Dinheiro era para campanha, diz advogado do Bispo Rodrigues

Defesa do ex-deputado Carlos Rodrigues, na época conhecido como Bispo Rodrigues, rejeita tese do mensalão. Ele disse que não houve oferta de vantagens

Primeiro advogado a subir na tribuna do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (13), Bruno Alves, advogado do ex-deputado Carlos Rodrigues, rejeitou a acusação da compra de votos da base aliada pelo PT. Ao negar a existência do mensalão, ele admitiu que os R$ 150 mil recebidos por Bispo Rodrigues, como era conhecido na época, foram para o pagamento da dívidas do segundo turno da campanha de 2002 no Rio de Janeiro.

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Hoje é o oitavo dia de julgamento da Ação Penal 470, sexto com sustentações orais da defesa. Rodrigues é acusado dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A Procuradoria-Geral da República (PGR) sustenta que o ex-deputado do PL (hoje PR) fluminense recebeu R$ 150 mil para votar a favor do governo. Ele renunciou ao mandato para escapar da cassação em 2005 e logo depois saiu da vida pública.

De acordo com Bruno Alves, o ex-bispo da Igreja Universal do Reino de Deus procurou o então presidente do PL, Valdemar Costa Neto, para pagar as dívidas do segundo turno da campanha de 2002. Mais de um ano depois, em dezembro de 2003, disse o defensor, Rodrigues recebeu um bilhete de Valdemar para buscar os R$ 150 mil em uma agência bancária. Para comprovar a tese, citou depoimentos dados em juízo durante a instrução penal.

"As dívidas de campanha foram pagas após mais de um ano, coincidindo com a época em que ele recebeu os R$ 150 mil", disse o advogado. Na época, de acordo com Alves, não houve votações importantes. Ele acrescentou que o PL era parte do governo. Na época, o vice-presidente da República, José Alencar, fazia parte do partido. "O PL tinha o compromisso político. Não houve oferta de vantagem lícita ou ilícita", afirmou.

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