Nos jornais: Dilma muda relação com grevistas e irrita sindicatos

De acordo com a Folha de S. Paulo, necessidade de ajuste fiscal e medo da inflação resultaram na mudança de posição do governo

Folha de S. Paulo

Dilma muda relação com grevistas e irrita sindicatos

O governo da presidente Dilma Rousseff endureceu a política de greves e irritou o mundo sindical. A necessidade de ajuste fiscal e o receio de uma escalada inflacionária levaram o Executivo a atacar o "bolso dos grevistas" com corte de ponto -prática raramente vista na gestão Lula, segundo centrais sindicais. O objetivo é desencorajar paralisações que se anunciam em outras áreas cruciais, como policiais, servidores do Judiciário e petroleiros, que negociam nesta semana diretamente com a Petrobras e com o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral).

Da Europa, Dilma orientou sua equipe na semana passada a adotar posição firme na greve dos bancários, em curso desde 27 de setembro. O Ministério da Fazenda e os bancos privados resistem a um reajuste real (acima da inflação) próximo a 5%. Com uma greve desde 14 de setembro, o caso dos Correios tornou-se emblemático. A empresa anunciou corte do ponto dos funcionários parados. Mesmo expediente adotado na Eletrobras neste ano.

Europa resgata banco vítima da crise

Os governos de França, Bélgica e Luxemburgo anunciaram, ontem, ter chegado a um acordo a respeito da nacionalização do banco Dexia. A instituição -o maior banco belga- é vista como primeira vítima da crise da dívida grega. A Bélgica deve pagar € 4 bilhões (cerca de R$ 10 bilhões) pela medida, que nacionalizará o braço do banco que opera no varejo.

Mais detalhes dessa operação de resgate devem ser divulgados nos próximos dias. A situação financeira dos bancos europeus é um dos pontos de maior preocupação no bloco, diante da possibilidade do calote grego. Parte dessas instituições reúne papéis da dívida grega. Um colapso contaminaria toda a região do euro. A recapitalização é vista como uma forma de proteger os bancos.

Síria ameaça quem reconhecer rebeldes

Enquanto internamente o regime sírio recrudesce a repressão -para conter os protestos desatados pelo assassinato de um líder curdo, na última sexta-, no plano internacional o ditador Bashar Assad lança ameaças a quem reconhecer a legitimidade da oposição ao seu regime. O chanceler Walid al Moallem disse ontem que o país usará "medidas duras" contra nações que reconheçam o SNC (Conselho Nacional Sírio), coalizão opositora. Dentro do país, ao menos 17 ativistas foram mortos pelo regime - alguns, durante o enterro de manifestantes assassinados no dia anterior-, segundo divulgou a coordenação dos protestos.

Pequeno agricultor reforçará programa contra a pobreza

O governo decidiu comprar de agricultores familiares R$ 10 milhões de um tipo rústico de semente para doar à população extremamente pobre -com renda individual de até R$ 70 mensais. A ação faz parte do Brasil sem Miséria, plano federal para erradicar a extrema pobreza até 2014, e será anunciada na sexta-feira pela presidente Dilma Rousseff, durante a assinatura de um pacto na região Sul para o cumprimento do programa.

O Ministério do Desenvolvimento Agrário já adquire pequenas quantidades desse tipo de insumo, mas nunca havia aberto a possibilidade para compra desse tamanho. A compra será feita por edital, a ser lançado, que selecionará quais pequenos produtores venderão sementes.

Emenda de deputado vira obra tocada por firma de ex-prefeito

Uma obra pública indicada pelo deputado estadual Dilmo dos Santos (PV) no noroeste paulista é executada por empresa que pertence a um político da região. A construção, um "barracão multiuso" em Lourdes (SP), tem a finalidade específica desconhecida e está sendo erguido pela Solução Construções e Pavimentação, cujo dono é Luiz Antonio Pereira de Carvalho, ex-prefeito pelo PSDB de uma cidade próxima, Guzolândia (SP). Formalmente, ele transferiu em 2009 a empresa para a mãe e a mulher. Mas a mãe confirmou que o ex-prefeito é o "dono da empresa".

Investimentos em baixa já impactam economia em 2011

Os investimentos entraram num novo e mais baixo ritmo de crescimento. A perda de fôlego aparece na construção civil e também na fabricação doméstica de máquinas e equipamentos, o que se reflete no resultado da economia. O novo cenário entrou nas previsões do governo no fim de setembro. No mais recente relatório de inflação, o Banco Central reviu a expansão dos investimentos neste ano de 6,4% para 5,6%. Sob este cenário, a taxa de investimento do país fechará o ano praticamente sem sair do lugar em relação ao ano passado. Vai de 18,4% do PIB (Produto Interno Bruto, soma dos bens e serviços produzidos pelo país) para 18,7%.

