, conseguiu a ajuda após promover na mídia a participação da jovem. A peça "Megera Domada", de Shakespeare, marcará a estreia de Bia Lula, 16, filha de Lurian Lula da Silva, nos palcos.

Tele afirma que a experiência do produtor pesou

A Oi afirmou que "é uma das maiores patrocinadoras de projetos culturais" do país e que "não opina no processo de seleção do elenco".

A escolha de "A Megera Domada", segundo a empresa, levou em conta histórico do produtor. A tele negou ainda ter sido beneficiada por decisões do governo.

A assessoria do ex-presidente Lula disse que ele desconhece o patrocínio. "É uma operação entre a Oi e a produção da peça. Lula não tem nada a ver com isso."

Miséria persiste em 30 das 200 cidades com PIB mais alto

Olhando apenas para a atividade econômica, o município de São Desidério parece uma ilha de prosperidade no extremo oeste da Bahia.

A intensiva produção de algodão, soja e milho faz a cidade, de 28 mil habitantes, se orgulhar de ter a segunda maior produção agropecuária do país, e o 112º PIB per capita (soma de bens e serviços produzidos, dividida pelo total de habitantes) entre os 5.564 municípios brasileiros.

Indicador econômico não reflete desenvolvimento com clareza

Os 30 municípios de alto PIB e miséria possuem as seguintes características em comum: são pequenos em termos populacionais e sede de empreendimentos altamente rentáveis. Eles se dividem em dois grupos.

O primeiro, com 20 cidades, tem como principal gerador de PIB indústrias altamente intensivas em capital com itens de altíssimo valor agregado, como hidrelétricas, conversores e transmissores de energia, exploração e refino de petróleo, extração e beneficiamento de minérios e minerais ou portos.

O segundo, com dez municípios, possui as grandes lavouras brasileiras de soja, algodão, milho e a pecuária.

Falta água, afirma morador de cidade do topo do ranking

Antônio Serra, 75, mora em casa de taipa, de dois cômodos, no vilarejo de Porto de Brotas, em São Francisco do Conde (85 km de Salvador). Pescador, solteiro, pai de 16 filhos, ele mostra, decepcionado, adesivo da prefeitura na porta que indica a promessa de uma casa nova.

"Há 40 anos que me prometem. Nunca fizeram." Sua realidade contrasta com o fato de a cidade ter o maior PIB per capita do país. "Ninguém aqui tem água encanada." O Porto de Brotas é vizinho da refinaria Landulfo Alves, da Petrobras -que representa 60% da arrecadação do município e o levou ao topo do ranking do PIB per capita.

Câmara oferece apartamentos de R$ 2,5 milhões

Depois de passar por uma ampla reforma, os apartamentos funcionais da Câmara estão praticamente prontos. São 144 deputados que vão morar em imóveis avaliados em R$ 2,5 milhões.

São quatro quartos, duas suítes, closet, banheira de hidromassagem e duas dependências de empregada, entre outros, distribuídos em cerca de 215 m2 de área privativa.

Eles serão entregues com mobília "básica": camas, sofá, mesa de jantar, geladeira, fogão, micro-ondas e máquina de lavar.

Bombeiros controlam incêndio em fábrica de álcool de Embu

DE SÃO PAULO - O incêndio de grandes proporções na indústria química Old Flex, em Embu (Grande São Paulo), na noite de sexta-feira, foi controlado na madrugada de ontem.

Os bombeiros continuam monitorando sete tanques da fábrica de álcool em gel que não explodiram. As causas do incêndio são investigadas.

Ato contra legalização da maconha reúne 800 pessoas em SP

DE SÃO PAULO - Uma manifestação contra a descriminalização da maconha, organizada por um grupo religioso, reuniu cerca de 800 pessoas ontem.

Os manifestantes saíram do Masp e seguiram até a Assembleia. A maioria vestia camiseta com a mensagem: "A família brasileira diz não à liberação da maconha". Alguns também carregam faixas com dizeres como "Você daria maconha ao seu filho?".

