Jornais: Lula e Dilma têm encontro ‘secreto’ na capital do país

Ex-presidente desembarcou ontem em Brasília para discutir o momento político, a dois dias da prometida paralisação dos trabalhadores

FOLHA DE S.PAULO

Lula e Dilma têm encontro 'secreto' na capital do país

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou ontem em Brasília para discutir o momento político com Dilma Rousseff.

O encontro aconteceu a dois dias da prometida paralisação dos trabalhadores, e com as maiores centrais sindicais do país divididas sobre continuar ou não apoiando o governo.

O último contato pessoal, conforme assessores, ocorreu em São Paulo, no 18 de junho. Depois, Lula viajou para o exterior e só voltou na semana passada.

Segundo auxiliares, eles ainda não haviam se reunido após pesquisa Datafolha apontar o desmoronamento da popularidade de Dilma, no fim de junho.

Se encontros da dupla são regulares, o de ontem foi tratado com extrema reserva --chegou a ser negado de forma enfática por diversos interlocutores.

A expectativa de petistas era de que eles discutissem a difícil relação do Executivo com o Congresso. Interlocutores de Lula têm dito que o ex-presidente havia recomendado a Dilma mudanças no primeiro escalão do governo e reclamado da articulação política, em seu momento mais frágil nesses dois anos.

Durante os protestos de junho, Dilma perdeu 27 pontos percentuais de sua popularidade. A desidratação alimentou, nos bastidores do PT e da base aliada, a defesa do "volta, Lula".

Congresso aprova projeto que restringe meia-entrada

Proposta prevê que só 40% dos ingressos têm de ser vendidos pela metade do valor

Planalto cria comissão para investigar caso de espionagem

O Planalto avalia que, se o monitoramento de telefonemas e mensagens eletrônicas ocorreu em território nacional, houve crime

Aécio defende fim da reeleição, que já beneficiou FHC

Por sugestão de seu presidente nacional e potencial candidato à Presidência, Aécio Neves (MG), a Executiva do PSDB defendeu ontem a extinção da reeleição.

A própria sigla lutou, em 1997, por esse dispositivo eleitoral, ao patrocinar a emenda que garantiu o segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso.

Reunida ontem, a Executiva tucana apoiou proposta para a adoção do mandato de cinco anos no Brasil. FHC disse que não interferiria na decisão, segundo Aécio.

Prefeitos vaiam a ausência de Dilma em encontro

Senado rejeita proposta que muda o papel do suplente

Alckmin quer reduzir número de secretarias

Base aliada:  Em retaliação, PMDB usa 'pauta bomba' para ameaçar presidente

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), ameaçou o governo e se comprometeu a trabalhar para o Congresso retomar a votação de vetos presidenciais.

Alves subiu o tom após o PT trabalhar para dificultar a aprovação do orçamento impositivo para a execução de emendas parlamentares, uma das principais bandeiras do peemedebista.

Ontem, Dilma havia pedido que o Congresso não votasse vetos com impacto econômico e fiscal. O Planalto teme a chamada pauta bomba' de votação dos vetos.

O fim do fator previdenciário e a revisão de um crédito tributário, por exemplo, podem custar R$ 280 bilhões --quase sete vezes o Orçamento da cidade de São Paulo para este ano.

Sudam:  Justiça Federal condena Jader Barbalho a devolver R$ 2,2 mi

A Justiça Federal no Tocantins condenou o senador Jader Barbalho (PMDB-PA), em primeira instância, a ressarcir a União em R$ 2,2 milhões.

O recurso seria da antiga Sudam (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia) e deveria ter sido aplicado num projeto de produção e beneficiamento de arroz e milho da Imperador Agroindustrial de Cereais S/A, do Tocantins. Entretanto, a verba teria sido "desviada" pelo senador e por dez pessoas ligadas à empresa, que também foram condenadas a devolver R$ 11,1 milhões.

Proposta de plebiscito é 'enterrada' pela Câmara

Líderes governistas e da oposição na Câmara dos Deputados formalizaram  ontem que não haverá plebiscito sobre reforma política para a eleição de 2014

Senado rejeita PEC que limitaria papel de suplentes

Por três votos, não foi aprovada proposta para acabar com o segundo suplente de senador e proibir que primeiro suplente seja parente do titular

Médico de Dilma se opõe a trazer estrangeiros

Médico de Dilma, Roberto Kalil Filho se opõe a contratar profissionais estrangeiros. "Não adianta jogar os médicos [num hospital] se não houver estrutura", disse

Um a menos

Um casarão dos anos 1960, vazio desde o ano passado e um dos últimos da Av. Paulista, em São Paulo (SP), foi demolido ontem

Após massacre, governo do Egito nomeia vice e premiê

Presidente interino nomeia ex-ministro das Finanças Hazem al-Beblawi para o cargo, após 2 nomes terem sido rejeitados

 

O GLOBO

 

Líderes enterram plebiscito e criam grupo para reforma

PT foi contrário e vai tentar obter assinaturas para decreto legislativo sobre realização do plebiscito. Câmara terá comissão para apresentar, em 90 dias, proposta que poderá ser submetida a referendo ano que vem.