O Estado de S. Paulo

Europa salva banco e articula pacote amplo

Dois anos após o início da crise da dívida europeia, a chanceler alemã Angela Merkel e o presidente francês Nicolas Sarkozy chegaram a um acordo ontem em Berlim para capitalizar instituições e impedir um colapso bancário. Eles evitaram dar detalhes do acordo, mas prometeram apresentar uma "solução abrangente" na reunião do G-20 em 3 de novembro, na França. Além de ajudar bancos que derem papeis de países como Grécia, Irlanda e Portugal, o pacote deverá apressar a liberação do socorro de € 158 bilhões para os gregos. Em outro front do combate a crise, Bélgica, França e Luxemburgo concordaram em nacionalizar o banco belgo-francês Dexia. A instituição será desmembrada para facilitar o saneamento e a venda.

Sanções minam apoio da elite síria a Assad

As sanções dos EUA e da União Europeia começam a estrangular a economia síria, que enfrenta quedas na receita com petróleo e turismo. A crise tem minado o apoio da elite sunita ao governo Assad.

Turquia diz que Dilma pressionará regime sírio

A visita da presidente Dilma Rousseff a Ancara deixou entre os turcos a convicção de que o Brasil chegou ao seu limite em relação à violência na Síria e estaria disposto a apoiar uma censura mais forte da comunidade internacional a Bashar Assad, afastando-se dos países do Ibas (Índia e África do Sul, além do Brasil). Segundo a diplomacia turca, a nova atitude brasileira teria ficado clara durante as reuniões de Dilma com as autoridades.

O governo da Turquia, que já havia adotado um tom mais intransigente em relação à Síria, comemorou o fato de que o Brasil estaria agora "no mesmo pé" da diplomacia de Ancara.

Deputados do Amapá têm a maior verba

Em junho deste ano, dez meses depois da Operação mãos Limpas da Polícia Federal, a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Amapá aumentou a verba indenizatória paga a deputados estaduais para R$ 100 mil mensais. Usada para bancar gastos gerais de deputados, como despesas de aluguel, consultoria e transporte, a verba é, disparada, a maior do Brasil, quase sete vezes maior do que os R$ 15 mil pagos aos deputados federais e quase três vezes mais que os R$ 39 mil da segunda da lista, a Assembleia Legislativa de Alagoas.

Como se não bastasse o excesso - caso façam uso de toda verba, os 24 deputados estaduais amapaenses irão gastar R$ 26,4 milhões por ano -, o presidente da Casa, deputado Moisés Souza (PSC), e o primeiro secretário, Edinho Duarte (PP), que comandaram a mudança, estão entre os principais acusados no inquérito das Operações Mãos Limpas de criar esquemas paralelos de fabricar notas frias para desviar verbas públicas e justificar falas despesas.

Para oposição, Aécio já abriu debate eleitoral

A entrevista do senador Aécio Neves (PSDB-MG) ao Estado, publicada ontem, foi vista na oposição como a abertura de um debate público sobre a eleição presidencial de 2014. Aécio disse estar preparado para enfrentar tanto a presidente Dilma Rousseff quanto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas terá ainda de se cacifar dentro de seu partido e conquistar alianças para chegar ao posto de candidato da oposição daqui a três anos.

Dentro do PSDB, o maior obstáculo é a insistência do ex-governador paulista José Serra. No DEM, principal aliado dos tucanos na oposição, há o sonho de uma candidatura própria.

Para o presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), a manifestação do senador mineiro visa a reafirmar a posição dele no tabuleiro de 2014. "O Aécio quer deixar claro que está no jogo e não está brincando", analisa. Guerra não vê, porém, uma antecipação do período eleitoral. "Ele está cumprindo o papel que lhe cabe como líder nacional. Não há antecipação da eleição, mas um posicionamento claro dele. Ele sabe que a definição de 2014 ainda não começou."

Para governistas, tucano quer 'marcar posição'

Lideranças dos partidos do governo reagiram às declarações de Aécio Neves de que o PT perpetuou o aparelhamento do Estado, a corrupção e o empreguismo. Para os governistas, o ataque deve-se "ao desespero dos tucanos diante da falta de propostas e de projetos para o País". Na entrevista Aécio afirmou ainda que o governo do PT é um "software pirata" do projeto original de desenvolvimento do Brasil feito pelo PSDB.

"A entrevista não traz nada de novo. O senador Aécio repete o que os tucanos sempre disseram. É uma forma de esconder que não têm projeto nem discurso novos, não têm avaliação nova nem sobre o PT nem sobre o governo", disse o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE). "É uma repetição dos chavões que sempre falaram e que não deram certo nem na eleição e reeleição do presidente Lula nem na eleição da presidente Dilma Rousseff". Para ele, tais argumentos serão "um fracasso" também em 2014.

'Não se mexe em royalty do passado'

O senador Francisco Dornelles (PP-RJ) é um dos líderes do debate e das negociações do polêmico rateio dos royalties do petróleo. Ela acredita que é possível chegar a um acordo entre Estados produtores e não produtores, mas não poupa críticas à postura da União.

