Jornais: aliança com Maluf abre crise na campanha de Haddad

O Globo e a Folha de S. Paulo destacam em suas manchetes que Luiza Erundina recusa-se a ser a candidata a vice depois que PT aceitou o apoio de seu adversário histórico, Paulo Maluf

O GLOBO

Aliança com Maluf abre crise em campanha do PT
Erundina, recém-anunciada vice de Haddad em SP, diz não aceitar coligação. Suspensa do PT em 1993 por aceitar um ministério do governo Itamar Franco, a ex-prefeita de São Paulo Luiza Erundina, atualmente no PSB, disse ontem que não admite mais ser vice de Fernando Haddad, após a formalização da aliança com Paulo Maluf (PP). Ela classificou como constrangedora a união com tudo o que rejeita na política e disse que o deputado representa “o atraso e a falta de ética”. Petistas, perplexos, tentam mudar a decisão. Maluf, que não pode deixar o Brasil por uma ordem de captura da Interpol, fez o anúncio da união em sua própria casa, com a presença do ex-presidente Lula.

Enquanto isso, na Câmara...
O deputado Marcos Medrado (PDT-BA) confirmou que negociou com João Carlos Bacelar (PR-BA), acusado de comprar emendas de colegas, a destinação de verba ao Orçamento, mas negou ter recebido dinheiro por isso.

TRE considera Jorge Roberto inelegível em Niterói

Natureza (humana) em fúria
Às vésperas da Cúpula da Rio+20, mulheres, povos indígenas e ambientalistas saíram ontem às ruas para protestar contra o Código Florestal, a construção de Belo Monte e pela liberdade feminina. Índios pararam o trânsito do Aterro com arco e flecha e ocuparam os jardins do BNDES. O dia de fúria verde causou engarrafamentos de até sete quilômetros, e mais poluição. Esquema especial de trânsito começa hoje com faixa exclusiva na Linha Vermelha.

Brasil e Europa travam batalha final
Até o fim da noite de ontem, diplomatas brasileiros tentavam pôr ponto final no documento que será apresentado aos chefes de Estado e governo na Rio+20. Enquanto isso, europeus ainda buscavam ganhar tempo para incluir alguns avanços nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). O texto final está saindo fraco, com vários temas polêmicos de fora.

Michael Bloomberg
Presidente do C40 diz que o grupo vai propor corte de 1 bilhão de toneladas de gases do efeito estufa até 2030.

Míriam Leitão
O Brasil jogou a toalha e o documento é pior do que se imaginava: o acordo poderá ser sobre o nada.

Tensão no euro agora é com Itália e Espanha
Mesmo após a vitória dos conservadores na Grécia, os mercados não se acalmaram. Agora o temor é com o risco das dívidas de Espanha e Itália. O custo dos títulos espanhóis bateu recorde e superou 7%, nível em que Irlanda, Grécia e Portugal pediram socorro. Os papéis italianos passaram de 6%. Para evitar contágio, os países do Brics criarão fundo anticrise com reservas cambiais.

Egito: islamista e ex-premier cantam vitória
Os dois candidatos à Presidência do Egito — o ex-premier Ahmed Shafiq e o islamista Mohamed Mursi, da Irmandade Muçulmana — se declararam vitoriosos, no momento mais conturbado da transição política. Na véspera, os militares aumentaram seus poderes e reduziram o do futuro presidente.

FOLHA DE S.PAULO

PT faz aliança com Maluf, e Erundina ameaça sair
O ex-prefeito Paulo Maluf (PP) e o PT anunciaram uma aliança inédita em apoio ao petista Fernando Haddad na corrida à Prefeitura de São Paulo. A união foi selada numa sessão de fotos com o ex-presidente Lula. Luiza Erundina (PSB), vice de Haddad, disse que o ex-prefeito é “abominável” e que vai “rever sua posição”. Ela ameaçou entregar a vaga e boicotar a campanha na TV. “Não me vejo aparecendo ao lado dele.”

Janio de Freitas
A composição é fascinante, na eloqüência com que sintetiza tanto dos nossos tempos.

Justiça valida grampos da PF do caso Cachoeira
As gravações feitas pela PF na operação Monte Carlo, que revelou a ligação do contraventor Carlinhos Cachoeira com políticos, foram consideradas legais pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Para a corte, o fato de a investigação ter sido iniciada após uma denúncia anônima não torna as escutas ilegais. Cachoeira pode recorrer.

Após alívio grego, Espanha volta a causar temor
Após a eleição na Grécia aliviar temores de sua saída do euro, a atenção do mercado se voltou para a Espanha. Os juros dos títulos da dívida atingiram o recorde de 7,30% —nível considerado insustentável. Um pacote passa a ser visto como única alternativa.

Citroën faz recall de 97 mil carros dos modelos C4 e C4 Pallas

Dilma prepara terreno para ações protecionistas

Fotolegenda: Índio quer protesto
Com arco e flecha, indígena tenta bloquear a rua para manifestação contra o BNDES, no centro do Rio; eleito a ‘força do mal’, o banco também foi alvo de protestos de ambientalistas, sem-terra e feministas.

