Nos jornais: Brasil gasta mais do que os EUA em campanha eleitoral

Estudo do Iuperj mostra que, em 2012, gasto eleitoral no Brasil em relação ao PIB foi de US$ 0,89 por eleitor, enquanto nos Estados Unidos foi de US$ 0,38, destaca O Globo. Segundo o Contas Abertas, para cada R$ 1 doado para campanhas, empresas obtêm R$ 8,50 de volta em obras públicas

O Globo

País gasta mais do que os EUA em campanha eleitoral

O Brasil é o que mais gasta com campanhas eleitorais no mundo, segundo o juiz Marlon Reis, do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, ao comentar reportagem do Globo, publicada ontem, mostrando que será usado algo em torno de meio bilhão de reais com campanhas eleitorais este ano. Este dinheiro, afirma Reis, vem de doações de grandes empreiteiras e bancos, que têm interesses no governo, numa “relação espúria” entre as partes.

Com base em um estudo do professor Geraldo Tadeu Monteiro, do Iuperj, Reis mostrou que o país gasta mais, inclusive, que os Estados Unidos, um dos países que têm tradição em realizar caras disputas eleitorais. O estudo aponta que, em 2012, o gasto eleitoral no Brasil em relação ao PIB (US$ 2,3 trilhões) foi de US$ 0,89 por eleitor, enquanto nos Estados Unidos (com PIB de US$ 16,5 trilhões) foi de US$ 0,38.

Gil Castelo Branco, do site Contas Abertas, diz que, para cada R$ 1 doado para campanhas, as empresas obtêm de volta R$ 8,50 em obras públicas. Para ele, as doações são “promíscuas”. Ele fez um levantamento que indica que as eleições custaram ao país, em quatro anos (de 2010 a 2014), um total de R$ 9,5 bilhões, mais do que será gasto com 45 obras de mobilidade para a Copa.

Aécio: vídeo do PT é o ‘espelho do fracasso’ de um governo que não gera mais esperança

Os pré-candidatos dos PSB à Presidência, Eduardo Campos, e do PSDB, Aécio Neves, criticaram nesta terça-feira a propaganda do PT veiculado na noite deste terça-feira que usou o mesmo discurso do medo, utilizado pelo PSDB em 2002 na campanha do tucano José Serra contra Lula, com a atriz Regina Duarte como protagonista. O filmete mostra famílias sendo expulsas do campo, trabalhadores perdendo o emprego, e crianças, sem escola, lavando carros em semáforos. No final, aparece na tela um alerta contra a volta dos fantasmas do passado. A propaganda foi assunto na reunião da Executiva nacional do PSB. Ao comentar o vídeo, Campos disse que a ideia de incutir o medo é uma proposta atrasada, e que está preparado para enfrentar o jogo pesado que está só começando.

Lula tenta implodir movimento ‘Aezão’ no Rio

O ex-presidente Lula desembarca no Rio nos próximos dias com a missão de minar uma possível aliança entre o PMDB, do governador Luiz Fernando Pezão, que tentará a reeleição, e o PSDB, do senador Aécio Neves, pré-candidato à Presidência. O encontro com os peemedebistas foi um pedido do próprio Lula. A reunião terá a participação de Pezão, do ex-governador Sérgio Cabral e do prefeito do Rio, Eduardo Paes.

Lula teme que a presidente Dilma Rousseff, que disputa a reeleição pelo PT, perca votos e o palanque do PMDB no Rio. Em 2010, Dilma obteve 4,9 milhões de votos no estado, 60,4% do total, uma vantagem de mais de 1 milhão de votos sobre o tucano José Serra. O movimento chamado de “Aezão”, criado por uma ala do PMDB fluminense, liderada pelo presidente regional do partido, Jorge Picciani, apoiará o tucano nas eleições de outubro. Este grupo quer uma aliança formal com os tucanos.

Toffoli critica grande número de partidos ao tomar posse na presidência do TSE

O novo presidente do TSE, Dias Toffoli, criticou a quantidade de partidos que existem hoje e o fácil acesso que eles têm aos direitos de tempo no rádio e na televisão, além do financiamento público, em seu discurso durante a cerimônia no cargo nesta terça-feira.

