Nos jornais: mesmo barrado pelo TRE, Arruda diz ser candidato “ficha limpa”

Ex-governador teve o registro de candidatura negado pela Justiça eleitoral por causa de condenação por improbidade administrativa relacionada ao mensalão do DEM, escândalo que lhe custou o mandato e dois meses de prisão. Candidato do PR recorre ao TSE

O Globo

Arruda diz que conseguirá manter sua candidatura ao governo do DF

No primeiro debate entres os principais candidatos ao governo do Distrito Federal, promovido pela TV Bandeirantes, o ex-governador e candidato do PR José Roberto Arruda disse, que no passado, chegou a ser preso e afastado do cargo, mas afirmou que se considera 'ficha limpa' e que conseguirá manter sua candidatura para tentar se eleger em outubro. O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal barrou a candidatura de Arruda, por ele ter sido condenado por improbidade administrativa por órgão colegiado, devido à participação no chamado mensalão do DEM. Mas Arruda manteve a candidatura e anunciou recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em 11 de fevereiro de 2010, Arruda foi o primeiro governador a ser preso. Ele ficou na cadeia por dois meses, de 11 de fevereiro a 12 de abril de 2010. O escândalo do DEM surgiu em novembro de 2009, com as investigações da Polícia Federal por meio da Operação Caixa de Pandora, baseadas em depoimentos de Durval Barbosa, então braço direito de Arruda.

Já o governador Agnelo Queiroz, candidato à reeleição pelo PT, disse que o Distrito Federal está em melhores condições do que quando assumiu o cargo, há quase quatro anos.

O candidato do PSB, senador Rodrigo Rollemberg, por sua vez, afirmou que, se eleito, vai declarar guerra à corrupção. E o candidato Toninho do PSOL prometeu a situação da Saúde no Distrito Federal. O candidato Luiz Pitiman (PSDB) disse que vai reduzir o tamanho da máquina pública.

Especialistas analisam discursos de presidenciáveis no horário eleitoral

Especialistas ouvidos pelo GLOBO analisaram os discursos dos partidos na estreia do horário eleitoral destas eleições. Para eles, enquanto o PSB capitalizou a comoção causada pela morte de Eduardo Campos e criou um ambiente emotivo, o PT preferiu humanizar a presidente e candidata à releição Dilma Rousseff. Já o tucano Aécio Neves tentou se identificar com a Classe C e apresentou-se como neto de Tancredo Neves.

Ataques entre candidatos marcam primeiro debate no Rio

O primeiro debate dos candidatos ao governo do Rio, realizado nesta terça-feira pela TV Bandeirantes, no teatro Oi Casagrande, no Leblon, foi marcado por ataques que tiveram, como principal alvo, o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB). Logo no primeiro bloco, o deputado federal Anthony Garotinho (PR) e Pezão trocaram acusações, ao comentar a transferência de recursos federais para obras após as chuvas da Região Serrana, em 2011.

Ao responderem sobre Segurança Pública, Marcelo Crivella (PRB), Garotinho e Pezão foram contra a desmilitarização da PM. Já o senador Lindbergh Farias (PT) e o professor Tarcísio Motta (PSOL) defenderam a proposta. Todos ainda responderam sobre os temas Educação e Transporte.

Padre pede o afastamento dos maus políticos na missa de 7º dia da morte de Campos no Recife

A família de Eduardo Campos participou nesta terça-feira da missa de sétimo dia da morte do ex-governador, que morreu em acidente aéreo, em Santos (SP). A viúva Renata Campos chegou com os cinco filhos e entrou na igreja ao som de Ave Maria, de Gounod. Ela estava ao lado da sogra, a Ministra do TCU, Ana Campos. Dona Magdalena Arraes, viúva do ex-governador Miguel Arraes, avô de Campos, e responsável pela introdução do neto na política. O candidato a vice na chapa liderada por Marina Silva, Beto Albuquerque (PSB-RS), também estava presente.