A Bolsa Ditadura não chegou ao Araguaia

Em abril do ano que vem completam-se 40 anos do início das operações do Exército contra os militantes do PC do B que se internaram nas matas do Araguaia com o intuito de iniciar uma guerrilha contra a ditadura. Será a triste lembrança de um massacre no qual morreram cerca de 60 pessoas, na maioria jovens estudantes. Poucos pereceram em combate. Quase todos foram executados, muitos deles depois de terem se rendido à tropa do Exército. Foram execuções frias, praticadas mesmo depois de alguns presos serem usados até para pequenos serviços. Ordens de Brasília.

Campo Majoritário do PT que mudar regras de filiação

DE SÃO PAULO - O Campo Majoritário do PT, grupo que agrega as três tendências hegemônicas do partido, pretende propor o endurecimento nas regras para filiação à sigla, hoje, após o segundo dia de seminário na capital paulista.

A mudança consta no relatório do deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), que preside a comissão de revisão do estatuto do partido.

Exportação industrial perde rentabilidade

O enfraquecimento do dólar e o aumento dos custos de produção levaram à queda da rentabilidade da maioria dos setores exportadores brasileiros no primeiro semestre deste ano, afetando principalmente a indústria.

Na quarta-feira, o governo interveio no câmbio para tentar conter o derretimento da moeda americana. Nesta semana, deve anunciar um pacote de incentivos à exportação de manufaturas.

Ministros fecham acordo sobre a política industrial

Depois da bronca da presidente Dilma Rousseff na sexta-feira, os ministros envolvidos na elaboração da nova política industrial chegaram a um acordo sobre medidas para impulsionar investimentos produtivos.

O pacote será anunciado na próxima semana. A reunião de cerca de duas horas com Dilma ocorreu no Palácio da Alvorada, em Brasília.

Tudo balança, mas não cai

BRASÍLIA - A maior preocupação da presidente Dilma Rousseff, como ela deixou evidente na posse de Ollanta Humala no Peru e nos encontros com Cristina Kirchner em Brasília, é com os efeitos ainda não bem definidos da crise dos EUA no mundo, na América do Sul e, consequentemente, no Brasil.

De público, Dilma diz que teme o desequilíbrio das moedas da região em função do esfarelamento do dólar, como também a enxurrada de produtos manufaturados que, sem compradores nos países ricos, tendem a inundar os emergentes. A enxurrada, se houver, pode afetar as indústrias e os empregos nacionais -do Brasil e dos vizinhos.

Correio Braziliense

Dilma exalta Pelé e fala em Copa histórica

Rio e Brasília — O primeiro evento da Copa do Mundo de 2014 teve um vencedor: Edson Arantes do Nascimento. Ignorado pela Federação Internacional de Futebol (Fifa), a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e o Comitê Organizador Local (COL), Pelé precisou ser aclamado às pressas embaixador do Mundial, na última terça-feira, pela presidente da República, Dilma Rousseff, para ter acesso ao sorteio das Eliminatórias, ontem, na Marina da Glória. Desafeto de Ricardo Teixeira, sentou-se ao lado do dirigente da CBF e do COL durante a cerimônia e foi o mais aplaudido durante o discurso de Dilma.

Invista que o BC garante

Crise lá fora exige atenção ao investir

No atual clima de incertezas que assolou as economias dos dois lados do Atlântico — Estados Unidos e Europa —, os investidores e consumidores andam se debatendo em dúvidas para proteger o patrimônio e manter o poder de compra. A situação anda tão complicada que mesmo analistas experientes se mostram reticentes em dar conselhos sobre o que fazer com o dinheiro neste momento. Para acalmar os ânimos, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, assegura: "Estamos tomando as medidas necessárias para que a dona Maria tenha a garantia de uma economia saudável nos próximos seis, 12, 18 meses". A promessa vale tanto para a inflação quanto para o dólar, que está perigosamente desvalorizado em relação ao real.

O sonho de ser brasileiro

São Paulo — A escada de acesso à Pastoral do Migrante, no centro da capital paulista, parece estreita demais para o entra e sai de gente. A sala de espera também. E o telefone não dá trégua. É só colocar no gancho para voltar a tocar. Bolivianos, paraguaios, peruanos, africanos: a lista inclui gente de 90 países. Todos buscam pistas para garantir a permanência no Brasil às vésperas do prazo final para a regularização concedida pela Polícia Federal, que termina em meados de agosto. Chegam tímidos, de cabeça baixa. Trazem nas mãos pilhas de papéis reunidos na esperança de "virar" brasileiros — ou, no jargão da diplomacia, comprovar a própria existência no país. "Não tem nada pior do que não existir para um governo", diz a boliviana Maria Cruz, 28 anos, há dois morando na capital paulista e trabalhando dia e noite debruçada sobre uma máquina de costura.

