Nos jornais: PT monta estratégia para tirar PSD da órbita tucana

A indefinição das negociações na capital não deverá interferir nas articulações para alianças entre PT e PSD em cidades-chave do Estado de São Paulo. Blocos de carnaval de Minas transformaram políticos locais em temas de marchinhas

Folha de S. Paulo

PT monta estratégia para tirar PSD da órbita tucana

A indefinição das negociações na capital não deverá interferir nas articulações para alianças entre PT e PSD em cidades-chave do Estado de São Paulo. Os dois partidos estavam negociando uma estratégia "casada", que incluía o apoio do PSD do prefeito Gilberto Kassab a Fernando Haddad (PT) e que se replicaria em locais estratégicos, principalmente na Grande São Paulo. O objetivo da aproximação entre as duas legendas não se esgota nas disputas municipais deste ano.

O plano do PT é tirar definitivamente o PSD da órbita do PSDB e ter o partido como aliado na estratégia de derrotar o governador Geraldo Alckmin na eleição de 2014. A mudança de cenário verificada na semana passada, quando articulações comandadas por Alckmin tornaram mais provável a candidatura de José Serra à prefeitura paulistana, não mudou o projeto maior de PT e PSD.

Em Minas, políticos viram alvo de blocos de Carnaval

Políticos de Belo Horizonte foram parar na berlinda no Carnaval da capital mineira. O prefeito Marcio Lacerda (PSB) e o presidente da Câmara Municipal, Léo Burguês (PSDB), viraram temas em marchinhas irreverentes e críticas aos dois políticos. Ambos são alvo de ativistas que participaram recentemente de um concurso de marchinhas e, há três anos, fizeram ressurgir o Carnaval de rua em bairros tradicionais de Belo Horizonte, como Santa Tereza e Santo Antônio.

"Na Coxinha da Madrasta", a marchinha campeã do concurso, é um protesto contra ato do presidente do Legislativo. Foi hit nas prévias de blocos como Tetê a Santa e Mamá na Vaca. A letra faz chacota dos gastos de Burguês com lanches na loja da madrasta -R$ 62 mil desde 2009 (R$ 1.500 por mês) em recursos da verba indenizatória para custeio do mandato. O jornal "O Tempo" revelou o fato.

Garotinho se une a antigos adversários contra Cabral no Rio

As eleições deste ano aproximaram o deputado federal Anthony Garotinho (PR) de dois partidos que o combateram no passado, o DEM e o PSDB, numa tentativa de fortalecer a oposição ao governador Sérgio Cabral (PMDB) no Rio de Janeiro. Enfraquecidos, os partidos que fazem oposição à presidente Dilma Rousseff no plano nacional gravitam no Estado em torno de Garotinho. Ele espera contar com a ajuda desses partidos para tentar voltar ao Palácio Guanabara nas eleições de 2014.

O trio tenta combater a aliança de 19 partidos que sustenta Cabral. O PMDB tem 36 prefeituras, mas o governador tem o apoio de 91 dos 92 prefeitos do Estado. A única na oposição é a prefeita de Campos, Rosinha Garotinho (PR), mulher do deputado. Garotinho estima que seu partido conseguirá 30 prefeituras nas eleições municipais deste ano, seja na cabeça de chapa, seja com aliados. O PR será cabeça de chapa em mais de 60 das 92 cidades e ocupará a vice em 12 municípios.

Lula imprime ritmo político a seu tratamento contra o câncer

Com o tumor na laringe, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não conseguiu viajar ou fazer palestras nos últimos meses, mas o tratamento não o impediu de continuar a articular candidaturas do PT às eleições de outubro. Nos três meses e meio a que foi submetido às sessões de quimioterapia e de radioterapia, Lula manteve uma intensa agenda de reuniões.

Nos 113 dias desde que a doença foi diagnosticada, o ex-presidente participou de pelo menos 51 encontros. A maioria deles (34) no hospital Sírio-Libanês, transformado temporariamente no seu "escritório político". Somente a presidente Dilma Rousseff o visitou cinco vezes, incluindo um almoço de três horas em que discutiram os detalhes da reforma ministerial. Eles ainda se reuniram em Brasília, quando Lula participou da despedida do ministério do pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad.

Falhas do Enem viram vidraça de Haddad

Um almoço no início de 2009 no gabinete do então ministro da Educação, Fernando Haddad, selou o destino do exame que agora virou uma fonte de dores de cabeça para sua campanha à Prefeitura de São Paulo. O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) foi criado em 1998, no governo Fernando Henrique Cardoso, com o objetivo de substituir gradualmente os vestibulares.

Mas poucas universidades públicas haviam aderido integralmente a ele em 2009, alegando que ele não selecionava os melhores alunos. Apesar disso, parte dos reitores cobrava que o MEC centralizasse os vestibulares das instituições. O caminho natural era reformular o Enem.