A proposta de um plebiscito sobre reforma política com validade para a eleição de 2014, apresentada pela presidente Dilma Rousseff, foi sepultada ontem pela maioria dos líderes partidários da Câmara. Os deputados concluíram que não há tempo para a consulta, e decidiram criar mais um grupo de trabalho para discutir e votar, em 90 dias, projeto de reforma que poderá ser submetido a referendo ano que vem. O PT discordou e disse que irá coletar assinaturas para apresentar decreto legislativo sobre a realização do plebiscito ainda este ano. O PSDB, por sua vez, aprovou proposta de reforma política que acaba com a reeleição para cargos executivos, ideia que introduziu no país há 16 anos.

Suplentes: Senado rejeita redução

O Senado rejeitou a PEC que reduzia de dois para um o número de suplentes. Foram 46 votos a favor da PEC, três a menos que o necessário para aprová-la.

'Invasão' americana: Brasil articula resposta dura com países vizinhos

O governo brasileiro mobiliza países vizinhos para dar uma resposta comum à espionagem dos EUA e levará o assunto à cúpula do Mercosul, que começa amanhã. Presidentes da Argentina, do Peru e o vice do Equador protestaram contra a vigilância à região, revelada pelo GLOBO a partir de dados vazados pelo ex-agente da CIA Edward Snowden.

Partidos são corruptos para 81%

Pesquisa da Transparência Internacional revela que 81% dos brasileiros consideram os partidos corruptos. Feita antes dos atos de rua, ela mostra também que o Congresso (72%), a polícia (70%), a saúde (55%) e o Judiciário (50%) são, para os entrevistados, afetados pela corrupção.

Jader é condenado a devolver R$ 2 milhões

A Justiça condenou o senador Jader Barbalho (PMDB-PA) por apropriação de verbas da Sudam nos anos 90. Também ontem, o governo repatriou US$ 4,7 milhões do ex-juiz Nicolau dos Santos e a Câmara suspendeu o pagamento de subsídios ao deputado presidiário Natan Donadon (ex-PMDB-RO).

Para o interior: Padilha caça médicos na Espanha

Depois do anúncio do programa para trazer médicos do exterior, o ministro Alexandre Padilha (Saúde) vai à Espanha em busca de profissionais. Enquanto isso, aqui no Brasil, médicos renomados protestam contra a falta de diálogo do governo.

No exterior, é preciso servir no setor público

No Reino Unido e na Suécia, países que teriam inspirado o governo brasileiro, os jovens recém- saídos das universidades de Medicina precisam cumprir um período de treinamento remunerado no setor público antes de receberam licença para exercer a profissão.

Para os britânicos, são obrigatórios dois anos de treinamento em hospitais públicos, após o período da universidade. Os cursos de Medicina no país variam de cinco a seis anos e conferem aos estudantes uma registro provisório, com o qual se inscrevem no chamado "The Foundation Progamme".

No primeiro ano, o salário-base do jovem médico é de 24 mil libras anuais (quase R$ 80 mil), segundo estatísticas de 2012. A quantia pode variar de acordo com as dificuldades do hospital, do cronograma do profissional e das dificuldades do ofício. Completados os 12 meses iniciais, ele recebe a licença, mas é obrigado a terminar o segundo ano.

- Só então o médico poderá partir para o período de especialização e residência, que pode durar outros cinco anos - explica a assessora da faculdade de Medicina da George"s University of London, Elenor Sheppard.

Repercussão faz Câmara cancelar aluguel de carro

Depois de dar carona a parentes e amigos num jatinho da FAB, o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), pretendia ter dois carros utilitários esportivos exclusivamente à sua disposição no Rio Grande do Norte, seu estado natal. Ontem, apenas sete dias após o lançamento do edital, Alves mandou cancelar o negócio assim que a licitação para o aluguel dos veículos - ambos com ar-condicionado e direção hidráulica, e um deles blindado - foi noticiada no site do jornal "Folha de S.Paulo".

