Nos jornais: juros caem, e 41% dos brasileiros já tiveram o nome sujo

A taxa média cobrada das pessoas físicas caiu, em agosto, para 35,6% ao ano, a menor desde 1994, informa O Globo. Mas a inadimplência ficou em 7,9%, o mesmo nível do mês anterior e do auge da crise de 2009.

O GLOBO

 

Crédito turbinado: Juros caem, mas calote não diminui

Após críticas de Dilma a bancos, taxa cai ao menor nível desde 94

Um em cada 4 consumidores já esteve ou está em lista de inadimplentes, mostra pesquisa

Com a cruzada de Dilma contra os juros altos dos bancos, a taxa média cobrada das pessoas físicas caiu, em agosto, para 35,6% ao ano, a menor desde 1994. Mas a inadimplência ficou em 7,9%, o mesmo nível do mês anterior e do auge da crise de 2009. Segundo o BC, o crédito crescerá ainda mais no ano, puxado por bancos públicos. Pesquisa do SPC mostra que 41% dos consumidores já estiveram, ou estão, nas listas de inadimplentes.

A cruzada da presidente Dilma Rousseff contra os juros altos está produzindo frutos. Em agosto, as taxas médias cobradas das pessoas físicas caíram 0,6 ponto percentual e chegaram a 35,6% ao ano, o menor nível desde o Plano Real, em 1994, quando o Banco Central (BC) começou a registrar os dados. Já a inadimplência continua resistente. No mês passado, ficou em 7,9% entre as pessoas físicas, mesmo patamar do mês anterior e do auge da crise de 2009. Entre as empresas (pessoas jurídicas), a inadimplência teve ligeira alta, passando de 4% em julho para 4,1% em agosto.

Em agosto, a inadimplência subiu de 5,9% para 6,0% no crédito pessoal, enquanto no cheque especial aumentou de 11,8% para 12,2%. Mas houve queda na inadimplência no crédito para aquisição de veículos, de 6% para 5,9%; e no crédito para aquisição de outros bens, de 14,2% para 13,7%.

- O aumento do endividamento é natural porque, no país, o crédito cresce mais que a renda - afirmou o chefe do departamento econômico do BC, Túlio Maciel, justificando que o brasileiro tem trocado o aluguel pela prestação da casa própria e por isso há um aumento da dívida. - Trocam consumo por investimento.

Protestos reacendem crise europeia, e Bolsa cai

Revisor também condena Jefferson

O revisor do mensalão, Ricardo Lewandowski, condenou o presidente do PTB e delator do esquema, Roberto Jefferson, por corrupção passiva. Para os ministros Marco Aurélio e Luiz Fux, já está claro que havia um esquema de compra de votos.

MPF arquiva apuração sobre Lula e Gilmar

O Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF-DF) pediu ontem arquivamento da investigação iniciada em maio deste ano, após reportagem da Veja relatando que o ex-presidente Lula se encontrou com o ministro do STF Gilmar Mendes. A investigação foi iniciada em maio deste ano, após pedido de parlamentares da oposição. Segundo reportagem publicada em maio pela revista "Veja", o ex-presidente teria oferecido proteção na CPI do Cachoeira ao ministro em troca de adiamento do julgamento do mensalão na Corte.

Segundo o MPF, no inquérito, foram feitos a Gilmar dois pedidos de informação sobre as acusações, via ofício, que não foram respondidos. Sem as informações, foram analisadas entrevistas de Gilmar sobre a reportagem. O MPF afirma que nessas declarações não foi detectado um pedido específico de Lula para o adiamento do julgamento.

Empreiteiras são as maiores financiadoras

Doze empreiteiras estão entre os 30 maiores doadores individuais de recursos para campanhas a prefeitos e vereadores no país. Essas construtoras doaram R$ 83 milhões para partidos e candidatos até o início de setembro. Outras três empresas da lista são bancos e mais três oferecem serviços de coleta de lixo. Os dados foram levantados pela ONG Contas Abertas com base na segunda prestação de contas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O maior financiador individual de campanha do país é a construtora Andrade Gutierrez, que doou sozinha R$ 23,08 milhões para partidos. Esse valor foi distribuído entre PMDB (R$ 7,5 milhões), PSDB (R$ 5,3 milhões) e PSD (R$ 3,7 milhões). Outros 11 partidos receberam o restante. Como o valores foram doados aos diretórios dos partidos, e não diretamente aos candidatos, não é possível saber exatamente quem foi o beneficiado.