Ex-ministro deve enfatizar ProUni e ensino técnico

Fernando Haddad começa a corrida eleitoral com uma certeza: as falhas no Enem serão, ao lado do kit anti-homofobia, a maior vidraça do seu currículo como ministro. Ele deixou isso claro ao se despedir do governo, quando reclamou que a sua gestão "apanhava todo dia". Agora, terá de vender a imagem de um administrador eficiente, o que não combina com o histórico de problemas do Enem.

A saída será dar ênfase a outras marcas de sua passagem pelo MEC, como o ProUni, programa que já distribuiu um milhão de bolsas a universitários de baixa renda. Foi o que fez na quarta, no primeiro compromisso público fora dos muros do PT, uma palestra no Sindicato dos Comerciários de São Paulo.

Órgãos temem que mortes de jornalistas não sejam punidas

Diante de três assassinatos de jornalistas cometidos nos primeiros 45 dias do ano, entidades de jornalismo repudiaram a escalada de homicídios e alertaram para o risco de impunidade nesses casos. Segundo relatório da ANJ (Associação Nacional de Jornais), desde 2009 tem aumentado o número de jornalistas mortos no Brasil em decorrência da atuação profissional.

Naquele ano, a entidade contabilizou um homicídio. No ano seguinte, foram dois. Em 2011, foram registrados quatro assassinatos. "O preocupante número de jornalistas assassinados no Brasil é fruto da impunidade", afirma Ricardo Pedreira, diretor-executivo da ANJ.

O Estado de S. Paulo

'Serra é a resistência ao projeto de hegemonia do PT', diz Sérgio Guerra

O presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), acusa o PT de nacionalizar a disputa pela Prefeitura de São Paulo, na tentativa de derrotar os tucanos para levar adiante "o projeto Lula da democracia de partido único". "O objetivo do Lula é e sempre foi transformar o Partido dos Trabalhadores em um partido único", afirma, em entrevista ao Estado.

Nesse quadro de luta contra a hegemonia do PT, ele diz que a candidatura do ex-governador José Serra a prefeito de São Paulo, "se confirmada, representa a resistência da democracia ao projeto da hegemonia petista". E completa: "Hoje há uma forte convicção de que ele poderá vir a ser candidato".

Com a nacionalização da campanha paulista, ele entende que Serra passa a ser, "sem a menor dúvida, também um projeto nacional do PSDB". Se o ingresso dele na corrida municipal dispensará ou não a realização de prévias para a escolha do candidato, é outra conversa. "Essa questão tem que ser conduzida por quem a conduziu até agora, que é o governador Geraldo Alckmin". Leia abaixo a entrevista.

PTB discute aliança com PSDB pela Prefeitura de SP

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo (OAB-SP) e pré-candidato do PTB à prefeitura de São Paulo, Luiz Flávio Borges B''urso, informou nesta noite que o PSDB e o PTB têm conversado, nos últimas semanas, sobre uma aliança para o pleito. Ele também não descartou a possibilidade de abrir mão de sua candidatura em nome dessa composição.

O pré-candidato do PTB, que assiste ao desfile das escolas de samba no Camarote da Prefeitura de São Paulo, no sambódromo do Anhembi, lembrou que, em 2008, PTB e PSDB formaram uma dobradinha para a disputa da prefeitura de São Paulo, a qual teve como candidato o atual governador, Geraldo Alckmin. "Eu não rejeito conversar com nenhum partido", afirmou. "Se o partido assim decidir, eu sou um soldado dele", acrescentou.

Planejamento sustou concurso público neste ano

Apesar das cobranças públicas de eficiência em obras do PAC, o governo congelou providências para resolver os problemas estruturais do Dnit. Por ordem do Ministério do Planejamento, a abertura de concurso público, prevista para este ano, foi suspensa após as pressões por aumento para o funcionalismo.

De posse do estudo que aponta as deficiências, o diretor executivo do Dnit, Tarcísio Gomes de Freitas, pediu, em reunião com a ministra Miriam Belchior (Planejamento), seleção para 1.088 servidores ao ano até 2015. Segundo ele, a pasta havia concordado com bem menos: 500 vagas anuais. Mas, com os pedidos de reajuste, que motivaram até greve de juízes, pôs o pé no freio. Questionado, o Planejamento informou que não tem definição sobre concursos, mas que as necessidades de pessoal do Dnit estão sendo avaliadas.

Estudo prova falência estrutural do Dnit e incapacidade de fiscalizar obras

Nomeado vice-chefe do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) após a "faxina" promovida pela presidente Dilma Rousseff, o auditor da Controladoria-Geral da União (CGU) Tarcísio Gomes de Freitas se diz à frente de uma autarquia falida, sem condições de executar suas principais funções. Espécie de interventor do órgão, no cargo há pouco mais de cinco meses, ele desabafa: "O Dnit não tem condições de tocar o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). O que fazem com ele é uma covardia".

