Jornais: Tesoureiro do PT esteve em empresa de doleiro, diz PF

João Vaccari Neto esteve na sede de uma das empresas usadas por Alberto Youssef num esquema bilionário de lavagem de dinheiro

FOLHA DE S.PAULO

Tesoureiro do PT esteve em empresa de doleiro, diz PF
Um mês antes de a Polícia Federal realizar prisões e buscas da Operação Lava Jato, o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, esteve na sede de uma das empresas usadas pelo Alberto Youssef num esquema bilionário de lavagem de dinheiro, segundo as investigações. Questionado sobre sua presença na GFD Investimentos, em São Paulo, Vaccari admitiu conhecer Youssef e que foi ao local para encontrá-lo. Disse que foi embora ao saber que o doleiro não estava.

O petista afirmou "não ter relacionamento" com o doleiro, mas não explicou a razão pela qual foi procurá-lo. O relatório de investigação da PF reproduz o registro de entrada e saída de Vaccari na sede da GFD na manhã do dia 11 de fevereiro deste ano. A Lava Jato foi deflagrada em 17 de março, quando cinco doleiros foram presos, entre eles Youssef.

Depoimento sobre propina no MA é enviado ao STJ
O juiz federal Sergio Moro enviou ao Superior Tribunal de Justiça nesta terça (12) o depoimento da contadora Meire Poza, que trabalhou com o doleiro Alberto Youssef, no qual ela diz que o governo do Maranhão pagou precatório de R$ 120 milhões à empreiteira Constran após políticos e servidores receberem R$ 6 milhões de propina. O Estado é governado por Roseana Sarney (PMDB).

O depoimento foi enviado ao presidente do STJ, ministro Felix Fischer, porque governadores só podem ser processados por essa instância. Se o STJ considerar que há indícios de crime da governadora, poderá abrir uma ação penal contra Roseana. A contadora é tida pela Polícia Federal como a principal testemunha do esquema de suborno do doleiro. Segundo ela, a própria governadora recebeu R$ 300 mil de propina da Constran.

Agência federal manda SP liberar mais água
Técnicos da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) avaliam como inevitável uma punição à companhia energética de São Paulo, a Cesp, após a decisão do governo paulista de limitar a quantidade de água destinada à produção de energia sob a justificativa de priorizar abastecimento humano. Nesta terça-feira (12), a agência notificou oficialmente a companhia, ligada ao governo Geraldo Alckmin (PSDB), para que ela aumente a quantidade de água enviada da represa do rio Jaguari, onde ela opera uma usina hidrelétrica, para o rio Paraíba do Sul. Deu 15 dias para ela apresentar sua versão.

Segundo a Folha apurou, representantes da agência avaliaram que apenas uma medida mais drástica evitaria que outras companhias seguissem o exemplo da Cesp, desencadeando um efeito dominó capaz de gerar colapso no sistema elétrico. A punição pode ser advertência, multa de até 2% do faturamento anual e até a retirada da concessão da usina. Integrantes do governo Dilma Rousseff (PT) dizem que inclusive uma intervenção não pode ser descartada.

Planos de saúde submetem idoso a consulta médica antes de aceitá-lo
Ao menos 5 das 20 maiores operadoras que atuam na cidade de São Paulo submetem idosos a consulta médica prévia – uma delas exige também exames – antes de aceitá-lo como cliente, aponta pesquisa do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor). As empresas chamam isso de "entrevista qualificada" e dizem que ela não é obrigatória. Para o Idec, a avaliação médica prévia acaba sendo um condicionante para a contratação do plano e é ilegal.

Campos diz não ver erro em articular ida de mãe ao TCU
O candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, afirmou que não vê "nada de errado" em seu empenho pessoal para eleger a mãe, Ana Arraes, como ministra do TCU (Tribunal de Contas da União), em 2010. À época, o presidenciável era governador de Pernambuco e foi o principal articulador da candidatura da então deputada federal à vaga vitalícia em um dos cargos mais cobiçados da Esplanada.

Em entrevista ao vivo nesta terça-feira (12) no "Jornal Nacional", da TV Globo, Campos minimizou sua influência na eleição da mãe. Questionado se considerava ser "um bom exemplo para o país" ter usado "seu prestígio e poder em uma campanha para que um parente ocupasse um cargo público e vitalício", disse que "simplesmente torceu para que ela ganhasse". A atribuição do TCU é fiscalizar o governo federal.

Genoino deixa prisão para cumprir o resto de sua pena em casa
O ex-presidente do PT José Genoino e o ex-tesoureiro do antigo PL (atual PR) Jacinto Lamas deixaram o presídio da Papuda na manhã desta terça-feira (12) e, após uma audiência na Vara de Execuções Penais, foram autorizados a cumprir o restante de suas penas em casa, no chamado regime aberto.

