Jornais: Henrique Alves usa FAB para levar família ao Maracanã

O presidente da Câmara foi com avião oficial à final da Copa das Confederações acompanhado da noiva, parentes dela, enteados e um filho

FOLHA DE S. PAULO

Presidente da Câmara usa avião da FAB para levar noiva e parentes ao Maracanã

O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), usou um avião da Força Aérea Brasileira para levar a noiva, parentes dela, enteados e um filho ao jogo da seleção no Maracanã no domingo.

Um jato C-99 da FAB foi buscar a turma em Natal, terra do deputado. Decolou às 19h30 de sexta-feira rumo ao Rio de Janeiro e retornou no domingo, às 23h, após o jogo.

Ao pedir o avião, Alves informou que 14 passageiros poderiam viajar. Pegaram carona com o deputado sete pessoas: sua noiva, Laurita Arruda, dois filhos e um irmão dela, o publicitário Arturo Arruda, com a mulher Larissa, além de um filho do presidente da Câmara. Um amigo de Arturo entrou no voo de volta.

Todos aproveitaram para passear no Rio no sábado e, no dia seguinte, foram à final da Copa das Confederações, vencida pelo Brasil.

O deputado e seus convidados usaram cadeiras destinadas a torcedores, e não às autoridades. Eles postaram fotos em redes sociais de dentro do estádio. No Twitter, Alves comemorou: "BRASIL, seleção nota 10! E a torcida tb, nota 10! O campeão voltou!!"

Sua noiva também: "O campeão voltou... Rouquidão de hoje compensada".

Se tivessem que pagar pela viagem de Natal ao Rio, ida e volta, cada passageiro gastaria pelo menos R$ 1,5 mil.

O decreto 4244/2002, que disciplina o uso de aviões da FAB por autoridades, diz que os jatos podem ser requisitados quando houver "motivo de segurança e emergência médica, em viagens a serviço e deslocamentos para o local de residência permanente".

O decreto não diz quem pode ou não viajar acompanhando as autoridades.

Não constava na agenda de Alves, divulgada no site da Câmara, nenhum compromisso oficial no fim de semana. Ele disse, por meio da assessoria, que "solicitou" o avião porque tinha encontro com o prefeito Eduardo Paes (PMDB), no sábado.

"Como havia disponibilidade de espaço na aeronave, familiares acompanharam o presidente em seu deslocamento", disse. A reunião não foi informada pela Câmara.

A assessoria de Paes enviou à Folha a agenda oficial dele no sábado. Não há menção a Alves. Os dois almoçaram num restaurante, junto com Aécio Neves (PSDB-MG).

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Prazo do TSE e resistência de aliados dificultam plebiscito

Os prazos definidos pelo Tribunal Superior Eleitoral e a resistência imposta pelos líderes do Congresso colocaram em xeque a realização do plebiscito proposto pela presidente Dilma Rousseff para discussão de uma reforma no sistema político brasileiro.

O governo já trabalha com a hipótese de as mudanças só valerem para as eleições de 2016, por falta de tempo para que as novas regras entrem em vigor para as eleições do próximo ano, quando Dilma deve concorrer à reeleição.

Dilma sugeriu o plebiscito para dar uma resposta às manifestações que agitaram as ruas no início deste mês. Ontem, ela enviou ao Congresso uma mensagem propondo que a população seja consultada sobre cinco pontos.

O plebiscito discutiria mudanças no financiamento de campanhas eleitorais e no sistema de votação, o fim dos suplentes no Senado, do voto secreto no Congresso e as coligações partidárias para eleições de parlamentares.

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Fora do ponto

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O GLOBO

Base rachada e prazo curto ameaçam plebiscito

A presidente Dilma Rousseff enviou ontem ao Congresso sua proposta para a realização do plebiscito para fazer a reforma política. Mas as divisões na base governista e o calendário apertado praticamente inviabilizam a execução da consulta a tempo de as novas regras valerem já para as eleições de 2014. O plebiscito já virou uma disputa política entre PT e PMDB. A Justiça Eleitoral avisou que precisa de 70 dias para organizar a consulta, pois é proibido realizá-la sem que a população esteja esclarecida sobre o tema. Com isso, dificilmente as mudanças serão aprovadas pelo Congresso até 4 de outubro, um ano antes das eleições de 2014. Nota assinada pela presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Cármen Lúcia, e pelos presidentes dos TREs alerta ainda que, sob pena de o plebiscito perder legitimidade, não há sentido realizá-lo sem que as novas regras vigorem para a eleição subsequente.