Para o senador, há uma confusão conceitual que trata injustamente o Rio como "intransigente" e a defesa de um modelo que o governo federal criou, que é "concentrador e estatizante". "O que aconteceu, na prática, é que o governo federal decidiu-se por um sistema (a partilha) que gera mais receita para a União e menos imposto para a Petrobrás", resume Dornelles. E acrescenta: "Diante do aumento da produção, da receita e do lucro, a União montou um paraíso fiscal para a Petrobrás."

JP Morgan diz que agora é para valer

"Preciso de gente com nariz enorme e orelha grande. Quero cão farejador, que traga negócios". Cláudio Berquó, presidente do banco americano JP Morgan no Brasil, falava do tipo de executivo que procura para tocar os futuros escritórios de Recife e do interior de São Paulo. Mas o perfil caçador de negócios, que ele gostaria de ver em toda sua equipe, é também uma marca desse gaúcho com 18 anos de casa, 14 deles em Nova York, repatriado no final de 2009 com a tarefa de consolidar o JP entre os maiores bancos estrangeiros de investimento do País.

O Globo

Fraudes já provocaram cassação de 274 prefeitos

O governo terminou mais cedo para 274 dos 5.563 prefeitos eleitos ou reeleitos nas últimas eleições municipais, o que representa 4,9% do total. Entre 2005 e 2008 - período do mandato anterior -, o total de gestores cassados tinha chegado a 296. A expectativa é que a marca seja ultrapassada nesta legislatura, até dezembro do ano que vem, quando terminarão os governos.

Levantamento promovido pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) aponta que 38,1% dos casos foram motivados por ações de improbidade administrativa e, em 36,9% deles, por infrações à legislação eleitoral.

Os estados de Piauí - o campeão, com 50 cassados -, Minas Gerais, Bahia e Mato Grosso lideram o ranking da troca de cadeiras.

Parte dos políticos que perderam o mandato e ficaram inelegíveis se mantém na corda bamba, com uma sucessão de decisões judiciais que garantem a permanência nas prefeituras. A maioria das ações que levaram às cassações foi motivada por desvios de verbas e falta de comprovação do uso do dinheiro público. Há ainda prefeitos reeleitos que tiveram contas do mandato anterior reprovadas.

PT não teme candidatura de Meirelles em SP

A filiação do ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles ao PSD surpreendeu o PT paulistano, mas não embaralhou as análises para o cenário eleitoral de 2012. Na visão dos petistas, tanto Meirelles como o vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif, ocupariam o mesmo "campo político", isto é, o espólio do prefeito Gilberto Kassab.

A diferença seria que Meirelles, um ex-tucano e ex-peemedebista, teria a cartada "Lula" na manga. Mas há dúvidas sobre qual efeito isso teria na massa dos eleitores, devido a seu perfil de "banqueiro".

- Qual é a chance do Meirelles na periferia de São Paulo? Ele não conhece esse mundo. Ele conhece o mundo da administração financeira. Não conhece bem os problemas na ponta, na vida das pessoas - disse o secretário-geral do PT, Elói Pietá, que apoia a pré-candidatura do ministro da Educação, Fernando Haddad.

70 mil vivem em unidades protegidas

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, afirma que a criação das Unidades de Conservação (UCs) foi fundamental para barrar o desmatamento na Amazônia. Em entrevista, a ministra disse, a quem critica a falta de fiscalização, que nem colocando "um pelotão do Exército" seria possível vigiar todo o território de UCs, e lembrou que está parado no Congresso um projeto de lei que cria mil vagas de fiscais para postos na Amazônia. Izabella adiantou também que, até o fim deste ano, o governo deve lançar um grande plano de regularização fundiária nessas regiões. Segundo a ministra, o governo já sabe que pelo menos 70 mil pessoas vivem em UCs na Amazônia.

Um mar de gente contra a homofobia

Uma multidão anima a 16ª parada gay na Praia de Copacabana. O público foi estimado em 1,5 milhão de pessoas pelos organizadores e em 700 mil pela PM.

Correio Braziliense

A fome que escandaliza o mundo

Uma em cada sete pessoas não tem nada para comer. Situação na África do Sul e no sul da Ásia ainda é de assustar. Brasil até que melhora, mas depende da ajuda estatal.

Aposentados enfrentam o governo

Favorecidos pela demora na regulamentação, servidores inativos querem receber na Justiça as gratificações pagas aos colegas ativos.

Repetência no DF é maior que média nacional

Dados do IBGE, relativos a 2010, colocam a capital do país entre as três unidades da Federação com maior número de repetentes matriculados no ensino médio em escolas públicas e privadas. Enquanto o índice nacional atinge 12,5%, aqui ele é de 18,6%. Magali, por exemplo, cursa o 1º ano pela segunda vez. No fundamental, a taxa cai para 10,1%.

PSD cresce mais em estados governados por seus aliados

Número de prefeitos filiados à legenda é maior nas unidades da Federação em que o governador ou o vice integra o partido. É o caso de Santa Catarina, Amazonas e Mato Grosso.

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