Briga por filhos ilustres

A disputa de municípios por filhos ilustres ficou famosa nos últimos anos pelo embate entre as pernambucanas Caetés e Garanhuns, em eterna briga pelo passe do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A briga por um espaço na Certidão de Nascimento de ex-presidentes e políticos, no entanto, é extensa. Em Minas Gerais, a lista inclui Arthur Bernardes e Venceslau Brás, que ocuparam a Presidência quando a capital do país ainda era o Rio de Janeiro. Personagens do século passado, a cidade de nascimento dos dois, assim como a de Lula, é uma questão ainda aberta.

Contra a corrupção, lanchinhos e viagens

O governo federal tem um programa chamado de Controle Interno, Prevenção e Combate à Corrupção, de responsabilidade da Controladoria-Geral da União (CGU). A maioria do dinheiro é aplicada pela própria CGU, mas parte é repassada aos ministérios do Esporte, da Fazenda e da Educação. O investimento deste ano — pouco mais de R$ 23 milhões — tem algo em comum em todos esses órgãos: prevalecem gastos com a manutenção da máquina administrativa, como contas de água, luz, auxílio-moradia, diárias, manutenção de carros oficiais e até fornecimento de lanchinhos oferecidos em pausas de seminários em vez da aplicação na luta contra os desfalques ao erário.

De acordo com consulta ao Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) sobre os gastos da controladoria, com dados até 23 de julho, do total que já saiu dos cofres públicos, pouco mais de R$ 14 milhões se referia a despesas de custeio. A rubrica apoio administrativo, que reúne diversos tipos de gastos, como itens de escritório, por exemplo, apresenta um total de R$ 2,5 milhões. Investimentos em tecnologia da informação, como a aquisição de software e equipamentos de informática, somaram R$ 2,4 milhões.

Crises afetam nomeações

Os recentes escândalos de corrupção no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), na Valec e, agora, na Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), reforçaram a cautela da presidente Dilma Rousseff em nomear os integrantes do segundo escalão da máquina pública federal. Por consequência, aumentou o desespero dos partidos aliados, ansiosos para indicar os afilhados nos estados e nos municípios. Os comandantes partidários querem nomes políticos para agradar os prefeitos e aumentar as chances de êxito nas eleições municipais de 2012. Mas Dilma quer nomes técnicos, que saibam conduzir os projetos que considera prioritários para o país.

Freio no inchaço da máquina

O inchaço da máquina pública, registrado pelo crescimento do número de comissionados no Executivo, foi interrompido no governo Dilma Rousseff. Estatística do boletim de pessoal do Ministério do Planejamento mostra que nos primeiros quatro meses de mandato a presidente já cortou 472 funcionários em cargos de livre-provimento. O enxugamento vem na contramão da política de expansão da máquina registrada no governo Luiz Inácio Lula da Silva. Quando assumiu o Planalto, o petista encontrou o sistema funcionando com 18.374 comissionados. Ao deixar o governo, oito anos depois, o número pulou para 21.870. De 2006 até dezembro de 2010, o quadro de funcionários indicados na função de confiança aumentou ano a ano.

Gastos são normais, alega CGU

A Controladoria-Geral da União (CGU) informou que não há nenhum desvirtuamento do programa e os recursos estão sendo aplicados de forma correta, conforme orientações do Ministério do Planejamento. O órgão disse ainda que as despesas administrativas mantêm toda a CGU, incluindo a sede em Brasília e as 26 unidades regionais. "É preciso ter bem claro que, no caso da CGU, sua atividade implica muito mais despesas de custeio do que de investimento. O orçamento de investimento da CGU corresponde a 10,44% do limite autorizado para 2011, atingindo o montante de R$ 8,080 milhões", consta na resposta encaminhada ao Correio.