— Um desafio é a fragilidade partidária e o papel dos partidos como mediadores exclusivos de acesso ao poder. As intervenções dos períodos não democráticos, ao proibir os partidos, ao subjugá-los, levaram à ampla facilidade de criação dos partidos. O direito ao acesso de antena e ao financiamento público é o pêndulo. Ajustar o pêndulo parece tarefa urgente ao Congresso e ao Judiciário — afirmou.

Folha de S. Paulo

Governo segura tarifas para conter inflação, diz ministro

O governo federal segura preços de combustíveis e energia para evitar impactos nos índices gerais de inflação. A admissão foi feita pelo ministro Aloizio Mercadante em sua primeira entrevista exclusiva após assumir a Casa Civil em fevereiro.

Embora renegue o termo "controle de preços", ele afirma que a política defende o cidadão. "Você administra em função do interesse estratégico da economia, dos consumidores, não há necessidade de ser repassado imediatamente", disse.

Apostando no suposto temor da "volta ao passado", ele atacou a oposição: "O que está sendo proposto neste país, a pretexto de reduzir a inflação, é voltar com desemprego, com arrocho salarial" e "recessão". E ironizou, chamando essas ideias de "museu de novidades".

Sobre a crise de abastecimento de água em São Paulo, governado pelo PSDB, disse: "Evidente que faltou investimento prudencial".

Anúncio petista usa discurso do medo contra adversários

O PT decidiu aprofundar o discurso do medo para tentar alavancar a pré-candidatura da presidente Dilma Rousseff à reeleição. A estratégia ficou visível ontem num comercial de um minuto de duração exibido nas TVs abertas.

As imagens mostram brasileiros empregados, com acesso a remédios, estudo e lazer, em contraposição a pessoas desempregadas, passando fome e pedindo dinheiro em semáforos. Seriam os "fantasmas do passado", o título do comercial petista.

Produzido e dirigido pelo marqueteito João Santana, responsável pelas eleições de Luiz Inácio Lula da Silva (2006) e de Dilma (2010), o comercial tem imagem com textura de película de cinema, produção esmerada e trilha sonora com tom fúnebre.

Kassab: "Eu não teria problema em ser vice de Alckmin"

Pré-candidato ao governo de São Paulo, o ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD-SP) admitiu ontem que seu partido pode desistir de lançar seu nome em troca de uma composição com o PSDB, do governador Geraldo Alckmin, ou com o PMDB, de Paulo Skaf. Ele afirmou ainda que "não teria nenhum problema em ser vice" do tucano, que concorrerá à reeleição.

Para Kassab, uma eventual aliança com os tucanos no maior colégio eleitoral do país não fragilizaria seu apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT). Ele disse não haver "incompatibilidade" em apoiar PT e PSDB.

Presidente alfineta PSDB e critica 'quem nunca fez'

Em visita ontem às obras de transposição do rio São Francisco, a presidente Dilma Rousseff alfinetou a oposição e apontou falta de planejamento do governo de São Paulo, comandado pelo PSDB, para evitar uma crise de desabastecimento de água.

"Acontece uma coisa engraçada no Brasil. Quem nunca fez desanda a cobrar de quem fez", afirmou.

"O São Francisco, queridos, é o rio que beneficia mais a população nordestina e vai garantir uma diferença de qualidade. Principalmente quando nós estamos vendo hoje uma situação muito difícil no Estado mais rico da Federação, São Paulo, que é a falta de água no reservatório da Cantareira", disse.

Mais tarde, Dilma justificou o atraso na conclusão da transposição, cujas obras devem terminar no final de 2015.

Campos adota novo tom e compara Dilma a FHC

Em tentativa de se diferenciar do PSDB no campo da oposição, o pré-candidato do PSB à sucessão presidencial, Eduardo Campos, comparou ontem o governo da presidente Dilma Rousseff (PT) ao segundo mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Em encontro com empresários do gás natural, ele disse que a atual crise energética é comparável à de 2001, quando o país passou por racionamento de energia.

Segundo Campos, o governo federal não atua de forma transparente sobre o quadro energético para não ser comparado à gestão tucana.

"O governo não quer confessar que deixou o país em uma situação semelhante ao outro governo que ela [Dilma] combatia em 2001", disse.

