Gilmar se desculpa com Organizações Tabajara por compará-las ao Brasil

"Me desculpem as Organizações Tabajara, não queria ofender", escreveu o ministro em resposta ao humorista Hélio de la Peña, que brincou ameaçando processá-lo por ter comparado a situação do país ao grupo fictício criado pelo Casseta e Planeta

 

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes se desculpou com as “Organizações Tabajara” por compará-las ao Brasil. Em mensagem publicada no Twitter, na noite dessa segunda-feira (29), Gilmar disse que “não queria ofender” o grupo. A brincadeira foi uma resposta ao humorista Hélio de la Peña, integrante do Casseta e Planeta, criador da marca. "As Organizações Tabajara protestam contra comparações chulas e fantasiosas. Nossos advogados serão acionados", publicou Hélio. "Me desculpem as Organizações Tabajara, não queria ofender", respondeu o ministro.

A comparação entre a situação do país e as organizações fictícias criadas pelo Casseta e Planeta foi feita por Gilmar em discurso em São Paulo. "O Brasil parece que se transformou numa grande Organização Tabajara", declarou ontem em referência ao “conglomerado” que vendia produtos e serviços falsos e absurdos, como o “Carro moita disfarceitor Tabajara” e o “Personal mentirosation Tabajara”.

Ainda no evento em São Paulo, Gilmar Mendes afirmou que o TSE não é “joguete” do governo e não tem a responsabilidade de resolver a crise política. “Não cabe ao TSE resolver crise política. Isso é bom que se diga. Tribunal não é instrumento de solução para crise política. O julgamento será jurídico e judicial. Não venham para o tribunal dizer: ‘vocês devem resolver uma crise que nós criamos’. Resolvam suas crises”, declarou o ministro, durante congresso jurídico da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge).

Com a declaração, o ministro faz uma referência velada ao fato de que até membros da base aliada do presidente Michel Temer já consideram, reservadamente, inconcebível a permanência do peemedebista, investigado no STF por corrupção passiva, associação criminosa e obstrução de Justiça, no comando do país. Nesse sentido, uma saída mais rápida para o impasse político, e creditada ao TSE, seria a cassação da chapa. Outras alternativas, como impeachment ou condenação no STF, poderia demorar além da conta.

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