Jobim continua na corda bamba

A situação do ministro da Defesa Nelson Jobim no governo permanece indefinida. Jobim sabe que a declaração explícita de voto em José Serra causou enorme constrangimento no Palácio do Planalto, mas jura que não está demissionário ou que tenha dado a declaração para provocar alguma crise política. Pessoas próximas ao ministro acreditam que a defesa veemente feita pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dizendo que "Jobim virou ministro por sua competência, não pela opção de voto", poderia diminuir a tensão com a presidente. Mas Dilma continua incomodada, cumprimentou o ministro com frieza durante cerimônia em Brasília e não será surpresa, segundo interlocutores, se ela sacramentar a demissão do titular da Defesa.

O discreto e poderoso decano do Planalto

Gilberto Carvalho não é alto. Também não tem uma voz retumbante e nem gosta de púlpitos para desfilar pérolas políticas e filosóficas. Torce pelo Palmeiras, considerado o principal rival do time do coração de um de seus principais amigos e mentores — o corintiano Luiz Inácio Lula da Silva. Com uma formação teológica, não faz questão de ostentar poder ou demonstrar prestígio. Mas Gilberto amplificou o seu grau de influência nos últimos meses, após a queda do então chefe da Casa Civil, Antonio Palocci. Tornou-se decano do Planalto e principal conselheiro da presidente Dilma Rousseff e das ministras Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil).

Estado de S. Paulo

Obras do Dnit já custam R$ 2,6 bi acima do previsto

Obras em andamento administradas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) já tiveram acréscimos de preços de R$ 2,6 bilhões. Os aditivos contratuais são apontados como uma das maiores brechas para irregularidades no órgão. Dos contratos de obras em curso, 14% registram aditivos acima do limite legal, de 25% do preço inicial acertado.

As informações foram colhidas por consulta feita pelo Estado no Sistema de Informação e Apoio à Tomada de Decisão (Sindec), instalado no Dnit. Seu uso para o acompanhamento do desempenho do departamento foi boicotado pela direção do órgão, afastada na crise que já vai completar um mês.

Novas denúncias atingem PMDB e PP

Segundo reportagem da revista Isto É, no ano eleitoral de 2010 o Ministério das Cidades liberou pagamentos irregulares em favor de três grandes empreiteiras, que doaram mais de R$ 15 milhões ao PP, partido que comanda a pasta. Em entrevista à revista Veja, Oscar Jucá Neto, irmão do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), denunciou aparelhamento idêntico no Ministério da Agricultura em favor do PMDB e do PTB.

Com retaliação, sem CPI

Ao final do recesso parlamentar não se colhem sinais nos congressistas de ânimo real para a instalação de uma CPI dos Transportes, contra a qual a oposição se mobiliza, dando ao processo político desenho contraditório. E é justamente o fato de ter origem na insatisfação da base aliada que a torna improvável.

A aprovação ostensiva pela sociedade da faxina promovida na área dos transportes, constatada em pesquisas e nas manifestações de formadores de opinião, mantém o governo blindado para retaliações que tentem ir além da sabotagem em plenário ou de tiros isolados, como os que o PR tem desferido contra o casal de ministros Paulo Bernardo (Comunicações) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil).

Ministros negam irregularidades

O ministro das Cidades, Mário Negromonte, disse ter ficado "indignado" com as denúncias de aparelhamento político e cobrança de propina na pasta que comanda. Para Negromonte, o secretário nacional de Saneamento Ambiental, Leodegar Tiscoski, não cometeu ilegalidades, mesmo que, em algum momento, tenha acumulado a função com a de tesoureiro do PP.

"Ele não era ministro, não ordenava despesas, nem efetuava pagamentos no ministério", afirmou Negromonte ao Estado.

Técnicos do TCU acusaram dirigente da Valec de ''dilapidação do patrimônio''

Técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU) recomendaram que o atual superintendente financeiro da Valec, Cácio Antonio Ramos, fosse impedido de assumir cargos de confiança na administração pública por ter sido cúmplice, na avaliação deles, com a dilapidação do patrimônio da antiga Rede Ferroviária Federal (RFFSA). Ramos foi o primeiro inventariante da empresa, cargo que ocupou por dois anos e meio, entre 2007 e 2009. A recomendação do corpo técnico do TCU ocorreu em 2009.