Como diretor executivo do Dnit, o auditor concluiu em dezembro estudo que evidencia a impossibilidade de atingir as pretensões de eficiência do programa na área de Transportes. Fora a cultura de corrupção, que remonta ao extinto Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), as deficiências estruturais empacam obras e favorecem desvios. Falta quem fiscalize a execução de contratos ou pague, com a devida celeridade, pelas medições de serviços prestados por empreiteiras.

O Dnit tem hoje 2.695 servidores de carreira - menos funcionários, segundo o diretor, que o Departamento de Estradas de Rodagem de São Paulo (DER-SP), com 3,8 mil. Mais da metade do pessoal passou dos 51 anos de idade e um terço já tem ou terá, até 2016, condições de se aposentar.

Kassab confunde até o PSD

As marchas e contramarchas do prefeito Gilberto Kassab não desorientaram só adversários, mas seu próprio partido, o PSD. De início críticos ao passo dado em direção ao PT, os integrantes do partido acabaram desenhando um cenário estratégico para o resto do atual mandato da presidente Dilma Rousseff, que passa pelo apoio à sua reeleição em 2014.

Até a noite de quinta-feira, o PSD não acreditava na hipótese de Kassab recuar do acordo com Lula para apoiar a candidatura de José Serra. Respaldava essa convicção a garantia já dada por Serra ao prefeito de que não seria candidato na eleição municipal, liberando-o do compromisso com o PSDB.

Dada por certa a aliança com o PT, o PSD passou a raciocinar com participação num futuro governo Dilma, a partir de 2014. O partido considera que apoiando sua reeleição estaria legitimado a ocupar ministérios, mantendo no atual mandato da presidente apenas o apoio parlamentar.

Comissão da Verdade emperra no Planalto

A presidente Dilma Rousseff tem encontrado sérias dificuldades para montar a Comissão da Verdade. Três meses depois de sancionar o projeto de lei que criou a comissão, as informações no Palácio do Planalto são de que nem os primeiros passos foram dados. Mais que isso: sobre o assunto foi imposta uma mordaça nos auxiliares da presidente.

Procurada pelo Estado por dez dias seguidos, a Secretaria dos Direitos Humanos - que deveria tratar do assunto - não se manifestou. O máximo que os auxiliares da ministra Maria do Rosário disseram foi que ninguém estava autorizado a falar a respeito da Comissão da Verdade. E que a ministra não se manifestaria naquela hora, por achar que não era conveniente.

As raras menções à comissão não partem do Palácio do Planalto ou dos ministérios que deveriam cuidar do tema, mas de pessoas interessadas no tema. Uma delas é a deputada Luiza Erundina (PSB-SP). "O tempo está passando e ninguém diz nada a respeito da formação da comissão", disse a deputada ao Estado.

Para Kassab, Campos é 'grande líder'

Ao mesmo tempo em que reitera apoio incondicional ao padrinho José Serra (PSDB), caso ele entre na disputa pela Prefeitura de São Paulo, e procura manter abertas as portas com o PT do pré-candidato Fernando Haddad, o prefeito Gilberto Kassab (PSD) reforçou ontem os laços com o PSB do governador de Pernambuco, Eduardo Campos. O prefeito paulistano desembarcou no Recife e tratou o presidente nacional do PSB como o grande líder de sua geração.

"Hoje estou aqui diante do grande líder do PSB, parceiro do PSD, meu líder Eduardo Campos", derreteu-se Kassab, ao ser recebido pelo governador no Palácio do Campo das Princesas, antes de seguir para o camarote do governo do Estado para assistir ao desfile do autointitulado maior bloco do planeta, o Galo da Madrugada.

"No plano nacional Eduardo Campos é a grande liderança da nova geração e eu tenho a tranquilidade de confiar a ele minha condição de liderado", disse ele.

Política invade carnaval em Minas

A sátira com ocupantes do poder é antiga. Mas, quando determinadas situações geram ondas de protestos na população próximas ao clima do carnaval, esse tipo de criação encontra terreno ainda mais fértil para proliferar. Foi o que aconteceu em Belo Horizonte, onde a ironia com os políticos locais deu o tom de duas marchinhas que conquistaram os foliões semanas antes do início oficial da folia.

O alvo de uma delas é o prefeito Marcio Lacerda (PSB). A Marcha da Estação, criada por Renato Villaça e João Basílio, tem como refrão "começa com 'm', termina com 'erda', adivinha o que que é'". Toda a letra é uma brincadeira com uma série de medidas adotadas na capital pelo Executivo, a começar pela proibição de eventos públicos na Praça da Estação, que deu origem a vários protestos . A cantiga ainda ironiza o fato de o prefeito ter sido eleito por meio de uma aliança que uniu PSDB e PT.

