Lava Jato acusa Gilmar Mendes de contatos suspeitos com ex-senador tucano

O Ministério Público Federal (MPF) pediu, nesta quarta-feira (6), a suspeição do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes para julgar questões relativas ao ex-senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) e o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, o "Paulo Preto", apontado pela Lava Jato como operador do partido.

Os procuradores enviaram um ofício à Procuradora-geral da República, Raquel Dodge, para que tome "medidas cabíveis de forma a evitar que o interesse público subjacente às investigações possa ser prejudicado e que uma mácula de desconfiança paire sobre decisões proferidas" por Gilmar. As investigações são relativas à 60ª fase da Lava Jato, chamada de Operação Ad Infinitum e deflagrada no dia 19 de fevereiro.

A força-tarefa suspeita que Paulo Preto gerenciou mais de R$ 130 milhões usados pela empreiteira Odebrecht para pagar propinas a políticos do PSDB, e Nunes é um dos investigados. Com a operação, o ex-senador deixou a presidência do InvestSP, cargo que ocupava no governo paulistano de João Doria.

Segundo o MPF, o ex-senador "tem laços de proximidade de natureza pessoal" com Gilmar Mendes. A força-tarefa anexou, no documento, indícios de que Nunes tentou interferir junto ao ministro do Supremo para soltar Paulo Preto, preso na 60ª fase.

A assessoria de Mendes informou que o ex-ministro não vai se manifestar. O Congresso em Foco procura Aloysio Nunes.

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