Condenado a 4 anos e 8 meses de prisão pelo crime de corrupção no processo do mensalão, Genoino poderia deixar o presídio e iniciar a pena em regime aberto após cumprir um sexto de sua pena, no dia 24 de agosto. Mas, como ele trabalhou na biblioteca da Papuda e fez cursos enquanto estava preso, abateu alguns dias de sua pena e pôde antecipar sua saída.

 

O ESTADO DE S. PAULO

Assessor de gabinete fez campanha para Aécio
Mais próximo assessor do senador Aécio Neves (MG) em suas viagens como candidato à Presidência pelo PSDB, o jornalista Luiz de Melo Alvarenga Neto deixou o cargo de secretário parlamentar do Senado em 31 de julho, 25 dias após o início oficial da campanha. A exoneração foi publicada nesta terça-feira pelo Diário Oficial da União.

Segundo o artigo 375 do regimento do Senado, compete ao secretário parlamentar "executar as tarefas de apoio administrativo ao titular do gabinete; (...) atender as partes que solicitam audiência; acompanhar junto às repartições públicas assuntos de interesse do parlamentar; e desempenhar outras atividades peculiares ao cargo".

Luiz Neto tem acompanhado Aécio em quase todas as agendas como candidato em carreatas, passeatas e comícios. Questionado pelo Estado sobre a exoneração, Neto respondeu que não poderia falar porque estava "no meio de uma carreata".

Benko nega uso eleitoral de CPI da Sabesp em São Paulo
Candidato do PHS ao governo paulista, o vereador Laércio Benko afirmou ontem que não transformará em palanque eleitoral a CPI da Sabesp, criada na semana passada na Câmara para apurar os contratos de fornecimento de água na cidade de São Paulo. O parlamentar, que vai presidir a comissão, foi o último candidato ao Palácio dos Bandeirantes a participar da série Estadão Entrevistas.

"Sob hipótese nenhuma", afirmou o candidato ao ser questionado se tentará tirar proveito eleitoral da presidência da CPI que vai investigar contratos da Sabesp com a Prefeitura. "Vamos investigar porque o problema (de falta d'água) existe", disse. "Não é uma CPI do partido A contra A, B ou C. Não será uma CPI de caça às bruxas. É um problema que nós vereadores temos que avaliar", afirmou.

 

O GLOBO

Ex-diretor da Petrobras virou sócio de empresa após ser preso
O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa virou sócio-administrador de um projeto portuário no Norte do Estado do Rio quando já havia retornado à prisão, como mostra um registro oficial da Receita Federal obtido pelo GLOBO. O documento diz que Costa foi incluído no quadro societário do Terminal Portuário Canaã em 23 de junho deste ano, com 5% das cotas. O projeto é de construção de um porto para atender a empresas petrolíferas, principalmente a Petrobras.

O Terminal Canaã confirma ter feito contato com Costa, mas nega que o ex-diretor da estatal seja sócio da empresa. A empresa diz que pedirá a alteração do dado informado à Receita, e ainda ressalta que Costa não foi registrado como sócio na Junta Comercial do Rio.

Contadora de Youssef vai depor na Câmara
O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados vai ouvir hoje a contadora Meire Bonfim da Silva Poza, dona da empresa Arbor Consultoria e Assessoria Contábil. Meire foi contadora do doleiro Alberto Youssef, preso na operação Lava Jato, da Polícia Federal, e em entrevista à revista "Veja", publicada nesta semana, afirmou que pelo menos cinco parlamentares recebiam pagamento em dinheiro vivo, diretamente das mãos do doleiro ou por meio de depósitos bancários. Ontem, em entrevista ao site da revista, a contadora prometeu apresentar provas das acusações.

- Só vou falar sobre o que posso provar. E posso provar muita coisa - afirmou.

MP apura relação de bancos com doleiros
O Ministério Público Federal vai investigar se os bancos e corretoras de valores que fizeram remessas de dinheiro ao exterior para doleiros e empresas investigados na Operação Lava-Jato, da Polícia Federal, cumpriram as regras que as obrigam a checar previamente as atividades de seus clientes (o chamado compliance).

Segundo o procurador da República Carlos Fernando Lima, porta-voz do grupo de procuradores que atua na Operação Lava-Jato, a investigação das instituições financeiras ocorrerá numa segunda etapa dos trabalhos, e deverá envolver a participação de bancos e corretoras em operações de remessa ilegal de dinheiro ao exterior feitas pelos doleiros Alberto Youssef e Nelma Kodama.

TRE cassa candidatura de Arruda ao governo do Distrito Federal
Por 5 votos a 2, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Distrito Federal impugnou ontem à noite a candidatura de José Roberto Arruda (PR) ao governo do DF, aceitando um pedido do Ministério Público baseado na Lei da Ficha Limpa. Arruda já está condenado em segunda instância por improbidade administrativa num dos processos decorrentes do mensalão do DEM.

Jaqueline Roriz (PMN), candidata a deputada federal e correligionária de Arruda, também teve o registro negado pelo TRE, por 6 votos a 1. Ela é outra condenada por improbidade administrativa. Mesmo com registros negados, Arruda e Jaqueline Roriz ainda podem se manter em campanha. Isso porque os candidatos podem recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar obter um efeito suspensivo da impugnação.