Correio Braziliense

Ministro Maurício Côrrea é velado no Salão Branco no STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cezar Peluso, esteve no velório do ministro Maurício Corrêa, realizado no Salão Branco do STF, na manhã deste sábado (18/02), onde fez um pronunciamento lamentando a morte. “É uma perda inevitável e um sentimento muito doloroso no caso de parentes e amigos. Mais doloroso, em particular, em relação a mim. Ele era presidente do Supremo e me recebeu. Tivemos um relacionamento muito próximo. Ele foi um constituinte de atuação marcante e vai deixar muita saudade, estamos todos de luto. Essa é a última homenagem do Supremo a um de seus mais ilustres ministros”, disse.

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, também esteve no velório. “Nós que vivemos em Brasília há algum tempo, ficamos com uma lembrança do ministro não só como magistrado, mas como militante combativo da ditadura. Ele deixa a imagem de um democrata extremamente firme em suas convicções”, disse.

Cerca de 200 pessoas já passaram pelo Salão Branco desde as 10h, quando o velório começou. Entre elas, o presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, Otávio Augusto Barbosa; o presidente do PMD, Valdir Raupp (RO); e o ministro da Advocacia Geral da União (AGU), Luiz Inácio Lucena Adams.

Políticos enaltecem ex-presidente do STF Maurício Corrêa

Das lutas pela redemocratização do país ao mais alto posto do Judiciário, a trajetória do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Maurício Corrêa sempre foi marcada pela política. O perfil mais técnico da magistratura, em relação ao exercício do Legislativo, não apagou a veia política do militante que lutou contra a ditadura, relatam amigos que acompanharam a carreira do ex-constituinte que se aposentou como presidente do STF. Representando o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, que está em viagem à Argentina, o vice-governador Tadeu Filippelli lembrou que, mesmo à frente do Supremo, Corrêa se conservou como um “político- jurista”.

“É inquestionável a luta desse homem pela redemocratização do país. Outro fato interessante é que ele também lutou pela representatividade política de Brasília. É uma pessoa que ao longo da sua vida pública e política foi extremamente exemplar. Ele nunca se submetia a qualquer gesto que representasse uma violência contra aquilo que pensava”, afirmou o vice-governador, durante o velório de Corrêa no Salão Branco do STF.

Maurício Corrêa teve a vida marcada pela defesa de temas como a Ficha Limpa

O velório do mineiro Maurício Corrêa no salão branco do Supremo Tribunal Federal (STF) foi um flash do que ele representou no cenário nacional. Ex-presidente da mais importante corte de Justiça do país, o homem que escolheu trilhar sua trajetória no Distrito Federal foi o político da capital do país que mais longe chegou. Autoridades do Judiciário, parlamentares, advogados, familiares e amigos estiveram na cerimônia e no enterro no cemitério Campo da Esperança, para prestar uma homenagem. Ele era admirado pela oratória contundente sobre temas nacionais e locais.

Era possível discordar da opinião do ex-ministro da Justiça, magistrado aposentado e ex-senador, mas não se pode dizer que Maurício Corrêa fugiu de qualquer debate. Fez duras críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do poder que José Dirceu teve como ministro-chefe da Casa Civil, entre 2003 e 2005, até a crise do mensalão. Mesmo após os momentos mais agudos do governo Lula, o ex-presidente do STF, em várias manifestações públicas, considerou “inconcebível” a ideia que surgiu, mas não prosperou, de o Congresso dar um terceiro mandato ao petista, em forma de uma nova candidatura à Presidência da República.

CGU quer proibir servidores do Ministério da Cultura de receberem ingressos

A Controladoria-Geral da União determinou que o Ministério da Cultura (MinC) revise seu código de ética para que os servidores da pasta fiquem proibidos de receber ingressos gratuitos para eventos que tenham recebido dinheiro público. A exigência surgiu após o Correio revelar que funcionários do MinC, incluindo o secretário de Fomento e Incentivo à Cultura, receberam convites para ir ao Rock in Rio, em setembro do ano passado. O festival havia sido autorizado pelo MinC a captar R$ 12,3 milhões em incentivos fiscais.

No relatório de auditoria, os técnicos da CGU condenam o fato de o secretário Henilton Parente de Menezes e os demais servidores terem recebido os ingressos. “Em razão dos princípios constitucionais que norteiam os atos da Administração Pública, os servidores do MinC não podem figurar entre os beneficiários dos ingressos de programações culturais incentivadas, pois atuam na aprovação, acompanhamento, fiscalização e certificação das prestações de contas das proponentes”, critica o texto.

Brasileiros comemoram salários recorde e índice de desemprego de 5,5%

Com emprego garantido e salário em alta, os brasileiros começaram 2012 com o pé direito. O rendimento médio dos trabalhadores bateu recorde para meses de janeiro, alcançando R$ 1.672,20, segundo dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta foi de 0,7% em relação a dezembro e de 2,7% ante janeiro de 2010. A taxa de desemprego, por sua vez, ficou em 5,5% no primeiro mês do ano. Embora seja maior do que o índice verificada em dezembro último, de 4,7%, também é a menor da série histórica iniciada em 2002 para janeiro.