Dilma ouviu queixas até de ministros

Na reunião com a presidente, os ministros reclamaram da demora na liberação de verbas e do baixo ritmo de investimentos.

Bloqueio de rodovias acaba em confronto

No 2º dia de bloqueio de estradas, caminhoneiros entraram em confronto com a polícia na Via Dutra e no Porto de Santos.

Em votação, cinco temas complexos

O Leme quer seu choque de ordem

Com cerca de 15 mil habitantes e pouco menos de um quilômetro quadrado, o Leme tinha tudo para ser um bairro tranquilo do Rio. Mas acumula problemas a cada esquina, como má conservação de ruas e calçadas, moradores de rua, obras eternas, violência e até estacionamento irregular de ônibus, como estes na Avenida Atlântica.

Bolsa tem pior nível desde 2009

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou em queda de 4,24%, com 45.228 pontos, o menor patamar desde abril de 2009. A queda na produção industrial — que levou bancos e consultorias a reverem projeções do PIB deste ano — e a saída de investidores estrangeiros derrubaram o índice, que também foi fortemente afetado pela queda nas cotações das empresas "X”.

E a OGX derrete

Papéis da petroleira caíram 19,6%. A agência Standard & Poor's rebaixou o rating da empresa para "CCC" com risco de calote.

TCM: empresas de ônibus ainda são investigadas

Presidente do Tribunal de Contas do Município, Thiers Montebello mandou que três auditorias sobre ônibus sejam intensificadas, apesar de o órgão ter dispensado investigação.

Protestos no Egito: Sob pressão, Mursi rejeita ultimato

O presidente do Egito, Mohamed Mursi, decidiu enfrentar os militares e assegurou que não renunciará ao cargo. O ultimato do Exército expira hoje e, segundo fontes, os generais planejam a suspensão da Constituição e do Parlamento como parte de um "mapa do caminho” pós-Mursi. Sete pessoas morreram em protestos no Cairo.

Corrupção: PF prende três ex-prefeitos

Operação "Violência Invisível" prendeu nove pessoas e desarticulou esquema de compra de precatórios judiciais por prefeituras que envolvia políticos e empresários em Minas e no Espírito Santo.

Procurado a bordo? Snowden complica voo de Morales

A informação de que o ex-técnico da CIA Edward Snowden estaria a bordo do avião que levaria Evo Morales à Bolívia dificultou o voo, que foi impedido de sobrevoar Portugal e França e teve de ser desviado para a Áustria.

 

O ESTADO DE S. PAULO

Dilma envia plano de reforma ao Congresso e base aliada já critica

A mensagem em que a presidente Dilma Rousseff defende a realização de plebiscito e sugere cinco propostas para alterar o sistema político foi entregue ao Congresso e já recebe críticas até da base aliada. Sem consenso, a consulta popular sugerida deve ficar para 2014 e a tendência é que uma reforma política, se aprovada, só comece a valer em 2016 ou 2018. A bancada do PMDB na Câmara é contra o plebiscito, assim como o PSB. Parlamentares acusam Dilma de ter consciência da inviabilidade de pôr as propostas em prática já em 2014, e tentar beneficiar só a imagem do PT. O governo trabalhava com a ideia de realizar o plebiscito no dia 7 de setembro, mas a Justiça Eleitoral diz que são necessários pelo menos 70 dias. Partidos de oposição querem referendo.

Propostas do Planalto

Financiamento de campanhas: Consulta sobre a forma de financiamento de campanha eleitoral: pública, privada ou mista.

Definição do sistema eleitoral: Questiona se o sistema proporcional com lista aberta deve ser mantido ou se passa para voto distrital puro ou distrital misto.

Coligações partidárias: Questiona a manutenção ou não de coligações entre partidos nas eleições proporcionais.

Suplência de senadores: Consulta sobre o fim da suplência.

Voto secreto no Congresso: Avalia a adoção do voto aberto para todas decisões dos parlamentares.

