Mantega rejeita “crise de meia idade” dos Brics

Ao participar de um painel no Fórum Econômico Mundial, em Davos, ministro da Fazenda disse que o grupo vai continuar a liderar o crescimento da economia no mundo. Para ele, recuperação do comércio terá papel decisivo

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, participou hoje (23) de um debate, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, sobre a situação do grupo dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) diante da crise econômica global, que já perdura desde 2008.

Diante do questionamento sobre uma possível crise dentro do grupo e as alternativas para os investidores, que poderão buscar novos destinos para os investimentos, Guido Mantega foi enfático e negou qualquer tipo de crise com o grupo. “Não acredito que haja crise de meia-idade dos Brics”, disse, acrescentando que a crise é mundial e afetou a todos, incluindo o grupo dos emergentes.

“A economia mundial, os países avançados provocaram esta crise e estão em vias de recuperação. O comércio crescia, antes da crise, a um nível de 6%, 7% ao ano. Acho que daqui para a frente, com a recuperação do comércio, voltará a crescer 4% a 5%", disse no debate no fórum, promovido pela GloboNews, canal de TV à cabo das Organizações Globo, e transmitido pela internet.

Mantega disse ainda acreditar que os Brics continuarão a liderar o crescimento da economia mundial, porém, para que isso ocorra, é preciso que os países desenvolvidos façam mudanças importantes nos seus modelos de crescimento.

“O Brasil, nos últimos anos, fez uma grande inclusão social, expandiu a classe média. Mais de 40 milhões entraram na classe média. Para ativar esse mercado, está faltando crédito. O crédito hoje está escasso para o consumidor. Mas o que mais importa é o investimento, que vai puxar a economia brasileira”, disse.

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