Duas visões sobre a reforma trabalhista: qual é a sua?

Câmara vota nesta quarta-feira a mais profunda mudança nas relações trabalhistas. Relator da proposta, Rogério Marinho defende "modernização" das leis. Para Antônio Augusto de Queiroz, do Diap, o maior ataque da história ao trabalhador brasileiro

Modernização das relações entre empregado e empregador ou o maior ataque da história aos direitos do trabalhador brasileiro? Assim têm sido definido por seus defensores, de um lado, e críticos, de outro, um dos temas mais polêmicos entre os discutidos pelo Congresso nos últimos anos: a reforma trabalhista. Por se tratar de um projeto de lei, e não de uma proposta de emenda à Constituição, o texto precisará apenas do apoio de mais da metade dos deputados presentes – e não os 308 votos exigidos para a PEC 287/2016, da reforma da Previdência –, o que facilita sua aprovação.

Abaixo, publicamos dois artigos que sintetizam duas visões opostas sobre o substitutivo aprovado ontem pela comissão especial, por 27 votos a 10. Em artigo escrito para o Congresso em Foco, o relator, Rogério Marinho (PSDB-RN), diz que os críticos do projeto não compreendem que o mundo mudou e que é preciso se adequar à nova realidade. Já o analista político Antônio Augusto de Queiroz, diretor de Documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), avalia que as mudanças privilegiam os empregadores em prejuízo dos trabalhadores. Clique nas imagens e nos links para ler os artigos na íntegra:

SIM À REFORMA NÃO À REFORMA
“O anacronismo da CLT é patente. Uma lei de 1943 não dá conta da realidade de 2017. Opositores da modernização das leis trabalhistas não conseguem ou não querem entender que a realidade mudou, as necessidades são outras e o mercado de trabalho é diferente.”
Leia: Verdades e mentiras sobre a modernização da legislação trabalhista  

ROGÉRIO MARINHO (PSDB-RN) - Relator da reforma trabalhista

“O substitutivo sobre a reforma trabalhista representa a mais profunda e abrangente agressão ao Direito do Trabalho, atacando simultaneamente as três fontes de Direito: a lei, a Justiça do Trabalho e a negociação coletiva. Significa tomar posição em favor do capital em detrimento do trabalho.” 

Leia: De "A" a "Z", a destruição dos direitos trabalhistas

ANTÔNIO AUGUSTO DE QUEIROZ - Diretor de documentação do Diap

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