Filho de Lula pede à Justiça apurar vazamentos sobre inquérito

Advogados denunciam que houve vazamento de informação sobre inquérito sigiloso que tramita contra herdeiro do petista. Segundo eles, uma repórter pediu esclarecimentos sobre material apreendido no escritório de Luís Cláudio

Advogados do filho do ex-presidente Lula, Luís Cláudio Lula da Silva, protocolaram representação dirigida ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para apuração de vazamentos referentes a inquérito que tramita contra o herdeiro do petista.

De acordo com nota divulgada, no último dia 6, a Polícia Federal de Brasília acolheu pedido dos advogados para assegurar sigilo sobre material apreendido em seu escritório.

No entanto, informa o documento, a defesa de Luís Cláudio recebeu ligações de uma repórter da revista Época que demonstrou vazamento de informação. O conteúdo dos questionamentos da profissional da revista motivou a representação.

Confira íntegra da nota divulgada pelos advogados:

Os advogados de Luis Cláudio Lula da Silva protocolaram hoje (13/11) representação dirigida ao Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, com a finalidade de pedir que seja investigado possível vazamento de documentos relativos ao IPL nº 1424/2015-5 SR/DFF/DF, que tramita perante a Polícia Federal de Brasília (DF). Para ter acesso ao referido IPL, os advogados necessitam de identificação e verificação se possuem instrumento de procuração nos autos.

O art. 43, inciso II, da Lei nº 4.878, de 03 de dezembro de 1965, que dispõe "sobre o regime jurídico peculiar dos funcionários policiais da União e do Distrito Federal”, estabelece que configura transgressão disciplinar “divulgar, através da imprensa escrita, falada ou televisionada, fatos ocorridos na repartição, propiciar-lhes a divulgação, bem como referir-se desrespeitosa e depreciativamente às autoridades e atos da administração”.

A medida foi tomada após os advogados terem recebido, às 17h06min desta sexta-feira, perguntas de uma repórter da revista Época que denotam o vazamento acima referido.

A Desembargadora Neuza Alves, Vice-Presidente do TRF1, proferiu decisão no último dia 06/11 para acolher pedido dos advogados de Luis Cláudio e assegurar o sigilo do material apreendido pela Polícia Federal em seu escritório, registrando, ainda, que tal medida extrema ocorreu em “flagrante desproporcionalidade”.

Repudia-se, assim, qualquer tentativa de manipulação de documentos vazados de uma investigação policial na qual Luis Cláudio já prestou todos os esclarecimentos e afastou qualquer ligação com os possíveis ilícitos investigados.

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