Movimento quer devolver Brasília aos pedestres

Grupo vai colher assinaturas para um abaixo assinado pela revitalização das 16 passagens subterrâneas do Eixão. "É fundamental que toda política dirigida ao direito de caminhar seja implantada e articulada com as demais: de mobilidade urbana sustentável, saúde pública, segurança, educação", ressaltam em manifesto

Recém-criada em Brasília, a “Associação Andar a Pé – O Movimento da Gente” vai realizar, neste domingo (4), ato com intuito de conscientizar os moradores da cidade sobre as vantagens de andar a pé. O grupo também vai cobrar do governo espaços humanizados aos que se propõe deixar os carros em casa e praticar caminhadas pelas ruas da capital. Os militantes se reunirão a partir das 9h, no Eixão Sul, próximo da SQS 206. 

Durante o ato, manifestantes querem colher assinaturas para um abaixo-assinado pela revitalização das 16 passagens subterrâneas do Eixão - oito na Asa Sul e oito na Asa Norte, parte fundamental do projeto de Lúcio Costa. Pela falta de segurança, limpeza e de iluminação, muitos pedestres preferem se arriscar atravessando, além do Eixão, as vias paralelas conhecidas por "Eixo W" e "Eixo L".

De acordo com o manifesto do movimento, é preciso defender uma cidade para o pedestre. "Dentre todos os modos de transporte, caminhar é o mais humano, natural, saudável e civilizado. A cidade foi inventada pela sociedade para proporcionar o encontro e a convivência entre as pessoas, situação que se efetiva quando ela permite andar a pé por suas vias e ocupar seus espaços. Quando tal conforto é proporcionado, ela enfim se humaniza", diz o texto.

Romário Schettino, um dos membros do grupo, explica que a associação pretende atuar com ações populares junto ao governo no sentido de pleitear políticas públicas adequadas aos pedestres. Entre as primeiras providências dos ativistas está a apresentação de sugestões de mobilidade para os pedestres, como centro prioritário das políticas públicas da área. Estão previstas ainda movimentações como intervenção pública em áreas consideradas críticas e perigosas aos pedestres e a ocupação de vagas de estacionamento para conscientização da população.

“Iremos aonde couber um movimento dessa natureza, suprapartidário, cidadão e preocupado com o bem estar na cidade, não só no Plano Piloto. Queremos ter atuação em todas as cidades do DF e, se possível, na Região Metropolitana (Entorno) ”, afirmou.

Entre os membros do movimento estão professores, estudantes, jornalistas, advogados, médicos, engenheiros, arquitetos e andarilhos. "É fundamental que toda política dirigida ao direito de caminhar seja implantada e articulada com as demais: de mobilidade urbana sustentável, saúde pública, segurança, educação, dentre outras. Enfim, é necessário que a cidade viva para o pedestre e assim libere sua alma, humana e cidadã".

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