Segundo o IBGE, que faz a Pesquisa Mensal de Emprego nas seis maiores regiões metropolitanas do país, a elevação dos salários foi generalizada. A exceção foi o Rio de Janeiro, onde o rendimento caiu 1,6% no mês. Em contrapartida, houve alta expressiva em Recife, de 7,3%, puxada por aumentos de até 23,4% no setor de serviços, que inclui hospedagem, recreação e alimentação, além de 11,5% na indústria. A região metropolitana de Recife tem peso de 12% na fórmula de cálculo do rendimento médio do trabalhador. Em São Paulo, com maior participação na mostra, os salários variaram apenas 0,1%. Em Salvador, subiram 3%; em Belo Horizonte, 1,7%; e em Porto Alegre, 4%.

Órgãos do Executivo, Judiciário e Legislativo estão cada vez mais jovens

Ser estável e ter uma boa remuneração são as principais justificativas de quem busca um emprego no funcionalismo, e essas vantagens levam cada vez mais jovens a ter o Estado como patrão. Nos últimos 10 anos, apenas no Executivo ingressaram mais de 40 mil pessoas com até 30 anos — faixa etária também chamada de Geração Y, com nascidos nos anos 1980 até meados de 1990. O Correio conta a história de nove pessoas que conseguiram a aprovação logo após sair da faculdade ou antes mesmo de ingressar no ensino superior. Elas ganham salários entre R$ 4 mil e R$ 19 mil e, além de ter os benefícios do serviço público, mostram como é possível evitar a estagnação e decolar na carreira.

São casos como o de Gustavo Souza, 25 anos, que em sua primeira experiência profissional passou no concurso do Ministério Público da União (MPU) e, hoje, chefia um grupo de 120 pessoas. Também o de Cintia Silva, 27, que coordena a equipe de documentação do Ministério das Cidades. Há ainda relatos de pessoas que foram aprovadas em provas tradicionalmente concorridas, como João Thiago Oliveira, delegado da Polícia Federal desde os 23 anos; Bruno Pereira Rezende, 1º colocado no certame do Ministério das Relações Exteriores (MRE) aos 22, ou Elyesley Silva, que, aos 24, é servidor da Câmara dos Deputados.

51% dos jovens da nova classe média querem ser donos de empresas

Luiz Henrique Bonvini, 14 anos, ainda está longe de entrar na universidade, mas já tem na ponta da língua o caminho que deseja seguir. Amante da gastronomia, faz planos de se especializar na área e ganhar muito dinheiro. No primeiro teste, ele já passou com louvor. Em parceria com os primos Laura, 13, e Vitor, 10, o jovem fabricou brigadeiros em casa para vender. O retorno foi tamanho que os três vão usar o lucro para bancar parte de uma viagem à Disney, com a família, programada para este ano. Com tino empreendedor, Luiz é o retrato fiel da nova classe média, que, depois de incluir na sua cesta de alimentos itens a que antes não tinha acesso, comprar a casa própria e eletrodomésticos e fazer as suas primeiras viagens ao exterior, será senhora quase absoluta dos micro e pequenos negócios no Brasil dentro de uma década.

Dados do Instituto Data Popular mostram que 51% dos jovens entre 18 e 35 anos da classe C querem abrir o próprio negócio. Desse total, 91% definiram que 2020 é o prazo máximo para concretizar o sonho. Não por acaso, a nova classe média — que ganhou 40 milhões de brasileiros na última década e, somente no ano passado, injetou de R$ 1,03 trilhão na economia em consumo de bens e serviços — é uma das armas mais poderosas da presidente Dilma Rousseff para aquecer a atividade econômica e proteger o país da crise que assola a Europa.

Bancos reservam R$ 115 bi para cobrir calotes, 21% além do valor de 2011

A escalada da inadimplência no Brasil está obrigando os bancos a guardarem um volume recorde de recursos para cobrir o rombo deixado pelos maus pagadores — uma fortuna de R$ 115 bilhões até dezembro do ano passado. Comparado ao fim de 2010, esse colchão anticalote cresceu 21,5% e tem custado às instituições uma fatia expressiva dos lucros. Os dados do Banco Central mostram que esse montante se expande a cada dia, e mais: evidenciam que o setor privado, sobretudo o estrangeiro, é o que exige menos garantias para emprestar e, portanto, tem registrado as maiores taxas de incremento nas provisões.

Os bancos particulares elevaram suas reservas em 25,5%, enquanto as instituições públicas aumentaram a rubrica em 14%. Na abertura entre nacionais e estrangeiros, os primeiros elevaram as provisões em 24,6% e os demais em 28,1%. Na visão dos especialistas ouvidos pelo Correio esse avanço decorre da rápida expansão do crédito em 2009 e 2010, que levou o brasileiro a um endividamento sem precedentes. Atualmente, quase 50% da renda familiar está comprometida e, agora, a fatura dessa farra dos empréstimos começou a cair no colo dos bancos. A inadimplência do consumidor está em 7,3% e, conforme mostram os dados do Banco Central, os clientes “A”, de risco quase nulo e maior poder aquisitivo, têm liderado os calotes. “É um número muito alto, mais que o dobro da média mundial”, alerta o economista Roberto Luís Troster.