Outras construtora com destaque na lista é a OAS, que financiou campanhas eleitorais em R$ 22,8 milhões, sendo R$ 1 milhão apenas para a campanha de Fernando Haddad (PT) a prefeito de São Paulo. Também na relação estão gigantes como Queiroz Galvão (R$ 7,2 milhões), WTorre Engenharia (R$ 4,2 milhões) e Norberto Odebrecht (R$ 2,9 milhões).

Especialistas veem pouca transparência

Mesmo com os avanços no acompanhamento e na transparência das prestações de contas eleitorais, as chamadas doações ocultas - que são legais, mas que não permitem identificar os candidatos beneficiados pelos recursos doados por empresas - seguem preocupando especialistas.

Segundo Gil Castello Branco, da ONG Contas Abertas, o mecanismo funciona da seguinte forma: os financiadores de campanhas transferem dinheiro para as contas dos partidos, sem identificar os candidatos que receberão as quantias. Os partidos distribuem então o dinheiro para os políticos nas eleições, mas sem revelar a fonte dos financiamento.

- Sabemos que, na prática, quando a empresa doa dinheiro ao partido, ela informalmente diz para qual candidato ele deverá ser repassado. Não é à toa que as empresas preferem doar aos partidos, e não diretamente aos candidatos - explica Castello Branco.

CUT fez mau uso de recursos da Petrobras, diz TCU

O Tribunal de Contas da União (TCU) concluiu ontem que parte de R$ 26 milhões repassados pela Petrobras à Central Única dos Trabalhadores (CUT) deve ser devolvida à estatal, diante da má aplicação dos recursos públicos e da falta de comprovação do real destino do dinheiro. Os R$ 26 milhões foram repassados à CUT por meio de três convênios, entre 2004 e 2007, para que a entidade executasse ações de alfabetização. Seis anos depois da abertura de processo no tribunal, o plenário proferiu a primeira decisão: acórdão aprovado no fim da tarde de ontem determina que o próprio TCU realize tomadas de contas especiais nos convênios firmados com a CUT para "identificação dos responsáveis e quantificação dos valores a serem recebidos".

A medida abrange ainda um quarto convênio e dois contratos de patrocínio, assinados com outras três entidades. O Ifas recebeu R$ 1,6 milhão da Petrobras. Já a título de patrocínio foram pagos R$ 1,7 milhão à Cooperativa Colmeia e R$ 350 mil à Cooperativa Ecosol. Segundo o ministro relator do processo, Aroldo Cedraz, a Colmeia precisa devolver R$ 128,2 mil aos cofres da Petrobras. A Ecosol não comprovou a "boa e regular aplicação dos recursos transferidos à entidade".

PF detém diretor da Google no país

O diretor-geral da Google no Brasil, Fabio Coelho, foi detido ontem pela Polícia Federal, em São Paulo, por não cumprir ordem judicial de retirar do YouTube um vídeo com ataques a um candidato a prefeito de Campo Grande (MS). Ele foi ouvido e liberado.

Rio não sabe se terá tropas

O pedido por tropas federais na eleição, feito em julho ao TSE, ainda está sem resposta, o que preocupa o TRE do Rio.

Egípcio estreia atrás de liderança

Em estreia na ONU, o presidente Mohamed Mursi, do Egito, buscou o papel de líder muçulmano, com forte crítica aos EUA, contrastando com o tom brando da despedida do iraniano Ahmadinejad.

Obama cresce em estados-chave

Em nova pesquisa, Barack Obama abriu dez pontos de vantagem sobre Mitt Romney em Ohio e nove na Flórida, os dois estados mais cobiçados da campanha. Jamais um republicano se elegeu sem vencer em Ohio.