O pároco da Matriz de Casa Forte, Padre Edvaldo Gomes, que celebrou a missa, aproveitou para enviar um duplo recado dirigido às autoridades e aos eleitores. Afirmou que "nós estamos cansados de maus políticos" e pediu aos cristãos que afastem da vida pública do país "os políticos que não prestam, os fichas sujas".

Cota de mulheres não é preenchida, e coligação com 6 siglas tem registro de todos deputados negados

A falta de mulheres na montagem da chapa de deputados federais em Goiás deve tirar a chance de 51 políticos se candidatarem nas eleições deste ano. Formada por seis partidos — PEN, PSL, PTC, PHS, PMN e PV — a coligação Unidos por Goiás teve o registro de todos os seus candidatos negados pela Justiça Eleitoral por não obedecer à imposição legal de ter pelo menos 30% de candidatos do sexo feminino. O registro já foi negado na primeira instância, no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Goiás e, segunda-feira, também pela ministra Luciana Lóssio, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os candidatos podem recorrer ainda ao plenário da Corte.

Irritados, presidentes de partidos que integram a coligação criticam o rigor da Justiça Eleitoral, mas responsabilizam principalmente os escolhidos para representar a coligação pela inércia diante do problema.

Mentor de Marina condena política econômica e afirma que país terminará ano fiscal em estado de recessão

O mentor econômico da possível candidata à Presidência Marina Silva, Eduardo Gianetti, afirmou que o Brasil terminará o ano fiscal em estado de recessão. Ele condenou a política econômica adotada pelo PT a partir do segundo mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e continuado pelo presidente Dilma Rousseff. O panorama foi traçado durante encontro com empresários na Câmara de Comércio Árabe Brasileira onde Giannetti criticou duramente o que classificou como política "intervencionista" do governo Dilma.

Para Gianetti, se reeleita, Dilma poderá levar o Brasil a dois cenários. O primeiro, um realinhamento com a política macroeconômica admitindo que o política econômica adotada no primeiro governo foi errada. Ou, então, reafirmar as convicções levando o país ao que classificou como uma "argentinação". Ele afirmou que, pelo menos no discurso, Dilma caminha para copiar o modelo estatizante adotada pelo presidente Argentina, Crstina Kischiner.

Folha de S. Paulo

Vice de Marina é deputado do PSB ligado a agronegócio

O PSB indicou nesta terça-feira (19) o deputado federal gaúcho Beto Albuquerque, 51, líder do partido na Câmara, para a vaga de vice na chapa de Marina Silva, que nesta quarta assumirá oficialmente a candidatura à Presidência pelo partido, após a trágica morte de Eduardo Campos em um acidente de avião.

O escolhido tem afinidade com o agronegócio --empresas do ramo estiveram entre as principais doadoras de suas últimas duas campanhas-- e trabalhou, na gestão Lula, pela edição de medida provisória que liberaria o plantio de soja transgênica.

Naquela época, Marina era ministra do Meio Ambiente e criticava a iniciativa.

O presidente do PSB, Roberto Amaral, que anunciou a indicação do vice, disse que a viúva Renata Campos era a candidata "dos sonhos", mas recusou a indicação para se dedicar aos filhos.

Integrantes do PSB de Pernambuco queriam uma liderança estadual como vice. Próximo à família do ex-governador e com apreço de Renata, o ex-secretário do governo de Campos Danilo Cabral chegou a ser considerado.

Candidata critica exploração da imagem de Campos por rivais

A ex-senadora Marina Silva fez nesta terça-feira (19) uma crítica velada a seus adversários na corrida presidencial, atacando os que tentam explorar a morte do ex-governador Eduardo Campos se apropriando de "fragmentos" de sua herança política.

A crítica aos rivais foi feita durante um breve pronunciamento após missa do sétimo dia realizada em homenagem a Campos em Brasília.

"Nosso esforço, de todos os brasileiros, independente de partido, é de que seu esforço, sua trajetória, sua insistência em renovar a política não seja tratada como herança, onde cada um pega um fragmento do despojo, mas que seja tratado como um legado em que quanto mais pessoas puderem se apropriar dele, melhor fica", afirmou a ex-senadora.

