Geisa era uma “funcionária mequetrefe”, diz defesa

Advogado qualifica a ex-gerente financeira de uma das empresas de Marcos Valério como "batedora de cheques" e sem autoridade para realizar os pagamentos

O advogado Paulo Sérgio Abreu e Silva, responsável pela defesa de Geisa dos Santos, ex-gerente financeira de uma das empresas de Marcos Valério, disse que ela era uma "funcionária mequetrefe", de "terceiro ou quarto escalão". Penúltima sustentação oral desta terça-feira (7) durante o julgamento do mensalão, a defesa tentou derrubar a acusação de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção ativa.

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De acordo com a acusação feita pela Procuradoria-Geral da República, ela seria responsável, assim como Simone Vasconcellos, de ter enviado dinheiro para o exterior como pagamento para o publicitário Duda Mendonça e de ter executado “materialmente o processo de entrega das propinas” aos parlamentares. Antes do intervalo, o advogado de Simone, Leonardo Isaac Yarochewski, disse que sua cliente só cumpriu ordens de Marcos Valério.

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Ao iniciar sua sustentação oral, Abreu e Silva, que também defende Rogério Tolentino, brincou com Yarochewski. Disse que ele tinha roubado sua sustentação oral e que, por isso, não teria mais o que falar. Depois, voltou a atacar a peça de acusação da PGR, qualificando-a como "monstrengo jurídico". "Aonde está a consciência e a voluntariedade para determinar que essa moça aja em quadrilha. Ela cumpriu ordens sim, da direção da SMB&P", resumiu.

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