 

 

FOLHA DE S. PAULO

 

PF prende chefe do Google por não retirar vídeo do ar

Justiça mandou excluir imagens com ataques a candidato de Mato Grosso do Sul

O diretor-geral do Google no Brasil, Fabio José Silva Coelho, foi preso ontem pela Polícia Federal em São Paulo, porque a empresa não cumpriu determinação da Justiça Eleitoral do Estado de Mato Grosso do Sul.

O Google não retirou do YouTube vídeos com ataques ao candidato do PP a prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal. As imagens ligam o candidato a aborto e violência doméstica e questionam seu patrimônio.

O juiz eleitoral Flávio Saad Peron, que determinou a prisão, disse à Folha que a liberdade tem limites. À tarde, após o caso ganhar repercussão, ele expediu alvará de soltura por achar o crime de “menor potencial ofensivo”.

O executivo foi solto à noite. O caso recebeu destaque em jornais e TVs internacionais. O Google alega que, por ser uma plataforma, não é responsável pelo conteúdo do site. A empresa é alvo de ações em 21 Estados.

Relator insinua que revisor do mensalão faz ‘vista grossa’

Na mais tensa sessão do julgamento do mensalão, o relator Joaquim Barbosa insinuou que o revisor Ricardo Lewandowski fez “vista grossa” dos autos do processo. Barbosa foi repreendido pelo presidente do STF e por mais dois ministros.

Lewandowski condenou Roberto Jefferson (PTB) e José Borba (ex-PMDB) por corrupção passiva, mas os absolveu da acusação de lavagem de dinheiro.

Acusação contra José Borba pode levar ao 1º empate

A discussão em relação ao crime de lavagem de dinheiro imputado aos políticos do mensalão deve expor a divisão do Supremo Tribunal Federal sobre o tema.

Há inclusive a possibilidade o primeiro empate, no caso do ex-deputado José Borba, líder do PMDB na época do escândalo (2005). Os ministros podem até votar pela sua absolvição.

O primeiro placar apertado surgiu no julgamento de João Paulo Cunha (PT-SP), que foi condenado por lavagem por 6 votos contra 5.

A discussão técnica é saber se receber propina por meio de um intermediário, para ocultar a origem, pode configurar tanto corrupção passiva como lavagem de dinheiro ou só o primeiro crime, já que, segundo Ricardo Lewandowski, "ninguém se corrompe à luz do dia".

No caso de João Paulo votaram pela condenação os ministros Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes, Celso de Mello e Ayres Britto. Pela absolvição ficaram Lewandowski, Rosa Weber, Dias Toffoli, Cezar Peluso (hoje aposentado) e Marco Aurélio Mello.

Com corte no rosto, Sarney diz que é 'filho de pobre' e faz curativo por conta própria

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), foi ontem ao serviço médico da Casa para tratar um machucado no rosto e, dizendo-se "filho de pobre", pediu um curativo para resolver o problema por conta própria.

"Eu gosto de fazer isso eu mesmo. Eu nasci assim, gosto de fazer essas coisas, sou filho de pobre", afirmou o senador, que se machucou ao fazer a barba.

Mais tarde, ao retornar para refazer o curativo com os médicos, o peemedebista tentou justificar o uso da expressão: "Filho de pobre, no Nordeste, a gente diz quando é uma pessoas simples. É uma linguagem popular".

Em sua página pessoal na internet, o senador diz que o pai, Sarney de Araújo Costa, era "promotor público" na cidade de Pinheiro, no interior do Maranhão. O pai, segundo o site, nasceu em um engenho da região.

Encontro na Globo depende de decisão judicial

Uma pendência jurídica pode inviabilizar a realização do debate da TV Globo com os candidatos à Prefeitura de São Paulo, previsto para a próxima quinta-feira, dia 4.

A emissora está em corrida contra o tempo para tentar derrubar no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) uma decisão do TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral) a favor da participação do candidato Levy Fidelix (PRTB) no debate.

A emissora tem até terça-feira, quando o TSE se reúne, mas o processo nem sequer saiu do tribunal paulista.

A Globo resiste à ideia de fazer um programa com mais de seis candidatos. Mas o TRE-SP, em decisão colegiada (à qual cabe recurso), entendeu que todos os partidos com representação na Câmara dos Deputados têm o direito de participar de debates.