O PSB indicará Marina nesta quarta (20) como candidata à Presidência no lugar de Campos, de quem ela era vice, sete dias após o acidente que matou o ex-governador, quatro assessores e dois pilotos em Santos (SP).

Ligado ao agronegócio, vice recebeu doação de setores vetados pela Rede

Filiado ao PSB desde 1986, o deputado federal gaúcho Beto Albuquerque, 51, tem trajetória de afinidade com o agronegócio. Empresas do ramo estiveram entre as principais doadoras de suas últimas duas campanhas.

Com base eleitoral no noroeste gaúcho, onde a agricultura sustenta a economia, ele defendeu interesses de cerealistas e empresas de celulose no Congresso. Conseguiu, por exemplo, uma linha de financiamento do BNDES para armazenagem de grãos e atuou contra uma restrição ambiental a plantações em áreas de elevada altitude.

No início do primeiro mandato de Lula, quando foi vice-líder do governo, trabalhou pela edição de medida provisória que liberaria o plantio de soja transgênica. Naquela época, Marina era ministra do Meio Ambiente e criticava a iniciativa.

Na eleição de 2010, companhias de sementes, beneficiadoras de grãos e empresas como a Celulose Riograndense e a Klabin compuseram metade das receitas do deputado gaúcho na campanha.

Dilma e Aécio usam eventos para marcar diferenças com PSB

Depois da reviravolta que colocou a ex-ministra Marina Silva na disputa pelo Planalto, a presidente Dilma Rousseff, que tenta a reeleição pelo PT, e Aécio Neves, do PSDB, fizeram nesta terça-feira eventos para tentar marcar diferenças com a candidata do PSB.

A petista visitou as usinas hidrelétricas de Jirau e de Santo Antônio, em Rondônia, e lembrou a "batalha" do governo do ex-presidente Lula para conseguir as licenças ambientais para os empreendimentos, acrescentando ter "muito orgulho" deles.

Em 2007, a cobrança do governo por mais agilidade nas licenças ambientais para as concessões das usinas, que até hoje operam parcialmente, criou mal-estar entre Dilma, então ministra da Casa Civil, e Marina, ministra do Meio Ambiente. O embate foi um dos motivos para a saída de Marina do governo Lula.

Alckmin é vaiado por crise da água em vistoria do metrô

Os candidatos ao governo de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) e Alexandre Padilha (PT) foram hostilizados em corpo a corpo com eleitores nesta terça-feira (19).

Em vistoria a obra na estação Barra Funda do metrô, na capital paulista, o governador tucano foi vaiado por usuários do transporte público que criticaram a crise de água na Grande São Paulo.

A manifestação teve início quando o candidato deixava o local. O tucano sorriu e evitou demonstrar incômodo. "Estou com sede", gritou um usuário do metrô. "Está faltando água", afirmou outro.

Em panfletagem no centro de São Paulo, horas depois da vaia ao governador, o candidato petista teve um santinho rasgado após entregá-lo para uma eleitora. Ele também evitou reagir ao gesto.

Pastor diz que privatizaria a Petrobras

O candidato à Presidência da República pelo PSC, Pastor Everaldo, afirmou nesta terça-feira (19), durante entrevista ao vivo no "Jornal Nacional, que irá privatizar a Petrobras, caso seja eleito.

"Tudo o que for possível passar para a iniciativa privada, nós vamos passar, pegar os recursos e alocar na saúde, na educação e na segurança pública", declarou o pastor da igreja evangélica Assembleia de Deus do Ministério Madureira.

Na entrevista, Everaldo Dias Pereira, que prega em seu programa de governo o Estado Mínimo, foi questionado se fazia uma defesa "sincera" do liberalismo ou se era conveniência eleitoral, já que ele e seu partido apoiaram nos últimos anos candidatos mais à esquerda, caso de Leonel Brizola, Lula e a própria presidente Dilma.

TCU discute se bloqueia bens de Graça Foster

O TCU (Tribunal de Contas da União) marcou para hoje a sessão que irá analisar se bloqueia ou não os bens da presidente da Petrobras, Graça Foster. Segundo a Folha apurou, a maior possibilidade é que um dos ministros peça vista do processo, o que interromperá sua tramitação até que ele retorne à pauta.