Pedintes que ficam na Esplanada refletem a dimensão dos desafios do país

De segunda a sexta-feira, no início da manhã, Jucivaldo Britto, 35 anos, sai de Planaltina, onde mora de aluguel com a esposa e os três filhos, no carro que funciona como seu “escritório”, rumo ao Plano Piloto. Embaixo do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), ele dá início a mais um dia de expediente na informalidade, vendendo refrigerantes, açaí e água de coco, que mantém gelada dentro de um isopor guardado na mala da sua Parati modelo 1999, cujas prestações chegam todos os meses. Ao seu lado, a concorrência oferece salada de fruta, preparada dentro da Kombi. Entre os companheiros de escritório, há flanelinhas e lavadores de carro, espalhados no estacionamento. Assim como a informalidade está presente nas cercanias da pasta do Trabalho e Emprego, em outros ministérios, o problema mora ao lado.

“Há 15 anos, vendo minhas bebidas embaixo do ministério, como ambulante mesmo. Preferiria ter carteira assinada. Já procurei emprego de motorista, vigia e porteiro, mas não consigo encontrar uma vaga que renda os R$ 2 mil que tiro aqui por mês”, justificou Jucivaldo.

Embora sejam vizinhos dos temas que combatem em âmbito nacional, os ministérios não são responsáveis pelos casos que os cercam. Essa incumbência fica a cargo do Governo do Distrito Federal (GDF). A Agência de Fiscalização do DF, encarregada de reprimir vendedores ambulantes, informou que atua com equipes itinerantes, diariamente, fazendo operações-surpresa em diversos pontos.

O Globo

Gilberto Kassab diz que apoio a Serra é ‘incondicional’

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), afirmou neste sábado que o seu apoio à eventual candidatura de José Serra (PSDB) à prefeitura da capital paulista é “incondicional”, mas ressaltou que mantém as portas abertas para conversações com o PT, porque aliança, segundo ele, se faz “olhando para o futuro”. Ele reconheceu que, como o seu partido ainda está iniciando a vida política, não será fácil enfrentar as urnas sem o apoio de outras legendas fortes na capital paulista. Kassab esteve em Recife para assistir ao desfile do Galo da Madrugada, e, antes, reuniu-se com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB).

Kassab deixou bem claro que, caso Serra não se defina, pode mesmo buscar aliança com o PT. E negou que esteja fazendo leilão com o cacife eleitoral do PSD.

- Aprendi na vida pública que com duas conversas é muito complicado disputar majoritárias. Fica parecendo leilão. A primeira coisa que fiz, foi deixar bem claro que, se Serra for candidato, terá o nosso apoio. Todos sabem que se ele não for candidato, nosso esforço é para ter candidatura própria, que é o Afif (Guilherme Afif Domingos), o que é difícil. E atendidas essas duas premissas, é mais do que natural uma conversa com o PT, que já é um partido no plano nacional. E minhas relações com ele são as melhores possíveis. No plano partidário, no plano pessoal, e no plano político.

Turismo: contrato será analisado por órgão de controle interno

O Ministério do Turismo confirmou a subutilização de produtos e serviços prestados pela ID2 constatada pela auditoria da Controladoria Geral da União (CGU), mas informou que eles ainda serão aproveitados, dentro do projeto de modernização de gestão do órgão federal. A assessoria do ministério garante que, a partir de março, o contrato com a empresa de tecnologia será objeto de análise de um grupo de trabalho coordenado pela Assessoria de Controle Interno, que tem como função analisar convênios e contratos do ministério, e foi criado para atender determinação de decreto da presidente Dilma Rousseff.“O trabalho é feito de forma criteriosa. Dependendo das conclusões, responsabilidades de servidores poderão ser apuradas”, divulgou o ministério em nota oficial, que também alega não ter finalizado relatório em resposta às conclusões da CGU.

Dona de um contrato de mesmo valor do Turismo com a ID2, a Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A informou que foi constituída uma Comissão de Sindicância “com o objetivo de verificar supostas irregularidades na referida contratação”, mas sem previsão de conclusão dos trabalhos.

Fiocruz visitará regiões desbravadas por sanitaristas

Pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) vão refazer os passos dos médicos Carlos Chagas, Arthur Neiva e Belisário Penna, que, entre os anos de 1911 e 1913, promoveram expedições científicas pelos sertões do Brasil. Se, no início do século passado, os sanitaristas identificaram o total abandono das áreas rurais, a ausência da atuação dos governos e um grave quadro de doenças endêmicas, agora as equipes do IOC, vinculado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), voltarão aos locais para mostrar que a pobreza ainda é um problema persistente.