Telefonemas questionam ligação de Lindbergh com manifestantes
O candidato ao governo do Rio Lindbergh Farias (PT) teve seu nome mencionado em telefonemas com gravações eletrônicas que perguntavam se a pessoa sabia e concordava com o fato de o senador ter apoiado manifestantes presos pela polícia. Os telefonemas não mencionavam sua origem e seu propósito.

- Não sei se é ilegal, mas achei uma invasão me ligarem em pleno domingo, sem identificação, para responder "sim" ou "não" a esse tipo de pergunta. Na hora achei tão surreal que fiquei em dúvida sobre do que se tratava. É descabido esse tipo de ação - afirmou a publicitária Laura Ferreira, que recebeu a ligação no último domingo.

A assessoria de imprensa do candidato afirmou que as chamadas telefônicas são um "golpe da campanha suja dos adversários": "Trata-se de um estratagema ilegal para disseminar mentiras. De nossa parte, vamos continuar fazendo uma campanha propositiva e de críticas políticas sobre os problemas reais do povo do Rio de Janeiro", afirmou em nota.

Juíza afasta Robson Marinho do TCE paulista
A juíza Maria Gabriella Spaolonzi, da 13ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, aceitou denúncia do Ministério Público estadual e determinou o afastamento imediato de Robson Marinho do cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Marinho é suspeito de ter recebido US$ 1,1 milhão em propinas da francesa Alstom para favorecer a empresa em contratos com estatais paulistas do setor de energia elétrica. Os contratos eram para a compra de subestações para o Metrô paulistano.

 

CORREIO BRAZILIENSE

Contadora de Youssef promete detalhar esquema de corrupção no Congresso
A contadora Meire Bonfim da Silva Poza desembarca às 10h no Congresso para detalhar as relações do doleiro preso Alberto Youssef com parlamentares. Na visita de hoje, a mulher que guarda todos os segredos do esquema de corrupção, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e evasão de divisas vai falar do envolvimento do deputado federal Luiz Argôlo (SDD-BA) no Conselho de Ética da Câmara. O depoimento de Meire Poza, entretanto, deve servir de base para parlamentares da CPI mista da Petrobras, que vota hoje os três requerimentos para ouvir a contadora na comissão mista da Petrobras.

Meire Poza passou a ser considerada peça-chave nas investigações após decifrar os documentos recolhidos pela Polícia Federal nos escritórios mantidos pelo doleiro. À frente de poucos parlamentares no Conselho de Ética, a mulher promete contar tudo o que sabe. Para o relator do processo que investiga Argôlo e autor do convite para depor, Marcos Rogério (PDT-RO), a participação de Meire ajudará a elucidar pontos ainda sem explicação na suposta sociedade que o deputado mantém com o doleiro na Bahia.

Defesa de Luiz Argôlo ameaça anular depoimento de contadora na Câmara
Na tentativa de impedir que contadora-bomba Meire Bonfim da Silva Poza detalhe no Conselho de Ética as relações do deputado Luiz Argôlo (SDD-BA) com o doleiro preso Alberto Youssef, o advogado de defesa, Aluysio Correa, ameaçou anular a sessão caso o relator insista na oitiva. Correa justificou que o relator Marcos Rogério (PDT-RO) havia dispensado, na semana passada, as testemunhas arroladas pelo relator. O advogado alegou, ainda, o intervalo de menos de 24 horas entre o convite e a presença da contadora no plenário do Conselho.

Convocados a depor na Comissão da Verdade não comparecem a reunião
Nenhum dos quatro militares convocados pela Comissão Nacional da Verdade (CNV) compareceu à audiência pública realizada ontem em Brasília para tratar do período da Guerrilha do Araguaia (1967-1974). Um dos ausentes era Sebastião Rodrigues de Moura, conhecido por major Curió. Considerado um dos mais importantes informantes sobre o período, ele teve papel de destaque na organização das operações de inteligência que contribuíram para o fim do foco guerrilheiro. O presidente da CNV, Pedro Dallari, lamentou as ausências. “É muito ruim porque os depoimentos dos militares sobre o Araguaia serão importantes para o esclarecimento dos fatos e para eles apresentarem a versão deles”, disse.

Aécio investe em campanha no Nordeste para se tornar mais conhecido
Na tentativa buscar números mais favoráveis e de se tornar mais conhecido no Nordeste, o senador e candidato a presidente da República Aécio Neves (PSDB) iniciou ontem, por Imperatriz, no Maranhão, uma série de viagens pela região. E lá prometeu um “pacto de solidariedade permanente” em prol de mais infraestrutura, um “grande” salto na qualidade da educação e da saúde e investimentos em segurança pública. O tucano remeteu suas propostas à gestão do mineiro Juscelino Kubitschek, que, segundo ele, percebeu o “extraordinário potencial de desenvolvimento” do Nordeste.

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