Após pressão, Câmara arquiva projeto da ‘cura gay´

A Câmara dos Deputados aprovou ontem o arquivamento do projeto apelidado de “cura gay”. A retirada foi pedida pelo próprio autor, o deputado João Campos (PSDB-GO), depois que seu partido manifestou contrariedade com o projeto, que havia sido referendado duas semanas atrás pela Comissão de Direitos Humanos, sob a presidência do pastor Marco Feliciano (PSC-SP). A proposta perdeu apoio na Casa após ela ter sido rejeitada nos protestos que se espalharam pelo País nas últimas semanas.

Bloqueios e violência

Manifestantes bloqueiam a rodovia BR-040 em Contagem (MG) contra a má qualidade do transporte. Caminhoneiros foram responsáveis por 29 protestos em 17 rodovias de 9 Estados. Cinco pessoas ficaram feridas, entre elas um menino de 12 anos que levou um tiro na cabeça.

Eike e produção industrial levam Bolsa ao menor nível em 4 anos

A desconfiança cada vez maior dos investidores com os rumos da economia fez o Ibovespa fechar em queda de 4,24% ontem, na maior perda porcentual desde setembro de 2011. Os 45.228,95 pontos são o menor nível desde abril de 2009. Entre os fatores que influíram na queda, segundo especialistas, estão o cenário político, a derrocada das empresas de Eike Batista e a produção industrial, que em maio teve queda de 2% ante abril.

Por meta fiscal, governo estuda elevar imposto

A equipe econômica estuda elevar a cobrança de PIS e Cofins para tentar cumprir a meta de poupar neste ano o equivalente a 2,3% do PIB para o pagamento dos juros da dívida pública, como determinou o Palácio do Planalto. A medida visa a atender o pacto da responsabilidade fiscal, o primeiro de 5 compromissos anunciados por Dilma como resposta às manifestações.

Brasil ignora pedido de asilo do espião Snowden

PF lança em 11 Estados operação anticorrupção

Gripe suína matou 215 em SP desde janeiro

Líder egípcio propõe reformas constitucionais

O presidente egípcio, Mohamed Morsi, propôs ontem reformas constitucionais e eleições parlamentares antecipadas. Mas garantiu que não deixará o poder, na véspera do fim do ultimato dos militares. Sete pessoas morreram ontem nos protestos.

Daniel Steinvorth: À beira de um abismo

Em vez de livrar o Egito da crise política e econômica em curso, o presidente Morsi aprofundou as mazelas e polarizou o país.

José Neumanne: Plebiscito é só embromação

Será que Dilma não nomeou um ministro para cuidar das redes sociais durante as passeatas para não ser o 40º e lembrar um certo conto?

 

CORREIO BRAZILIENSE

Congresso fará reforma paralela ao plebiscito

Para mostrar a insatisfação com a proposta de consulta popular, enviada ontem pelo Palácio do Planalto, oposição e parte da base aliada, liderada pelo PMDB, preparam um contra-ataque ao governo. Uma pauta de projetos de consenso sobre o sistema político pode ser colocada em votação nos próximos meses. A ideia é esvaziar o plebiscito, já que o TSE pediu 70 dias para realizar todo o processo, e a avaliação é que dificilmente as mudanças serão aprovadas antes de 5 de outubro, data-limite para que possam valer no pleito de 2014. Ontem, peemedebistas mandaram dois recados a Dilma: vão pedir a redução do número de ministérios e podem levar a plenário vários vetos.

Deputado recua e “cura gay” volta para o armário

O gigante do Cairo

A multidão de egípcios continuou a inundar as ruas do Cairo e da cidade de Guizé pedindo a renúncia de Mohamed Morsy. Seis ministros já deixaram o governo. Em pronunciamento à nação, o mandatário disse que sacrifica a própria vida para continuar no cargo.

Benedito é condenado na Pandora

Justiça manda distrital do PP devolver R$ 28 milhões aos cofres públicos. Benedito Domingos foi o sexto envolvido no suposto esquema de corrupção a ser julgado e terá seus direitos políticos suspensos por 10 anos.

Manifestações na pauta do papa

Durante a visita ao Brasil, no fim do mês, Francisco falará aos jovens sobre as reivindicações sociais, que, na avaliação do pontífice, não contradizem o Evangelho.

Mercado em pânico faz Bovespa desabar

Auditores Fiscais vão à Justiça por reajuste

 

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