Se não houver o pedido de vista, a expectativa é de que haja voto divergente em relação à posição do relator, José Jorge, que teria manifestado a intenção de manter sua decisão de duas semanas atrás, de tornar indisponíveis os bens da presidente da estatal e de outros diretores.

Nas palavras de um interlocutor do tribunal, haverá questionamento a uma decisão nesse sentido. Se isso ocorrer, os ministros terão que escolher entre uma das posições e a que tiver mais votos dos nove titulares, vence.

Divulgação de análise crítica a Dilma não fere lei, diz TSE

Por 5 votos a 2, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu que a divulgação de análises econômicas, mesmo que favoráveis a candidatos, por meio de anúncios pagos na internet não fere a lei eleitoral.

A decisão foi tomada nesta terça (19) em julgamento sobre o caso da empresa de análise de mercado Empiricus.

Em anúncios pagos, a empresa usou as seguintes chamadas em links que levavam para seu site: "Como se proteger da Dilma. Saiba como proteger seu patrimônio em caso de reeleição da Dilma", e "E se o Aécio Neves ganhar? Que ações devem subir se o Aécio ganhar a eleição?".

Procuradoria impugnou 4,1 mil candidatos em todo o país

Balanço divulgado pela Procuradoria-Geral da República nesta terça (19) revela que o Ministério Público Eleitoral impugnou 4,1 mil candidaturas no país. Do total, 497 foram impugnadas com base na Lei da Ficha Limpa.

O Estado com o maior número de impugnações foi São Paulo, com 2.058. Em seguida está Minas Gerais, com 1.308. Os dois ficam bem acima do número de pedidos para a Justiça barrar candidaturas em outras localidades.

Segundo o Ministério Público, o terceiro Estado em impugnações é Mato Grosso do Sul, com 93. O Rio Grande do Norte tem 86, e o Piauí, 79.

A impugnação de um candidato não significa que ele estará impedido de disputar a eleição. Cabe à Justiça Eleitoral analisar cada caso e aceitar ou não os argumentos do Ministério Público.

Abdelmassih, foragido desde 2011, é preso no Paraguai

O ex-médico Roger Abdelmassih, 70, condenado em primeira instância a 278 anos de prisão pelo estupro de 37 mulheres, foi preso na tarde desta terça (19) em Assunção, capital do Paraguai. As suspeitas de crimes sexuais contra ele foram reveladas pela Folha em janeiro de 2009.

Antes conhecido como "médico das estrelas", por ser um dos principais especialistas em reprodução assistida do país, ele estava foragido desde 6 janeiro de 2011, quando a Justiça decretou sua prisão pela segunda vez.

Abdelmassih foi preso numa operação conjunta da polícia do Paraguai e da Polícia Federal brasileira, após permanecer 1.321 dias (ou 3 anos e 7 meses) como principal foragido da Justiça paulista --havia uma recompensa de R$ 10 mil por informações que levassem à sua captura.

Ele não ofereceu resistência, segundo o delegado federal Marco Paulo Pimentel, mas ficou muito nervoso ao receber a voz de prisão, quando saía da escola dos filhos pequenos, acompanhado da mulher, a ex-procuradora Larissa Maria Sacco.

O Estado de S. Paulo

Marina descarta campanha conjunta com tucanos de SP e PR

Líder do PSB na Câmara será vice de Marina Silva

Voto sem nenhum receio em Dilma, diz Lula no primeiro programa de TV

"É direito das pessoas concorrerem", afirma Dilma sobre candidatura de Marina

Correio Braziliense

PSB escolhe Beto Albuquerque como vice na chapa de Marina Silva

Vou privatizar a Petrobras, diz pastor Everaldo, candidato à presidência

Miriam Leitão relata detalhes de tortura durante regime militar

Assine a Revista Congresso em Foco em versão digital ou impressa

Continuar lendo

Assine e obtenha atualizações em tempo real em seu dispositivo!