O ESTADO DE S. PAULO

Alívio grego não basta, e Espanha volta a assustar
Espanhóis têm seu pior dia desde o início da crise, diante da incerteza sobre o resgate de seus bancos. A eleição na Grécia, embora tenha trazido alívio em razão da vitória da coalizão favorável à permanência na zona do euro, fracassou em dar garantias à União Europeia. O foco de instabilidade se transferiu ontem para a Espanha, que viveu seu pior dia nos mercados financeiros desde o início da crise. A notícia de que ainda não estava pronto o resgate de até € 100 bilhões para os bancos espanhóis, anunciado há dez dias, provocou reação dos investidores. A bolsa espanhola fechou em queda de 2,9%, mesmo índice da de Milão. Já a taxa de juros da dívida espanhola atingiu o recorde de 7,2%, o que, na prática, impede que o governo tenha acesso sustentável a um financiamento no mercado.

Erundina: "Não vou aceitar"
Com a presença do ex-presidente Lula, a cúpula do PT foi à casa do deputado Paulo Maluf para chancelar o apoio do PP à candidatura do petista Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo. Depois que Lula e Haddad posaram para fotos ao lado de Maluf, a deputada Luiza Erundina (PSB), anunciada como vice na chapa, afirmou “não aceitar” a aliança com o deputado. “Vou rever minha posição. Não preciso ser vice para fazer política”, disse ao site da Veja.

EUA eram contra Rio+20, revela telegrama
Documentos diplomáticos mostram que a Casa Branca queria adiar a cúpula em razão da crise internacional. Telegramas da diplomacia americana desde 2008, obtidos pelo WikiLeaks, revelam que os EUA consideravam a Rio+20 “precipitada”, questionando a utilidade do encontro. Os EUA disseram que não eram refratários à cúpula em si, mas aos gastos envolvidos, em meio à crise internacional. A posição, tomada no governo de George W. Bush, se manteve na gestão de Barak Obama. A secretária de Estado Hillary Clinton, que representará os EUA no Rio, chegou a propor o adiamento do encontro para 2017.

Desmate fora da Amazônia
O Brasil já perdeu 38% da vegetação nativa, segundo dados de pesquisa do IBGE. Nos biomas fora da Amazônia, a destruição chegou a 58,5%. Na Amazônia, ela é de 14,8%.

Fotolegenda: Protestos e caos no trânsito
Índios bloqueiam rua no centro do Rio a caminho da sede do BNDES, que teve o jardim invadido; protestos deixaram o trânsito complicado na cidade, que hoje recebe várias delegações.

Justiça diz que são legais provas contra Cachoeira
O Tribunal Regional Federal decidiu que são legais as provas obtidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público na operação que apura o esquema de exploração de jogos por Carlinhos Cachoeira. A investigação prosseguirá.

Infrações leves e médias terão apenas advertência

Gol troca presidente em meio a reestruturação

Dora KramerQuanto vale o show
Na geleia geral vigente no cenário político, sobram pouquíssimas vozes moralmente abalizadas para condenar a aliança do PT com Maluf.

CORREIO BRAZILIENSE

Comissão vai apurar tortura a Dilma em Minas
O ministro do STJ e coordenador da Comissão da Verdade, Gilson Dipp, ficou impressionado com os relatos de Dilma sobre a tortura que ela sofreu nos porões da ditadura em Minas, à época em que lutava contra o regime. Pau-de-arara, choque, socos... O depoimento foi tornado público no domingo, com exclusividade, pela repórter Sandra Kiefer. "Chocante", descreveu Dipp. O ministro também não sabia que Juiz de Fora tinha sido um dos locais de tortura. Ele disse que a comissão irá investigar tudo. General nega agressões: "Esse povo mente muito".

Todo servidor do GDF terá ponto eletrônico
O controle de frequência será obrigatório no funcionalismo local. Na Esplanada, primeiro dia de greve geral atinge parcialmente seis ministérios.

Lei seca - Bafômetro: será pior se não soprar
Caso vire lei mudança proposta pela comissão de juristas que elabora o novo Código Penal, a impunidade de quem se recusa a soprar o bafômetro está com os dias contados. “Criamos hoje o crime de dirigir visivelmente embriagado”, afirma Luiz Flávio Gomes, que participa da reforma. Segundo ele, bastará o relato de testemunhas ou a comprovação por imagens. “Isso é muito mais preciso que a lei seca."

Grampos contra Cachoeira foram dentro da lei

Eleições: PT se une a Maluf e abre crise com Erundina
Radiantes, Lula e Haddad selaram com um aperto de mão a aliança com o presidente estadual do PP para a disputa pela prefeitura de São Paulo. Mas Erundina não gostou. Indicada pelo PSB para ser vice de Haddad, ela não aceita fazer campanha ao lado de Maluf e ameaça deixar a chapa. “Não preciso ser vice para fazer política”, desabafou.