Justiça envia indícios contra Vargas para apreciação do STF

A Justiça Federal encaminhou ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, material sobre o envolvimento do deputado federal André Vargas (ex-PT) com o doleiro Alberto Youssef. O parlamentar é suspeito de corrupção passiva e tráfico de influência ou advocacia administrativa.

Os indícios foram apurados pela Polícia Federal na Operação Lava Jato, que resultou na prisão do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e de Youssef. O doleiro é suspeito de chefiar esquema de lavagem de dinheiro que movimentou R$ 10 bilhões e tinha elos com partidos como o PT, PP e PMDB.

Um desses indícios, revelado pela Folha, foi o empréstimo do jatinho de Youssef a Vargas para uma viagem de férias --o voo tem custo estimado em R$ 110 mil.

Conselheiro do TCE recebeu US$ 2,7 mi, diz tribunal da Suíça

A Justiça suíça descobriu que uma empresa estrangeira cuja propriedade é atribuída a Robson Marinho, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, recebeu US$ 2,7 milhões (o equivalente a R$ 6 milhões) da Alstom entre 1998 e 2005.

Decisão de um tribunal federal da Suíça aponta que várias fontes abasteceram a conta da companhia Higgins Finance, controlada por Marinho, segundo o Ministério Público de São Paulo.

O depósito na conta foi revelado na edição de ontem do jornal "O Estado de S. Paulo".

Uma das depositantes é a empresa MCA, cujo ex-dono, Romeu Pinto Júnior, admitiu à Promotoria que a companhia foi usada pela multinacional francesa Alstom para pagar propinas no Brasil.

Toffoli assume o TSE e diz que ligação com PT é 'página virada'

Na presença dos três principais presidenciáveis, o ministro José Antonio Dias Toffoli tomou posse ontem à noite na presidência do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O ministro, que fez carreira jurídica no PT, disse que a sua ligação com o partido é "página virada".

Indicado em 2009 pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o STF (Supremo Tribunal Federal), Toffoli foi advogado do PT em três campanhas presidenciais de Lula e atuou na Casa Civil e na Advocacia-Geral da União na gestão do petista.

"Desde que eu fui indicado para ministro do STF em 2009, lá se vão quase cinco anos, eu virei esta página. Eu tive aprovação dos senadores, inclusive da oposição".

Liminar impede paralisações da PF durante o Mundial

Sob ameaça de greve de categorias que reúnem ao menos 500 mil servidores, o governo recorreu ao Judiciário e conseguiu, na noite de ontem, liminar do STJ (Superior Tribunal de Justiça) para impedir que a Polícia Federal cruze os braços durante a Copa.

A decisão, da qual cabe recurso, foi tomada após pedido da AGU (Advocacia-Geral da União), sob o argumento de que eventual paralisação prejudicaria turistas, a segurança das fronteiras e o torneio como um todo.

Grupos prometem protestos em 50 cidades

Aproveitando a proximidade com a Copa do Mundo, movimentos sociais prometem fazer amanhã ao menos 50 protestos no Brasil e outros 15 no exterior.

As manifestações serão contra os gastos públicos no Mundial e pedirão investimentos em moradia e educação, entre outras reivindicações.

Estão marcados atos nas cidades-sede e em municípios com mais de 100 mil habitantes, em todas as regiões. No exterior, há protestos convocados em Santiago do Chile e em Berlim, na Alemanha.

O Estado de S. Paulo

Odebrecht doa 2/3 da receita do PMDB

Dilma diz que governo 'subestimou' transposição

Senado faz primeira reunião da CPI da Petrobrás

Costa Neto assinou cheque do PR que pagou advogado

Campos diz que propaganda do PT é 'desespero'

Correio Braziliense

O aquecimento para a Copa dos protestos

Cinco dias depois dos protestos que pararam o Rio de Janeiro, na última quinta-feira, novas manifestações invadiram a cidade. Desta vez, além dos rodoviários, vigilantes e engenheiros saíram às ruas para reivindicar melhores salários e condições de trabalho. Houve depredação e prisões. Em São Paulo, cerca de 5 mil profissionais de educação bloquearam a Avenida Paulista no fim da tarde, complicando o trânsito já caótico da região. Os atos públicos chegam ao Palácio do Planalto como um prenúncio das mobilizações marcadas para amanhã, batizadas, na internet, como o Dia Internacional de Lutas contra a Copa. Antes protagonizados por black blocs, os protestos agora reúnem categorias profissionais que se aproveitam da visibilidade do torneio — e da proximidade das eleições — para intensificar as cobranças. A menos de um mês do início do Mundial, o gigante dá sinais de um novo despertar, com poder de influenciar diretamente na corrida presidencial.