É o caso de oito legendas que estão na disputa na capital paulista, incluindo o PRTB de Levy Fidelix.

Em reunião fechada, Russomanno sugere flexibilizar Cidade Limpa

Em palestra para donos de lojas de shoppings, o candidato do PRB à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, culpou ontem a administração de Gilberto Kassab (PSD) pelas irregularidades nos centros de compras.

Mais de 20 estabelecimentos em São Paulo funcionam irregularmente, sem alvará, e alguns foram acusados de obter as licenças após pagamento de propina.

"Se o shopping tem problema, foi causado por ineficiência da gestão pública", disse Russomanno em evento promovido pela Alshop, a associação de lojistas de shoppings, em um hotel na Vila Olímpia (zona sul).

Juro é o menor já registrado no país, e tarifa bancária sobe

Os juros cobrados dos consumidores e de empresas caíram em agosto para o menor nível da história, a 30,1% ao ano, em média, segundo o Banco Central.

Com o cenário de juros baixos, os bancos estão buscando novas fontes de receita para manter os seus ganhos. As tarifas bancárias chegaram a ter alta de até 526% neste ano.

Greve em bancos privados e BB acaba; na Caixa contínua

Em greve desde o dia 18, bancários das instituições privadas e do Banco do Brasil decidiram voltar ao trabalho hoje em quase todo o país. O reajuste salarial de 7,5% aceito pelos sindicatos, porém, foi rejeitado por funcionários da Caixa, que continuarão parados.

Premiê britânico critica o Brasil por protecionismo

Depois dos EUA, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, que chega hoje ao Brasil, criticou o protecionismo brasileiro em entrevista à Folha. “Tentar proteger a indústria da concorrência pode beneficiar a indústria, mas tem custos a longo prazo.”

Tá quente

Policial em meio a chamas de coquetéis molotov lançados por manifestantes em Atenas durante protesto contra medidas de austeridade do governo grego; crise também levou espanhóis às ruas e a confrontos em Madri.

SP troca comandante da Rota após alta da violência

O governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) trocou o comandante da Rota um dia após a divulgação do aumento de homicídios no Estado e mortes em confronto com a tropa de elite da polícia paulista. O tenente-coronel Nivaldo César Restivo substituirá Salvador Madia.

O número de mortos pela Rota em confronto aumentou 45% nos cinco primeiros meses do ano em relação ao mesmo período de 2011.

O secretário de Segurança, Antonio Ferreira Pinto, negou haver ligação entre a alta da criminalidade e a saída de Madia.

Avião da TAM faz pouso de emergência em Nova York

 

 

 

O ESTADO DE S. PAULO

 

Russomanno tem ‘laranja’ na chefia de plano de governo

Candidato admite que Carlos Baltazar é 'nome de guerra’ para Carlos Joaquim, mas coordenador é Luiz Augusto

A campanha do candidato do PRB à Prefeitura de SP, Celso Russomanno, tem um “laranja” como suposto coordenador de seu programa de governo, informam Ricardo Ghapola, Julia Duailibi e Fernando Gallo. Apontado até ontem como responsável pela coordenação do programa, o jornalista Carlos Baltazar é, na verdade, Carlos Alberto Joaquim, funcionário de carreira da Prefeitura. Mas quem coordena de fato as propostas é Luiz Augusto de Souza Ferreira, filiado ao PRB. Ele trabalha com marqueteiros da campanha. Questionado sobre o uso de sobrenome falso pelo assessor, Russomanno disse que colaboradores do seu programa usam “nome de guerra” para se proteger de possível “perseguição”, já que atuam em órgãos controlados por outros partidos.

Apontado por integrantes da campanha como o coordenador do plano de governo de Celso Russomanno (PRB), candidato que lidera todas as pesquisas de intenção de votos em São Paulo, "Carlos Baltazar" chama-se, na verdade, Carlos Alberto Joaquim. Funcionário concursado de baixo escalão da Prefeitura, ele realiza função secundária no comitê, como agrupar sugestões de propostas enviadas por colaboradores de Russomanno.

