Lula defende união com Eduardo Campos para 2014

Ex-presidente reafirma que não será candidato, acredita na vitória de Dilma na próxima eleição e promete conversar com governador de Pernambuco. “O Brasil precisa que nós estejamos juntos.”

O ex-presidente Lula afirmou na noite desta terça-feira (13) que espera ter o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), como aliado do PT nas eleições do ano que vem, e não como adversário. “Eu gostaria de conversar com ele. Tenho certeza que ele vai conversar comigo. E eu acho que temos que estar juntos porque o Brasil precisa que nós estejamos juntos”, afirmou Lula após sair do gabinete do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e seguir para o lançamento da campanha à reeleição do presidente do PT, Rui Falcão.

Lula negou que será candidato no ano que vem e disse que a presidente Dilma Rousseff vai disputar e vencer as eleições de 2014. “Quando chegar o momento, ela vai disputar, vai ganhar a eleição e vai continuar cuidando do povo brasileiro.” Compareceram ao lançamento da candidatura deputados e senadores do PT, ministros como Aloizio Mercadante (Educação) e Alexandre Padilha (Saúde) e o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz.

Ele ainda afirmou que respeitará se Campos decidir sair candidato a presidente da República contra Dilma. Lula disse que o governador não pode ser tachado de ingrato. “O Eduardo Campos não me deve nenhum favor. Sou companheiro do Eduardo Campos”, afirmou o ex-presidente.

Lula ainda disse que Campos tem “maioridade”. “Não se trata de alguém trair alguém. Se o Eduardo Campos quiser ser candidato, ele vai ter meu respeito.”

Erros e lições

O ex-presidente disse que o PT tem tomado rumos diferentes da época em que ajudou a fundar o partido, em 1980, mas afirmou que isso é comum até em uma relação entre pai e filho. “Quando uma criança nasce, a gente tem todo o controle sobre ela. Quando começa a andar, fica adolescente e adulto, a gente ai vendo que ele vai ficando dono do seu nariz, fazendo coisas boas e coisas que a gente não gosta ”, disse.

Para o ex-presidente, erros passados e futuros servem como aprendizado para o partido. “O importante é a gente ter em conta que o PT continua sendo um grande partido e acho que os erros que o PT comete ou que vai cometer ainda e que já cometeu são lições para que a gente acerte cada vez mais.”

Abraços e beijos

Após sair do gabinete de Renan e seguir para o auditório Petrônio Portela, no Senado, para o ato pró-Rui Falcão, o ex-presidente era afagado por militantes e funcionários do Congresso. Um segurança da Casa abraçou-o. “Sou fã desse cara, eu quase beijo ele”, disse ele à reportagem. Uma moça aproveitou para beijar e conversar com Lula e, em meio ao empurra-empurra de fotógrafos e cinegrafistas, o ex-presidente gritou para que ela mandasse lembranças a seus familiares.

Na entrada do auditório, os militantes gritaram o tradicional “Olê, olé, olá, Lula, Lula lá”. Vestida com camiseta vermelha do PT, uma senhora de idade pulava e comemorava: “Eu beijei o Lula! Eu beijei o Lula!”.

Vitória

Deputados ouvidos pelo Congresso em Foco acreditam que a vitória de Rui Falcão é certa, não só pelo apoio explícito de Lula. Para eles, o principal motivo é que o atual dirigente do PT já reuniu a quantidade de votos necessários para continuar a comandar o partido.

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