Diretor da Odebrecht preso na Lava Jato pede demissão

Ele alegou que irá se dedicar somente a sua defesa. Segundo seu advogado, o executivo não oferece risco de fuga e, agora, tampouco de destruição de provas

O executivo Alexandrino de Salles Ramos de Alencar oficializou seu pedido de demissão da Odebrecht na noite desta segunda-feira (22), pouco depois de depor à Polícia Federal em Curitiba. Ele alegou que irá se dedicar “integralmente à defesa”. As informações são da Folha de S.Paulo.

Alexandrino, que foi preso na fase Erga Omnes da Operação Lava Jato na sexta-feira passada (19), era diretor de relações institucionais da empreiteira. Também fazia o ela entre a construtora e doações para campanhas eleitorais. Ele foi o executivo da Odebrecht que acompanhou o ex-presidente Lula em viagens ao exterior.

Lula e Alexandrino são conhecidos de longa data: no livro "Mais Louco do Bando", o deputado Andrés Sanchez (PT-SP), ex-presidente do Corinthians, relata uma viagem em 2009 que o funcionário da Odebrecht fez a Brasília com Emílio Odebrecht, então presidente do conselho de administração da empresa. Na época, Lula pediu ajuda à Odebrecht para o Corinthians construir seu estádio.

"Em virtude dos fatos envolvendo a minha pessoa e vindos a público na sexta-feira (19.06.2015), comunico meu afastamento e meu desligamento da empresa, a fim de que me possa me dedicar integralmente à minha defesa no procedimento no qual figuro como investigado", escreveu Alexandrino, na carta de demissão.

O advogado do executivo, Augusto Botelho, defendeu que agora ele não oferece risco de fuga - "mesmo sabendo-se investigado há vários meses, ele foi localizado em seu endereço residencial" – tampouco de destruição de provas, outros requisitos para embasar a prorrogação da prisão.

Confira íntegra da reportagem da Folha de S.Paulo

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