Vargas é notificado em jornal

Sem conseguir localizar o ex-vice-presidente da Câmara dos Deputados André Vargas (sem partido-PR), o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Casa publicou no Diário Oficial da União de ontem a notificação da instauração do processo por quebra de decoro. O deputado licenciado terá até 27 de maio — 10 dias úteis — para apresentar a defesa por escrito à Casa. Além de Vargas, o Conselho de Ética da Câmara se reúne hoje para decidir se abrirá investigação contra o também deputado federal Luiz Argôlo (SDD-BA).

Vargas se afastou do cargo no mês passado após ter sido revelado o seu relacionamento com o doleiro Alberto Youssef, preso pela Operação Lava-Jato, da Polícia Federal. Denúncias mostraram que o parlamentar viajou com a família em um jato particular emprestado pelo doleiro, como informou o jornal Folha de S.Paulo. Desde que se afastou da Câmara, o colegiado tentava notificá-lo pessoalmente da abertura do processo de cassação. Após cinco tentativas, número previsto no regulamento da Casa, o Conselho publicou o ato.

Relator do processo que pode pedir a cassação do parlamentar, o deputado Julio Delgado (PSB-MG) aguarda a defesa do ex-vice-presidente para concluir a investigação. Em relatório preliminar aprovado pelo Conselho de Ética há duas semanas, Delgado defendeu que Vargas preenchia os requisitos para a instalação do procedimento. "Nos autos, o representado é detentor de mandato de deputado federal; há reportagens que relacionam a ele os fatos narrados e, ao menos em tese, o fornecimento de informações privilegiadas e a intermediação de interesses de terceiro junto a Ministério, aliada a recebimento de vantagens, pode constituir ato incompatível com o decoro parlamentar", relatou.

Termômetro dos problemas de junho

Uma nova rodada de manifestações está marcada para amanhã em pelo menos 17 capitais e um município do interior mineiro. Nos bastidores, o Palácio do Planalto acredita que o dia servirá de termômetro para o que pode ocorrer durante o torneio de futebol da Fifa, uma vez que haverá mobilização em todas as 12 cidades sedes do Mundial.

A exemplo dos atos da semana passada, o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) volta a organizar protestos com o tema "Copa sem povo, tô na rua de novo". A entidade anunciou que serão promovidos atos em Brasília, em São Paulo, em Palmas e no Rio de Janeiro. "Em São Paulo, vamos fechar grandes ruas, pelo menos seis, incluindo a Avenida Paulista", ameaça Guilherme Boulos, um dos coordenadores do movimento. Na semana passada, o MTST promoveu manifestações em alguns pontos da capital paulista e invadiu sedes de empreiteiras responsáveis por obras da Copa. Os atos só cessaram quando a presidente Dilma Rousseff recebeu representantes da entidade na capital paulista e prometeu a eles agilidade e vagas no programa Minha Casa, Minha Vida.

Anistia alerta para o fantasma da tortura

Às vésperas da Copa do Mundo, a Anistia Internacional reforça o temor de que as autoridades policiais abusem da força na hora de coibir manifestações. Segundo a entidade, em cada 10 brasileiros, oito temem ser vítima de tortura por parte de policiais ou agentes penitenciários caso sejam detidos. O dado é de um relatório divulgado ontem. O Brasil está no topo do ranking, com 21 países. O México, onde 64% das pessoas partilham do mesmo temor, ocupa a segunda posição da lista.

Para o assessor de Direitos Humanos da Anistia Internacional Brasil, Alexandre Ciconello, a pesquisa A tortura em 2014: 30 anos de promessas não cumpridas indica a percepção dos brasileiros sobre a recorrência da violência nos centros de detenção do país. "Preocupa por mostrar a falta de confiança dos brasileiros de que policiais e agentes penitenciários vão agir dentro da legalidade", diz.