Russomanno apresentou nesta semana um programa de governo que virou alvo de críticas por reproduzir uma série de propostas genéricas apresentadas em julho à Justiça Eleitoral. Os adversários afirmam também que suas propostas, como o aumento do efetivo da guarda municipal de 6 mil para 20 mil homens, não têm lastro orçamentário. O plano de governo impresso por Russomanno é assinado apenas pelo candidato e por seu vice, Luiz Flávio D"Urso (PTB).

Os nomes dos "técnicos" que Russomanno diz terem ajudado a elaborar o programa de governo nunca foram divulgados oficialmente pela campanha do PRB, apenas o de "Carlos Baltazar".

Joaquim (ou "Carlos Baltazar"), que se apresenta como fotógrafo nas redes sociais, é assistente de gestão de políticas públicas na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho. Ele foi levado para a campanha por Luiz Augusto de Souza Ferreira, o Guto, que é o seu chefe no banco de microcrédito da Prefeitura e filiado ao PRB.

A equipe de Russomanno divulgou o nome falso alegando que Joaquim poderia ser perseguido, já que o prefeito Gilberto Kassab (PSD) apoia a candidatura de José Serra (PSDB). O "Baltazar" utilizado pelo servidor municipal seria um sobrenome de seus familiares que não consta de seus documentos oficiais.

Maluf pede direito de resposta por ser associado à corrupção

Fora de uma eleição municipal pela primeira vez em 12 anos, o ex-prefeito Paulo Maluf (PP) pediu direito de resposta três vezes contra propagandas do PSTU que o classificaram como "um símbolo da corrupção". Seus advogados qualificaram os comentários como "inverídicos e injuriosos", mas as representações foram extintas, pois a Justiça Eleitoral só pode ser acionada por participantes da disputa.

Maluf articulou o apoio do PP à candidatura de Fernando Haddad (PT), mas os pedidos de direito de resposta foram feitos apenas em seu nome. Ele queria que o PSTU cedesse três espaços de um minuto em sua propaganda para que pudesse se defender.

Em programas eleitorais veiculados em de agosto, a candidata à Prefeitura Ana Luiza (PSTU) e um candidato a vereador do partido citaram suspeitas de corrupção para desqualificar as alianças por Haddad e por José Serra (PSDB).

Mansão onde ficou comitê de Dilma encalha

Centro informal do poder durante a campanha presidencial de Dilma Rousseff, uma mansão situada no Lago Sul, em Brasília, vive o estigma dos imóveis que servem às campanhas eleitorais na capital: são alugados por altos valores nos meses que antecedem o pleito, mas depois "micam" no mercado.

A presidente está quase no meio de seu mandato no Palácio do Planalto. Mas a casa que serviu de escritório, que foi colocada à venda logo depois das eleições, ainda não foi arrematada.

Anunciado por R$ 3,6 milhões, o imóvel de 720 metros quadrados de área útil localizado no bairro nobre do Lago Sul, em Brasília, está encalhado. Segundo consultores imobiliários ouvidos pelo Estado, a "mansão de Dilma" superou bastante o tempo médio de negociação de um imóvel similar.

Durante a disputa pela Presidência, Dilma frequentou quase diariamente a casa. No local, foram realizadas reuniões importantes com a equipe da campanha e aliados políticos. Era comum ouvir assessores elogiando o imóvel, que tem 4 suítes, piscina, campo de futebol, estacionamento e mais de 2 mil metros quadrados de área verde, com árvores tropicais e palmeiras. O jardim da casa era um dos locais preferidos pela então candidata ao Palácio do Planalto para dar entrevistas.

Cinco mil militares fazem exercícios na Amazônia

Na manhã quente e úmida de Paricatuba, no Amazonas, dezenas de fuzileiros, com apoio aéreo de aviões de ataque leve A-29 Super Tucano e helicópteros armados, tomaram em menos de 10 minutos um Pelotão Especial de Fronteira. Camuflada, a tropa chegou pelo rio, a bordo de lanchas rápidas e pouco antes das aeronaves. A guarnição "inimiga" bateu em retirada, abrigada pela selva.

Na Operação Amazônia 2012, o dia ontem foi dedicado a ações combinadas. Os 5 mil militares envolvidos no exercício, que termina amanhã, devem simular situações de defesa de área, interdição do espaço aéreo e deslocamento rápido, para missões múltiplas. Nas vilas e cidades, estão sendo oferecidos atendimento médico e assistência social.