VALOR ECONÔMICO

União investirá R$ 13 bi em novas ferrovias no Sul
O governo prepara uma grande ofensiva para expandir a malha ferroviária no Sul do país. Até o fim da semana, a estatal Valec anunciará a contratação de uma série de estudos de viabilidade e a realização de acordos técnicos para encampar a construção de 2,7 mil quilômetros de trilhos. Esses estudos, que custarão R$ 30 milhões e deverão ser concluídos em até um ano, vão balizar a construção de quatro grandes trechos planejados pelo Ministério dos Transportes. O maior deles, entre as cidades de Panorama (SP) e Rio Grande (RS), prevê um investimento total de R$ 6 bilhões. Trata-se do último bloco que complementa o projeto da Ferrovia Norte-Sul. O edital para contratação dos estudos e projeto dessa malha foi publicado ontem.

Prioridade do novo Cade é coibir cartéis
Depois de acelerar o julgamento de mais de 70 fusões e aquisições em maio, em negócios que superaram R$ 10 bilhões, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) vai concentrar sua atuação nos casos de conduta anticompetitiva, como a cartelização. O novo presidente do órgão, Vinícius Carvalho, disse ao Valor que, depois do "boom" de fusões provocado pela iminência da entrada em vigor da nova Lei Antitruste (nº 12.529), o objetivo agora é acelerar investigações. Para isso, conta com um reforço: o incentivo aos acordos de leniência. Até 29 de maio, a empresa líder de um cartel era proibida de fechar esse tipo de acordo, pelo qual confessa o crime em troca de redução da pena.

Brasil recebe críticas por "falta de ambição"
Sob fortes críticas dos representantes europeus, a Rio+20 pode terminar sem resultados concretos. O questionamento europeu, apoiado por organizações da sociedade civil, é que a conferência, sob a presidência brasileira, está adiando decisões e que falta coragem para avançar. O Brasil se defende dizendo que está tentando criar consensos em temas complexos e que envolvem financiamento em um mundo sem recursos. As negociações do documento "O Futuro que Queremos" estavam previstas para avançar na madrugada de hoje. Em reunião no início da noite de ontem, os negociadores do bloco europeu reafirmaram que não viam ambição no texto e que não o consideravam forte o suficiente. "Não há menção de metas concretas ou objetivos", disse ao Valor Monica Westerén, porta-voz de Janez Potocnik, o comissário de Meio Ambiente da UE. "A Rio+20 está olhando mais para o passado que para o futuro".

Brics terão fundo virtual de reservas
Num cenário de grande incerteza global, os líderes dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) acertaram ontem a formação de um fundo virtual de reservas para permitir operações de troca de moedas entre si, além de terem concordado em fazer um novo aporte de recursos para o Fundo Monetário Internacional (FMI). A ideia é que os estudos para a criação do fundo estejam prontos por volta da reunião de primavera do FMI, em abril de 2013, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ressaltando que os países já podem fazer trocas de moedas. Os valores do fundo ainda não foram definidos.

Saúde atrai múltis para equipamentos
Preocupado com o elevado déficit da balança comercial no setor de saúde, que deve atingir o valor recorde de US$ 12 bilhões neste ano, o governo federal se empenha para estimular a produção nacional de equipamentos médicos e remédios. O arsenal de medidas inclui o uso do poder de compra do governo, promessa de isenção fiscal para os medicamentos incluídos no programa social Farmácia Popular e aumento da produção de vacinas para a exportação. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse ao Valor que o país receberá investimentos de R$ 500 milhões para a construção de uma fábrica de equipamentos radioterápicos. As gigantes Siemens, GE e Elektra disputam o mercado, com a promessa de que o governo será o principal comprador.

Mais bancos vendem créditos "podres"

Paulo Kakinoff, que comanda a Audi no Brasil, assumirá a presidência da Gol

Justiça valida escutas da Monte Carlo
A 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília, considerou legais, por dois votos a um, as escutas telefônicas da operação Monte Carlo, que levaram à prisão de Carlinhos Cachoeira.

Neri no Ipea
O economista carioca Marcelo Neri deverá ser o novo presidente do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea). A nomeação deverá ser feita pela presidente Dilma após a Rio+20.

Vantagem de Chávez é incógnita
À frente de Henrique Capriles em todas as pesquisas, o difícil é saber o tamanho da vantagem de Hugo Chávez. A diferença entre eles varia de 1,5 a 35 pontos, conforme a pesquisa eleitoral.

Capital privado cresce no saneamento
Bastante pulverizado e com presença marcante do Estado, o setor de saneamento básico (incluídas a coleta e o tratamento de água, esgoto e resíduos) no país atrai cada vez mais a participação da iniciativa privada.

Avanço do conllon
Preço mais baixo e melhora da qualidade elevam a participação do café robusta nos “blends” dos cafés industrializados no Brasil. Segundo a Abic, esse percentual hoje é de 40%, mas alguns especialistas já falam em até 55%.

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