De acordo com o especialista, há um grande sentimento de impunidade entre os agentes da segurança pública. Essa sensação seria um resquício da ditadura militar. "Naquela época, a tortura era uma política de Estado. Ainda hoje, é usada para conseguir informação e para punir. A impunidade dos agentes do Estado que torturaram no regime de exceção alimenta a impunidade atual", argumenta.

Discurso ufanista

Apesar da multiplicação dos protestos pelo país, incluindo os marcados para amanhã, e dos problemas recorrentes nas obras de infraestrutura, mobilidade urbana, aeroportos e estádios — como tem mostrado o Correio em reportagens ao longo das últimas semanas —, o governo brasileiro insiste no discurso otimista. Tanto a presidente Dilma Rousseff, em viagem ao Nordeste, quanto o titular da pasta do Esporte, Aldo Rebelo, em entrevista ao programa de rádio Bom dia, ministro, dizem que o país está preparado para receber os turistas que virão assistir ao Mundial de futebol. "Eu asseguro a vocês que será uma Copa plena de êxito", disse a presidente, lembrando que os "estádios e os aeroportos estão encaminhados", contrariando a opinião de especialistas do setor.

Dilma e Rebelo insistiram na tecla da liberdade democrática de as pessoas protestarem durante o período dos jogos, desde que não atrapalhem os torcedores. "A Copa não é uma festa para alguns poucos, mas para todos os brasileiros", declarou a presidente. Ela afirmou que "quem quiser se manifestar pode, mas não pode prejudicar a Copa do Mundo". E completou: "O Brasil é um país democrático, mas ninguém vai aceitar vandalismo ou formas de prejudicar a Copa", avisou. "Democracia não é vandalismo ou prejuízo para a população", reforçou. "Numa família, pode até haver alguma pessoa que não goste de Copa, mas uns gostam, com pipoca e cervejinha, e essas pessoas têm de ser respeitadas."

PP e Solidariedade fortalecem Aécio

O senador Aécio Neves (PSDB) conquistou ontem dois importantes incentivos para a corrida ao Palácio do Planalto. O Solidariedade (SDD), sigla criada em 2013 e presidida pelo deputado federal Paulinho da Força (SP), foi o primeiro partido a oficializar o apoio ao mineiro — e, de quebra, ainda ofereceu um nome para a vice-presidência. O PP, por sua vez, que compõe a base do governo federal, iniciou uma discussão para migrar para o lado tucano da trincheira, com a visita do governador de Minas Gerais, Alberto Pinto Coelho (PP-MG), ao presidente do partido, o senador Ciro Nogueira (PI).

Alianças entre tucanos e pepistas já estão em estágio avançado de negociação em Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Amazonas e Alagoas — e também podem se concretizar em Goiás e na Paraíba. "Entendemos que o governo que aí está exauriu a sua proposta, e que o senador encarna, pela biografia política e pela capacidade de gestão demonstrada, as condições para ser o futuro presidente na nação", analisa Pinto Coelho.

Caso Alstom: US$ 2,7 milhões na Suíça

Em mais um desdobramento envolvendo as investigações sobre o pagamento de propina na celebração de contratos da Alstom com o governo de São Paulo — e no auge do debate de criação de uma CPI Mista para investigar a denúncia de corrupção —, a Justiça da Suíça bloqueou uma conta em nome do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), Robson Marinho. Por ela, Marinho teria recebido US$ 2,7 milhões, entre 1998 e 2005. O país europeu suspeita que seja dinheiro proveniente de propina.

A conta n° 17.321-1, do banco Credit Lyonnais, foi aberta por Robson Marinho e pela mulher dele, Maria Lúcia, em março de 1998. Ao longo dos sete anos seguintes, recebeu o equivalente a quase R$ 6 milhões. Robson Marinho foi chefe da Casa Civil do governador Mário Covas, do PSDB, entre 1995 e 1997. Desde 2001, é conselheiro do Tribunal de Contas de São Paulo.

O Ministério Público diz que Robson Marinho recebeu dinheiro da Alstom para dar um parecer favorável à empresa, em um contrato com antigas estatais. Já os suíços investigam, desde 2007, um esquema de pagamento de propina a funcionários públicos, pela multinacional Alstom, em troca de privilégios na assinatura de contratos.

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