- A licitação está cancelada. O presidente vai ficar andando com o carro dele - disse à noite Sérgio Sampaio, diretor-geral da Câmara, depois de receber uma ligação de Alves.

Minutos antes, Sampaio - indicado ao cargo pelo presidente da Câmara - havia defendido o aluguel dos dois veículos, sob a justificativa de que o contrato baratearia os custos com o transporte de Alves em seu estado natal. O edital de licitação, publicado pela Câmara, estimou um custo anual de R$ 222,3 mil com o aluguel dos carros.

- Como a presidenta da República, o presidente da Câmara não deixa de ser presidente no seu estado. Não dá para pedir a ele que pegue um táxi. No estado de origem, é certa sua presença e, portanto, sai muito mais barato alugar por meio de contrato - alegou o diretor-geral da Câmara antes de receber a ligação de Henrique Alves.

Prefeitos vaiam Dilma por faltar a encontro

A ausência da presidente Dilma Rousseff na abertura da XVI Marcha dos Prefeitos ontem foi vaiada pelos presentes. Mais tarde, de forma improvisada, os ministros Aloizio Mercadante (Educação) e Alexandre Padilha (Saúde) compareceram para acalmar os ânimos e anunciar que Dilma deverá estar presente hoje para fazer anúncios que agradarão a todos. Os ministros não detalharam o que será anunciado, mas foram aplaudidos.

Os dois ministros aproveitaram para divulgar o programa Mais Médicos, que provoca desconfiança entre os prefeitos.

A presença de Dilma está prevista para hoje, às 11h. Antes, o ministro Padilha anunciará novos recursos para atenção básica de Saúde nos municípios. Dilma deixou de comparecer à abertura da Marcha quebrando uma tradição iniciada por Lula. Mesmo assim, o presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Paulo Ziulkoski, evitou criticar o governo:

- A ausência da presidente não frustrou o encontro porque ela vem amanhã (hoje). Logicamente, o que causou foi um certo transtorno na programação, que precisou ser toda alterada. Mas o importante é que a presença dela está confirmada amanhã, para podermos restabelecer esse diálogo com o Executivo.

Governo recupera US$ 4,7 milhões escondidos na Suíça por ex-juiz Lalau

O governo anunciou ontem a repatriação de US$ 4,7 milhões que estavam bloqueados em contas bancárias na Suíça em nome do ex-juiz Nicolau dos Santos Neto. O dinheiro deverá ser transferido para uma conta do Tesouro Nacional. A soma repatriada faz parte dos recursos que Nicolau e o ex-senador Luiz Estevão desviaram das obras de construção do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo, no início da década de 90.

O Ministério da Justiça calcula que o governo já recuperou até o momento R$ 115 milhões. Mas este valor pode subir para R$ 500 milhões, se Estevão cumprir acordo de quitar a dívida com o governo. Pelo compromisso, firmado ano passado, o ex-senador desembolsa R$ 4 milhões por mês. O grupo de Estevão e do ex-juiz foi condenado pelo desvio de R$ 179 milhões entre 1993 e 1995. Mas os valores atualizados estão acima de R$ 500 milhões.

- Temos ainda mais U$ 300 milhões bloqueados. Temos trabalhado para recuperar esse dinheiro - afirmou o ministro da Justiça, José Eduardo Cardo.

Caixa pretíssima: Até empresas ignoram números

Transportes Paranapuã briga na Justiça para obrigar o Consórcio Internorte, que reúne 20 empresas que operam na Zona Norte, a detalhar prestação das contas. A empresa pede transparência.

Cinema e drogas: Produtor é preso como traficante

O francês Marc Alain François Gouyou Beauchamps, produtor de filmes como “Cidade de Deus" e "Olga” foi preso ontem no Rio pela Interpol acusado de tráfico internacional de drogas pelo governo da França.

Futuro sombrio: Para FMI, Brasil cresce menos

O FMI baixou de 4% para 3,2% a projeção de expansão do PIB do Brasil em 2014. Foi o maior corte nas grandes economias. Mundo crescerá 3,1%.

Ensino na Grécia à míngua

No pacote de ajuste, governo deixará de licença professores do ensino básico por até oito meses.

Rio sem estádios: Brasília, a capital do futebol carioca

O lucro com seus jogos no Estádio Mané Garrincha levou o Flamengo a acertar mais seis partidas em Brasília. Botafogo e Fluminense seguem o mesmo caminho.

