Deputado vai explicar consulta popular sobre impeachment de Dilma

“Procedimentos” serão anunciados no gabinete da liderança do Solidariedade na Câmara. Aliado de Lula até 2003, Paulinho da Força se diz "inimigo" da presidenta da República

A liderança do Solidariedade na Câmara divulgou nota nesta quarta-feira (11) por meio da qual anuncia que o presidente nacional da legenda, deputado Paulo Pereira da Silva (SP), explicará como serão os “procedimentos” da consulta popular sobre a hipótese de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Aliado do ex-presidente Lula até 2003, quando a Força Sindical, comandada pelo deputado, rompeu com a Central Única dos Trabalhadores (CUT), “Paulinho da Força” já havia dito ao jornal Folha de S.Paulo, em setembro de 2013, que Dilma passou a ser sua “inimiga dois dias depois que foi eleita”.

Segundo o Solidariedade, Paulinho da Força dará coletiva de imprensa hoje (quinta, 12), a partir das 15h30, para explicar como será feita a consulta popular. A entrevista será concedida no gabinete da liderança da sigla na Câmara.

“Ela [Dilma] vive hoje da fama que o Lula tinha nessa área [sindical]. Você pode ver. O discurso dela é: 'Porque o Lula fez, o Lula fez'. Pergunte o que ela fez? Ela não fez coisa nenhuma. Para os trabalhadores, não”, disse o deputado à Folha, anunciando apoio ao então pré-candidato à Presidência da República do PSDB, senador Aécio Neves (MG).

O anúncio do deputado é feito em um momento de diversos registros de protesto contra presidenta Dilma, intensificados após o “panelaço” que marcou seu mais recente pronunciamento em rede nacional de rádio e TV, no último domingo (8). Dois dias depois, Dilma foi vaiada durante visita à 21ª Edição do Salão Internacional da Construção, em São Paulo.

Petistas e parlamentares fiéis à gestão petista reagem classificando como golpe a tentativa da oposição em desestabilizar o governo Dilma – e, apostando em uma conjunção de fatores, como um eventual desdobramento nas investigações da Operação Lava Jato, provocar um pedido de impeachment. Algo que, ao menos por ora, segundo o decano da Câmara, Miro Teixeira (Pros-RJ), tem chance “zero” de acontecer.

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