As expedições acontecerão a partir da metade deste ano, com previsão de término em 2014. A ação piloto foi promovida no fim de janeiro em Paudalho, cidade de Pernambuco com 51 mil habitantes, distante 37 quilômetros de Recife. O município, que recebeu a visita dos sanitaristas há cem anos, ainda luta contra doenças vinculadas à pobreza, como esquistossomose, tuberculose e as provocadas por vermes. As expedições estarão integradas às ações do programa do governo federal Brasil Sem Miséria.

Os registros fotográficos e os documentos produzidos pelo trabalho de Chagas, Neiva e Penna mostraram, na época, um Brasil até então desconhecido para a grande maioria da população urbana, concentrada no litoral. De acordo com o pesquisador da Fiocruz Jaime Benchimol, as expedições dos médicos acabaram com a “fantasia” de que as cidades litorâneas eram insalubres, enquanto o campo oferecia qualidade de vida.

Governo goiano voltou atrás e resolveu licitar obras de presídios

O termo de ajuste de conduta (TAC) firmado pelo governo de Goiás, no qual se comprometia a licitar a construção de dois presídios, teve a participação do Ministério Público Federal, preocupado com o suposto direcionamento das obras. Na ocasião, o delegado Edilson de Brito, um dos defensores dos métodos da Verdi, já estava fora da presidência da Agência Goiana do Sistema de Execução Penal (Agesep). O promotor Bernardo Boclin Borges é coordenador do Centro de Apoio Operacional, Criminal e de Segurança Pública Ministério Público de Goiás.

Boclin disse que conversou sobre o assunto com Alexandre Cabana, então diretor de Políticas Penitenciárias, na presença do diretor-geral do Departamento Penitenciário, Augusto Rossini.

O promotor entrou no caso porque foi, a partir de um pedido seu, que o Ministério da Justiça concordou em repassar R$ 50 milhões para a construção de dois presídios em Goiás. Para o promotor, a construção desses presídios em cidades próximas a Brasília seria importante porque o sistema penitenciário da região tem déficit de cerca de duas mil vagas. No entorno, estão algumas das cidades com os índices de homicídios mais altos do país.

Dirigentes do Depen acusados de favorecimento à empresa

As perigosas relações entre o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) e a Verdi, construtora de presídios, não se limitaram à produção de um relatório sobre as vantagens dos métodos e as facilidades para a contratação da empresa. Em entrevista ao GLOBO, o promotor Bernardo Boclin Borges, do Ministério Público de Goiás, acusou dirigentes do Depen de pressionar o governo goiano para contratar a empresa, que se encarregaria da construção de dois presídios de R$ 50 milhões em cidades do entorno de Brasília.

O promotor disse que descobriu a suposta manobra de dirigentes do Depen numa apuração preliminar sobre o interesse de representantes da Agência Goiana do Sistema de Execução Penal (Agesep) em direcionar a construção dos dois presídios para a Verdi. O promotor desconfiou da intenção da Agesep de contratar a empresa sem licitação e, em fevereiro do ano passado, levou o caso ao então diretor de Políticas Penitenciárias Alexandre Cabana, um dos principais auxiliares do diretor-geral do Depen , Augusto Rossini. Após fazer um relato do caso no gabinete do diretor, uma sala do Ministério da Justiça, o promotor se decepcionou com a resposta que ouviu.

Marcelo Freixo, do Psol, tenta fechar acordo com PCB

Depois de tentar um acordo sem sucesso com o PV, Marcelo Freixo (PSOL) agora namora uma aliança com o PCB. Em troca, o partido indicaria um nome para a vaga de vice.

- Não tenho dúvidas de que teremos segundo turno. A juventude vai ser a marca desta campanha e, com isso, vamos aprofundar a discussão sobre a cidade - disse Freixo.

No PV, mesmo com o favoritismo da deputada estadual Aspásia Camargo para ser a candidata, a situação do partido, a exemplo do PSDB, é considerada delicada. O ex-superintendente do Ibama e ambientalista Rogério Rocco ensaiou se lançar na disputa. Rocco organizou até um debate com integrantes da legenda no início deste mês, mas o evento ficou esvaziado. Aspásia não compareceu. Gabeira saiu antes do fim. E convidados, como o professor Cândido Mendes, faltaram ao evento.

Empresa ligada a Marcos Valério tem contrato com Turismo

Um contrato de R$ 14,9 milhões do Ministério do Turismo com a ID2 Tecnologia e Consultoria foi superfaturado em R$ 11 milhões, de acordo com análise da Controladoria-Geral da União (CGU) concluída em dezembro do ano passado. Seria mais um caso de má gestão de recursos públicos constatado pelo órgão de controle federal, não fosse por um detalhe: a ID2 é uma empresa de informática de Brasília que passou a abocanhar contratos com o governo logo depois de contratar os serviços da T&M Consultoria Ltda, empresa onde despacha o lobista que é pivô do maior escândalo do governo Lula e do PT: Marcos Valério Fernandes de Souza.