Cemitérios do Rio serão licitados

Fiscais da prefeitura lacram quatro jazigos no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju, construído em locais impróprios pela máfia que fazia a venda clandestina de sepulturas. A prefeitura anunciou que vai voltar licitar 13 cemitérios na cidade e retirar o controle da Santa Casa de Misericórdia.

ANJ critica condenação de jornalista em Sergipe

A Associação Nacional de Jornais classificou de "absurda" e "surrealista" a condenação do jornalista José Cristian Góes em uma ação criminal movida na Justiça de Sergipe pelo desembargador Edson Ulisses. Góes foi condenado em 1ª instância por crime de injúria porque, num texto de ficção sobre coronelismo - escrito por ele em primeira pessoa, sem citar nomes, datas ou locais, e publicado em 2012 em seu blog -, o coronel do texto, contrariado com uma greve, chamou "um jagunço das leis, não por coincidência marido de minha irmã", para expulsar os grevistas.

Segundo a sentença, o "jagunço das leis" seria uma referência a Ulisses, vice-presidente do TJ e cunhado do governador Marcelo Déda (PT). A pena, de sete meses e 16 dias de detenção, foi convertida em prestação de serviços em entidade assistencial. O jornalista vai recorrer da decisão. Ulisses também moveu ação cível contra Góes, ainda sem julgamento.

 

O ESTADO DE S. PAULO

 

Líderes partidários isolam PT e plebiscito não sai do papel

A Câmara dos Deputados enterrou de vez ontem a proposta da presidente Dilma Rousseff de realizar um plebiscito sobre mudanças no sistema político que pudessem valer já nas eleições do ano que vem. Os petistas ficaram isolados e os líderes dos partidos resolveram criar um grupo de trabalho, a ser presidido pelo deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), para criar um projeto de reforma. A ideia é que, se as mudanças forem aprovadas pelo Parlamento, sejam submetidas a um referendo popular na eleições de 2014, passando a valer só em 2016. O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB- RN), definiu o plebiscito como “inviável”. Os parlamentares, no entanto, reconhecem que são pequenas as chances de um acordo que viabilize a aprovação de uma reforma política. O líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), um dos que mais resistiram à consulta imediata, afirmou que a ideia do plebiscito poderá ser retomada caso o Congresso não chegue a um acordo. O PT, com o apoio do PC do B e do PDT, ainda tenta conseguir assinaturas para manter vivo o plebiscito, mas deve sofrer muita resistência dos demais partidos.

PSDB sugere mandato maior sem reeleição

O PSDB lançou ontem em Brasília sua proposta de reforma política. Entre as sugestões está o fim da reeleição e a extensão dos mandatos do Executivo para cinco anos.

Governo vai barrar manobra da Delta em licitações

A Controladoria-Geral da União (CGU), que considerou a construtora Delta inidônea no ano passado, entende que a punição se estende também às subsidiárias do grupo. Com isso, a Técnica Construções não poderá participar de licitações do governo federal. Segundo a CGU, se ela tentar obter algum contrato com a União, será declarada impedida.

PMN diz que vai desistir de fusão com PPS

A secretária nacional do PMN, Telma Ribeiro, vai convocar os integrantes do partido para um congresso no dia 28 de julho com o objetivo de desfazer a fusão com o PPS. A união das duas legendas foi anunciada em abril deste ano, O novo partido foi batizado de Mobilização Democrática (MD) e vinha usando o número 33, que era do PMN.

Segundo Telma Ribeiro, "houve um retardamento injustificado por parte do PPS para formalizar a união" e nesse intervalo, de cerca de dois meses, "se afloraram as diferenças" das duas legendas. Ela citou, por exemplo, que uma das motivações do PMN para se unir ao PPS era a possibilidade de fortalecimento das bases nos Estados e municípios, com a vinda de vereadores, "novas lideranças" e também pessoas que não necessariamente tivessem mandatos. Já o PPS, segundo a dirigente partidária, privilegia o fortalecimento da cúpula e a adesão de deputados federais.

Outro ponto que gerou descontentamento da parte dos integrantes do PMN foi o comportamento do PPS na discussão da reforma política. Telma Ribeiro disse que os debates interno sobre o assunto foram feitos só pelo PPS, que não convidou o PMN. "O PPS discutiu sozinho e apresentou à sociedade u ma proposta de reforma política que não contou com a contribuição do PMN", afirmou.

