Entenda o golpe da creche

Quadrilha contratava servidores em troca de auxílios indiretos pagos pela Câmara, como vale-transporte e vale-refeição, e embolsava os salários

Reportagens do Congresso em Foco mostraram que Franzé, o ex-motorista do deputado Sandro Mabel, e sua esposa, Abigail Pereira, que trabalhava no gabinete do então deputado Raymundo Veloso (PMDB-BA), participaram de golpe para iludir pessoas carentes da região do Entorno de Brasília, transformando-as em funcionárias da Câmara sem o seu consentimento. Depois disso, eram desviados o salário, o auxílio-creche, o vale-transporte e outros benefícios pagos aos servidores fantasmas. Por vezes, o golpe era praticado sem todas as modalidades da fraude. Em alguns casos, as pessoas sabiam que eram servidores fantasmas.

Em todas as suas variantes, e com a ação dos diversos núcleos de personagens envolvidos, o golpe da creche causou prejuízo de aproximadamente R$ 2 milhões à Câmara.

O ex-deputado Veloso não foi localizado nos telefones indicados pelo PMDB da Bahia. Franzé e Abigail foram procurados em sua residência em Brasília, mas não retornaram os recados deixados com os vizinhos. Seus antigos telefones não estavam funcionando.

Golpe da creche: deputados são culpados ou vítimas?

Continuar lendo