Em um extenso relatório a respeito das consequências da concessão da malha ferroviária paulista, técnicos da 1.ª seção de controle externo do tribunal relatam descaso dos responsáveis pela Inventariança com roubos de parte espólio da rede - vagões, fios, trilhos e outras peças - e também com a execução contratual das empresas que arrendaram parte dos ativos quando da privatização da RFFSA.

Presidente da Petrobrás se cala sobre 2014

O presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, não quis dar entrevista sobre as idas recentes a Bahia, o apoio da estatal a festas no Estado e a possibilidade de vir a ser o candidato petista a governador do Estado em 2014.

"Ele certamente não vai falar sobre candidatura. Tem dito e repetido que é muito cedo para se manifestar", diz e-mail enviado por sua assessoria, em resposta ao pedido de entrevista.

A melhora dos resultados da Previdência Social

Em junho, o déficit do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi de R$ 1,9 bilhão, com queda de 21,5%, em relação a maio, e de 35,8%, em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo o Ministério da Previdência Social. Mas, mesmo sendo o menor desequilíbrio para o mês desde 2004, isso não significa que os resultados do INSS estão deixando de ser problemáticos para as contas públicas.

Um aspecto positivo das contas do INSS está no fato de que foi pequena a diferença entre o montante das sentenças judiciais pagas em junho de 2010 (R$ 350 milhões) e no mesmo mês do ano passado (R$ 410 milhões), sendo este um item que, com frequência, distorce a comparação.

Secretário do governo Dilma se identifica com economista

Um dos keynesianos mais influentes do governo Dilma Rousseff, o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland de Brito, explica, entre outros motivos, que se identifica com a teoria do célebre economista inglês em razão "da crença de que políticas monetárias não são neutras, nem políticas fiscais são dispensáveis".

Para ele, "políticas monetárias - de agregados monetários ou taxas de juros - afetam direta ou indiretamente o lado real da economia, assim como políticas fiscais podem ser operadas anticiclicamente e pró ciclicamente".

Política de vale-tudo e voto a R$ 50

Os candidatos a prefeito caminham com pressa ao pedir votos nas ruas de Magé, a 50 km do Rio. Nas passeatas, circulam entre a multidão ao lado de seguranças armados, com mais de 1,90m de altura, e fazem questão de correr para entrar em carros blindados assim que o evento acaba. Ninguém quer ficar exposto por muito tempo, em uma campanha eleitoral marcada por ameaças de morte, coação de funcionários públicos e denúncias de compra de votos.

O recado de Dilma

Você gostou da cerimônia do sorteio dos grupos para as Eliminatórias de 2014? Não teve nada de supimpa pela grana que o governo do Rio gastou para bancar a festa, não é mesmo? Tudo seguiu o padrão habitual da Fifa para esses eventos, com ligeiros toques locais, aquela coisa de imagens estereotipadas do País e homenagens a ícones nacionais.

Mas o que me chamou a atenção, na verdade, foi a atitude de Dilma Rousseff. A presidente deixou clara a intenção de que não associar a imagem de seu governo com a turma da Fifa e de Ricardo Teixeira, na preparação da competição. Para a herdeira de Lula, a segunda Copa que o Brasil organiza precisa ter a cara de Pelé, o maior símbolo do futebol e personagem do mundo.

Pelé rouba cena e ofusca desafetos

O Rei Pelé nem precisou falar para começar sua missão de embaixador honorário da Copa do Mundo com destaque. Ontem, durante o sorteio dos grupos das Eliminatórias, na Marina da Glória, no Rio, ele foi acariciado com palavras pela presidente Dilma Rousseff, que o chamou de "querido"", além de qualificá-lo como "inesquecível"" .

País ganha 5 mil importadores este ano

O Brasil deve ganhar mais 5 mil novos importadores neste ano - um recorde. Até junho, o número de empresas importadoras já havia atingido 33.615 - 3.420 a mais que no mesmo período de 2010, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

De olho em imagem, presidente transforma Pelé em escudo

Ao contrário do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que usava metáforas sobre futebol em boa parte de seus discursos durante os oito anos em que governou o País, a presidente Dilma Rousseff envolve-se pouco com o esporte preferido dos brasileiros. Mas, mesmo com esse distanciamento, ela conseguiu dar um drible no presidente da CBF, Ricardo Teixeira, coisa que Lula não fez. Ainda por cima, Dilma tabelou com o craque Pelé para deixar Teixeira para trás.