Estado terá, no mínimo, 75% da receita do pré-sal

A parcela do governo nas receitas do prospecto de Libra, primeira área do pré-sal a ser leiloada, será de no mínimo 75%, afirmou ontem a diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Magda Chambriard. A porcentagem poderia ter sido ainda maior. Fonte ligada à ANP disse que o Ministério da Fazenda pleiteava 90% da receita. A ANP, por seu lado, estava disposta a defender a participação de 70% - sob o argumento de que um porcentual alto demais poderia afugentar os investidores.

Dentista também pode ter de trabalhar no SUS

A criação de um ciclo obrigatório de trabalho no SUS não deve ficar restrita ao curso de Medicina, como definido no Programa Mais Médicos, anunciado anteontem pelo governo. O Conselho Nacional de Educação estuda a adoção da medida para outras carreiras da área de saúde. O plano prevê que estudantes de Odontologia, Psicologia, Nutrição, Enfermagem e Fisioterapia também concluam a formação com atividades na rede pública.

MP quer vetar verba pública na Jornada

O Ministério Público do Rio impetrou ontem ação civil pública com objetivo de suspender a licitação lançada pela Prefeitura do Rio para contratar serviços de saúde a serem prestados durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) nos eventos de Copacabana, Glória (ambos na zona sul) e Guaratiba (zona oeste), O município prevê pagar R$ 7,8 milhões pelos serviços.

Para as Promotorias de Justiça de Tutela Coletiva da Saúde e Cidadania, autoras da ação, um evento de natureza privada como a Jornada católica não pode receber nenhum recurso público para sua realização. O Ministério Público pede à Justiça que obrigue os organizadores do evento a contratar e pagar pela assistência médica nesses locais, sob pena de cancelamento total ou pardal dos eventos que integram a Jornada.

Segundo o Ministério Público, o Instituto Jornada Mundial da Juventude, organizador lo evento, já contratou empresas para prestar serviços médicos durante o evento. Mas, durante reunião promovida pela prefeitura em 21 de junho, representantes das empresas foram informados de que o contrato seria anulado e o município promoveria um pregão para firmar novos acordos.

Um Casarão a menos na Paulista

O casarão da Av. Paulista, 1.373, aparentemente construído nos anos 60, foi demolido ontem. O imóvel não constava da relação dos edifícios históricos mais importantes, erguidos na primeira fase da avenida. A empresa expôs uma placa com o número do alvará que autorizaria a demolição.

Suíça devolve valor desviado por Lalau

Após 13 anos de processo, a Suíça informou que repatriará os R$ 10,8 milhões depositados em banco de Genebra no nome do ex-juiz Nicolau dos Santos Netto.

Escutas violam direito, alerta ONU

A ONU alertou ontem que escutas e sistemas para monitorar a comunicação de cidadãos são ilegais e defendeu a adoção de novas regras de privacidade.

Ex-ministro das Finanças é o novo premiê do Egito

 

 

CORREIO BRAZILIENSE

 

Plebiscito: A ideia que virou pó

Caiu por terra a tentativa do governo de dar respostas às manifestações que tomaram conta das ruas em todo o país. Ontem, os líderes da Câmara sepultaram a proposta de consulta popular sobre mudanças no sistema político, já para 2014. No Senado, parlamentares derrubaram um dos temas que seria avaliado no plebiscito e constava na chamada “agenda positiva" do Legislativo. Eles rejeitaram a PEC que reduzia o número de suplentes de senadores e proibia a eleição de parentes na chapa. Esvaziado desde o início pela base aliada e sem consenso até mesmo no Palácio do Planalto — a presidente Dilma e o vice, Michel Temer, divergiram publicamente sobre os prazos —, o plebiscito foi trocado por uma reforma paralela. “Já foi enterrado e teve até missa de sétimo dia”, ironizou o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Mais categorias na mira do SUS

Além dos futuros médicos, alunos de odontologia, enfermagem e nutrição devem ter o currículo modificado para trabalhar na rede pública.

Algemas da insensatez

Acampados em frente ao Congresso, agentes penitenciários usaram algemas para protestar contra o veto da presidente Dilma ao projeto que autoriza a categoria a usar armas de fogo. A presença de crianças para sensibilizar os parlamentares foi alvo de críticas.

Juro em alta, carestia e o alerta geral

À espera de nova elevação na Selic — a taxa deve chegar a 8,5% hoje —, a economia brasileira recebeu outros sinais preocupantes: o FMI reduziu para 2,5% a previsão do PIB em 2013 e fez um aviso sobre a inflação.

Ianques sob desconfiança

Denúncias de espionagem arranham a imagem dos EUA no mundo. O Brasil criou uma comissão para acompanhar o caso.

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