Conforme mostrou O GLOBO em novembro do ano passado, Valério continua atuante na empresa de seu antigo sócio Rogério Lanza Tolentino, a ponto de citá-la como seu endereço comercial nas ações a que responde na Justiça. Em 2007, a ID2 pagou R$ 200 mil pelos serviços da empresa de consultoria mineira. Pouco mais de um ano depois, foi habilitada e venceu licitação do Ministério do Turismo, durante a gestão do ministro Luiz Barreto Filho, para fornecer software e estrutura de apoio à administração, contrato que foi fiscalizado agora pela CGU e está recheado de irregularidades, no entender dos técnicos federais.

Comandos do PT e PMDB vão tentar pacto de não agressão

Preocupados com a possibilidade de as eleições municipais deste ano causarem sequelas graves, os comandos do PT e do PMDB devem tentar estabelecer um pacto de não agressão entre os candidatos dos dois partidos nos municípios. Há um temor real na cúpula dos partidos e no núcleo político do Palácio do Planalto de que a disputa eleitoral de outubro possa causar problemas para a governabilidade da presidente Dilma Rousseff no Congresso Nacional. Mas já é grande o clima de desconfiança entre os dois aliados.Nos bastidores, o PMDB já avisou ao Palácio do Planalto que, se o PT usar a máquina do governo nas eleições municipais, haverá um ambiente muito negativo na base aliada. E essa suspeita já é verbalizada por setores mais ostensivos do PMDB.

- Será muito difícil um entendimento. O PT não está trabalhando para fazer uma parceria. O PT está trabalhando para derrotar os aliados e sair fortalecido das eleições municipais para o projeto de 2014. Por isso, será muito difícil um pacto de não agressão - afirma o vice-líder do governo no Congresso, deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA).

Cacife eleitoral faz de Gilberto Kassab alvo de cobiça

Um orçamento de R$ 38 bilhões para gastar em ano eleitoral, a segunda maior bancada de vereadores, a terceira maior da Câmara dos Deputados e a perspectiva de minutos preciosos no horário eleitoral já neste ano. Esse é o capital político reunido pelo PSD em dez meses de existência e que transformou a legenda do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, numa das mais cobiçadas na eleição deste ano. No maior colégio eleitoral do país, PT e PSDB, adversários históricos, exasperaram-se ainda mais na disputa pelo apoio do partido, mesmo que essa parceria signifique a criação de problemas internos.

Até a semana passada as negociações com os petistas estavam bem avançadas. Mas o cenário embolou ao ganhar força dentro do PSDB, nos últimos dias, a expectativa de uma candidatura do ex-governador José Serra para prefeito. Lideranças do PSDB dizem que a aproximação de Kassab com o PT teria feito Serra repensar a posição de não concorrer à eleição deste ano. O PSD é um aliado estratégico para o ex-governador e empurrá-lo para os petistas não atenderia às ambições nacionais de Serra.

Carlos Lupi é nomeado para gabinete de Eduardo Paes

Com um salário de R$ 8.511,78, o ex-ministro do Trabalho Carlos Lupi (PDT) foi nomeado assessor especial do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), candidato à reeleição em outubro. A medida foi publicada na última sexta-feira no Diário Oficial do município. Lupi saiu do ministério em dezembro do ano passado por suspeitas de irregularidades em contratos com Organizações Não Governamentais (ONGs). Além disso, ele também acumulou dois cargos públicos irregularmente por cinco anos, prática proibida pela Constituição. O PDT é da base aliada de Paes.

O prefeito, por meio de sua assessoria de imprensa, esclareceu que Lupi já é funcionário concursado da prefeitura e o que ocorreu foi apenas a sua nomeação para trabalhar. Paes só não explicou, no entanto, o motivo que o levou a pôr Lupi lotado em seu gabinete.

Na Câmara, deputados traçam estratégia contra ‘espiões’

Autor de pedidos de convocação de 16 ministros da gestão Dilma Rousseff e de dezenas de requerimentos de informação exigindo explicações do governo, o deputado e delegado da Polícia Federal Francisco Francischini (PSDB-PR) blindou seu gabinete. Na sua sala de reuniões não entra nem mosquito. O parlamentar instalou isolamento acústico, com camadas de feltro entre as paredes, e colocou vidros na parte de cima da sala.Francischini ocupa até dois gabinetes. Ali funciona o bunker da oposição na Câmara, onde deputados se reúnem para discutir a estratégia de ação contra o governo.

- Aqui é o centro da fiscalização do governo. Sou um deputado visado pelos governistas. E esse gabinete era uma casquinha de ovo, muito frágil. O armário era a divisória com o gabinete ao lado. Vazava tudo - disse Francischini.


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