Lava Jato: Moro condena Dirceu a 23 anos de prisão

O ex-ministro da Casa Civil do governo Lula está preso desde agosto de 2015. Ele é acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Segundo a força-tarefa da PF e o MPF, Dirceu "ocupava papel de destaque" no esquema

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas ações da Operação Lava Jato na Justiça, condenou o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (governo Lula) a 23 anos e três meses de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A sentença desta quarta-feira (18) é a segunda contra o petista por crimes de corrupção. Em 2012 ele foi condenado no mensalão.

Dirceu está preso em Curitiba desde agosto de 2015. Ele cumpria pena em regime domiciliar, decorrente do mensalão, quando foi detido pela Polícia Federal acusado de envolvimento no caso de corrupção na Petrobras. O ex-ministro foi punido por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado e ainda cabe recurso.

De acordo com os procuradores da força-tarefa da Lava Jato, Dirceu "ocupava papel de destaque" na organização criminosa e foi beneficiário final de valores desviados, além de ser um dos criadores do “complexo esquema criminoso praticado em variadas etapas e que envolveu diversas estruturas de poder, público e privado”.

Outros 14 investigados também foram condenados por Mor, entre eles: Gerson de Mello Almada, Renato de Souza Duque, Pedro José Barusco Filho, João Vaccari Neto, Milton Pascowitch, José Adolfo Pascowitch, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, Júlo Cesar dos Santos, Fernando Antônio Guimarães Hourneaux de Moura.

Roberto Marques, ex-assessor de Dirceu, foi condenado a três anos de reclusão, mas a pena foi substituída por prestação de serviço à comunidade e prestação pecuniária.

No mês passado, o Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça Federal do Paraná a condenação do ex-ministro José Dirceu, do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, e de mais 13 réus da ação penal decorrente da 17ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Pixuleco. O pedido foi feito nas alegações finais.

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