Embora seja um treinamento, o primeiro balanço do ensaio revelou resultados objetivos. Na rede fluvial da região foram apresadas, pela Marinha, sete embarcações irregulares - todas transportavam passageiros em excesso e sem recursos de segurança.Em ao menos três delas, havia armas. Nas outras quatro, a maior parte das pessoas encontradas a bordo estava sendo levada para participar de comícios eleitorais.

Governo quer mapear e identificar locais de tortura no País

A Secretaria de Direitos Humanos quer criar uma política nacional de sítios de memória. A proposta do governo é contribuir para a localização de espaços públicos e privados que foram usados para atos de violações de direitos humanos durante a ditadura militar e identificá-los, assim como a Casa da Morte em Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro.

A Prefeitura de Petrópolis declarou o local como de utilidade pública em 24 de agosto e vai transformar o centro de tortura em museu, voltado para o resgate da memória e verdade.

De acordo com o decreto municipal, a desapropriação do terreno mostra que a população de Petrópolis jamais concordou com as práticas ocorridas e se nega veementemente a cultivar o esquecimento.

Pedagógico. A proposta de criação de um conjunto de sítios de memória foi apresentada ontem, durante a reunião da Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos. "Vamos estabelecer um período pedagógico mais forte a partir de agora", ressaltou a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário.

Diretor do Google Brasil foi preso

O diretor-geral do Google Brasil, Fábio José Silva Coelho, foi preso pela Polícia Federal em SP por não cumprir determinação do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul para retirar do ar vídeos postados no YouTube considerados ofensivos ao candidato do PP a prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal. À noite, o juiz mandou soltá-lo.

Revisor não vê compra de votos no mensalão

Revisor do processo do mensalão no STF, Ricardo Lewandowski disse não haver provas de que houve compra de deputados pelo governo Lula para aprovação de projetos. Em seu voto, porém, condenou por corrupção passiva os ex-deputados Roberto Jefferson, Romeu Queiroz e José Borba. E absolveu o ex-secretário-geral do PTB Emerson Palmieri. Na sessão, Lewandowski discutiu com o relator Joaquim Barbosa.

Bancos oficiais fazem BC prever maior expansão do crédito

O Banco Central elevou sua estimativa de crescimento do crédito para este ano, por causa dos bancos oficiais. Eles serão os principais fornecedores de crédito voltado para o consumo em 2012. A expectativa é que o aumento de oferta dos bancos estatais seja de 24% este ano, em comparação com uma previsão anterior, de 21%.

Anatel cobra melhores serviços das TVs pagas

O governo se reúne hoje com as operadoras de TV por assinatura para cobrar mais investimentos e um plano de metas para qualidade no serviço.

Chefia ordenou furto de arquivo, diz demitida

Uma das dez pessoas demitidas pelo furto de arquivos dos Jogos de Londres afirmou ontem que diretores do Comitê Rio 2016 sabiam e orientaram para que as cópias fossem feitas, contrariando o que vinha alegando a coordenação.

Governo de SP troca comando da Rota

O governo mudou o comando da Rota no mesmo dia em que anunciou a maior operação de combate e prevenção à criminalidade feita no governo Geraldo Alckmin (PSDB). O tenente-coronel Nivaldo César Restivo assume o cargo.

Egito faz apelo contra intervenção na Síria

Câmara descriminaliza o aborto no Uruguai

Dilma quer tirar 38 mil crianças de abrigos

 

 

CORREIO BRAZILIENSE

 

Voo da morte

Avião em que bombeiro aposentado trazia o cadáver da mulher caiu logo após decolar de Ilhéus. O corpo do piloto, que não tinha habilitação para conduzir bimotores, foi encontrado na praia. As buscas continuam hoje

A queda de um EMB-810 Seneca no litoral da Bahia intriga a polícia. O corpo de Joaz Cardoso Ribeiro foi resgatado do mar, ontem, mas o nome do piloto não consta do plano de voo da aeronave. Pela documentação apresentada à Anac, quem deveria estar no comando era Amílcar de Carvalho Jacobina. O avião transportava para Brasília o caixão com a dona de casa Carita de Souza Ramos, que morreu afogada em Porto Seguro (BA). A bordo também estava o marido dela, José Nilton. Amílcar e o dono do aparelho, Bruno de Sá Martins de Araújo, podem ser responsabilizados pelo acidente.