Desigualdade e violência ainda são problemas

Apesar do grande avanço econômico, o Panamá ainda tem de superar vícios típicos da América Latina. Kevin Casas-Zamora, ex-vice-presidente da Costa Rica e analista do Brookings Institution, aponta a desigualdade, a criminalidade e a corrupção como três dos maiores problemas enfrentados pelo governo conservador do presidente Ricardo Martinelli.

Longe do consenso, Senado vota novo plano

O Senado dos EUA planejava para a madrugada deste domingo votar a proposta do líder da maioria democrata, senador Harry Reid, que prevê elevar o limite de endividamento do país em US$ 2,4 trilhões. Segundo Reid, o texto estaria pronto para ser votado pela Câmara na manhã de segunda-feira, quando a reabertura dos mercados ampliará a pressão pela aprovação da proposta.

Concessões travam 3º aeroporto em S.Paulo

Depois de quase quatro anos na gaveta, o projeto de construção de um terceiro aeroporto na Grande São Paulo pela Andrade Gutierrez e a Camargo Correa está prestes a ter avaliada sua viabilidade operacional pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea). Detentoras do direito de compra de uma área de 9 milhões de metros quadrados em Caieiras, na região metropolitana, as empresas querem autorização para tocar o projeto em regime privado.

Projeto ambicioso contra os ''elefantes brancos''

Há algo em comum entre Brasília, Cuiabá e Manaus, três sedes da Copa de 2014: não possuem times fortes na divisão de elite do futebol brasileiro e tentam evitar que seus estádios, erguidos principalmente com dinheiro público, transformem-se em elefantes brancos. Por isso, existe preocupação em criar soluções para tornar as arenas rentáveis financeiramente após o Mundial.

Obra de monotrilho começa em dezembro

As obras do primeiro trecho da Linha 17-Ouro, monotrilho elevado que vai ligar o Aeroporto de Congonhas ao Morumbi, na zona sul da capital, começam em dezembro. O anúncio foi feito ontem pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), após assinatura do contrato para início das obras. A previsão é de que o trecho de 7,7 km esteja pronto em maio de 2014. A linha completa terá 18 km e vai até o Jabaquara.

Nova classe média tem mais jovens e empregos formais

A nova classe média popular que surgiu no Brasil nos últimos anos é, comparada à população total, mais jovem, mais empregada no setor privado formal, mais concentrada na indústria de transformação e no comércio, e com uma proporção maior de pessoas com oito a dez anos de estudos. Em termos qualitativos, segundo o especialista Renato Meirelles, do Instituto de Pesquisa Data Popular, "se a nova classe média tivesse um rosto, seria o de uma jovem mulher conectada na internet".

Eleições de 2012 estão na origem do impasse

A eleição presidencial de 2012, nos Estados Unidos, está na base de um impasse entre os Partidos Republicano e Democrata capaz de levar o país à sua maior crise econômica.

Manobra. Republicanos apostam no pior cenário para a reeleição de Barack Obama

No dia 2 de agosto, se não houver um acordo aceito pelos líderes das duas legendas e pela Casa Branca, os Estados Unidos vão declarar a suspensão de pagamentos pela primeira vez na sua história. Mesmo com um acordo sancionado, ainda estarão arriscados a perder a mais elevada avaliação de risco que um país pode ter de sua dívida.

Dilma destaca evolução do país

Com um discurso que exaltou Pelé e o futebol e os avanços sociais do Brasil nos últimos anos, a presidente Dilma Rousseff cumpriu à risca a estratégia de sua participação no sorteio preliminar dos grupos das Eliminatórias do Mundial de 2014.

Durante o evento realizado ontem na Marina da Glória, a presidente manteve distância calculada de Joseph Blatter, mandatário da Fifa, e principalmente de Ricardo Teixeira, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e do Comitê Organizador da Copa (COL). Sentada na primeira fila, Dilma colocou Pelé entre ela e Teixeira.

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