Joaquim x Lewandowski: duelo acirra ânimos no STF

Relator é duro com revisor do mensalão por absolver ex-dirigente do PTB de dois crimes,em decisão que mais adiante pode favorecer Dirceu. Colegas tiveramde intervir para pôr fim à discussão.

O país pagar por calote de senadores é aberração, dizem tributaristas

Flagrados recebendo 14º e 15º salários sem pagar o devido Imposto de Renda à Receita, senadores deram um jeitinho de empurrar a dívida para o Senado. “Lambança”, “vergonha” e “aberração” foram alguns dos termos usados por especialistas em tributação para classificar a atitude. O vexame pegou mal até no próprio Congresso. “Isso é um absurdo”, reagiu o senador Randolfe Rodrigues (PSol-AP). O recebimento dos extras, sem recolher o IR ao Fisco, foi revelado em março pelo Correio Braziliense.

Ted, o urso doidão, aloprou Protógenes

O filme é para maiores de 16 anos. O deputado leu a sinopse, achou que era para crianças e levou o filho de 11 pra ver. Agora quer que longa só seja exibido para adultos.

Congresso divulgará salários

O Congresso Nacional, finalmente, vai divulgar na internet os salários de seus servidores e parlamentares, em listagem nominal. Três meses depois que o Poder Executivo tomou a dianteira e começou a cumprir o decreto de regulamentação da Lei de Acesso à Informação, a Câmara e o Senado irão publicar as remunerações dos funcionários efetivos, comissionados e deputados e senadores na próxima segunda-feira, 1º de outubro. Verbas auxiliares, descontos e demais auxílios também estarão nas páginas eletrônicas das duas Casas.

Outro ato de transparência será tomado nas próximas semanas pela Controladoria-Geral da União (CGU), pasta responsável por centralizar as informações sobre vencimentos do governo federal. A CGU estuda, neste momento, um meio de divulgar os salários dos servidores da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), único órgão do Executivo que não aparece no Portal da Transparência. A tendência é publicar os salários dos agentes da Abin sem identificá-los. As informações da agência não são expostas "para a garantia da segurança da sociedade e do Estado", conforme prevê a lei.

Cresce apetite por ministérios

A disputa eleitoral nos municípios ainda nem chegou ao fim e já tem gente de olho no rearranjo do governo de acordo com o resultado das urnas. Com o provável encolhimento numérico e qualitativo do PT no comando de cidades importantes, partidos da base que saem fortalecidos preparam-se para apresentar a conta para Dilma Rousseff. A pressão para que os ministérios sejam redistribuídos poderá lever o PT a perder espaço na Esplanada, onde comanda hoje 16 pastas.

A primeira fatura deverá ser apresentada pelo PMDB, que temn cinco ministérios. A legenda espera conquistar a prefeitura de mil municípios e, ao menos, três capitais. "No calendário político, depois de 2012 vem 2014. Então, logo depois das eleições vêm as mágoas e a exigência de troco das composições", comenta um peemedebista que defende mais espaço no governo para o partido. "Nosso apoio à Dilma para reeleição ainda não está fechado e, para isso, vamos querer ministérios de verdade, cujas ações cheguem diretamente às cidades, como Saúde, Educação e Transportes".

Os petistas reclamam da cobrança adiantada. "Dilma é independente de eleições, mas tudo bem se ela for levar em conta isso, porque o PT terá uma grande vitória e não vai ser desculpa para alguém pleitear mais espaço", defende o vice-líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-SP).

Justiça eleitoral leva diretor do Google à polícia

Brasileiro deve R$ 1 trilhão e vai gastar mais

Grupo que inclui Brasil pede diálogo com o Irã

Nova York — Chanceleres dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) deixam crise econômica em segundo plano e defendem, no plenário da ONU, cessar-fogo imediato na Síria e retomada das negociações para acordo nuclear como Irã.

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