Delcídio pede mais 100 dias de licença do mandato

Senador, que está a um passo da perda do mandato após aprovação de parecer do Conselho de Ética, ainda não voltou ao Senado desde que foi preso, em novembro. Cassação depende agora do Plenário

Um dia após ter sua cassação recomendada pelo Conselho de Ética, o senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS) pediu, nesta quarta-feira (4), 100 dias de licença das atividades parlamentares para "tratar de interesses particulares". O prazo, de acordo com o pedido, começa a contar nesta sexta (6). O parecer do Conselho de Ética é discutido neste momento pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O relator na comissão, Ricardo Ferraço (PSDB-ES), votou pela legalidade do processo e pelo encaminhamento do caso ao Plenário.

O ex-líder do governo no Senado não voltou à Casa desde que foi preso, em 25 de novembro, acusado de tentar atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato. Gravação feita pelo filho do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró mostra Delcídio oferecendo uma rota de fuga e mesada de R$ 50 mil mensais à família Cerveró para que ele não fizesse acordo de delação premiada. O senador foi solto em 19 de fevereiro após também se comprometer a colaborar com as apurações.

Desde fevereiro, Delcídio acumulou vários pedidos de licença, alegando problemas de saúde. Chamado quatro vezes para se defender no Conselho de Ética, o ex-petista não compareceu ao colegiado. Deixou sua defesa a cargo das alegações finais apresentadas por seu advogado, que pediu punição mais branda, como a suspensão do mandato, em vez da cassação.

O Conselho de Ética aprovou, por 13 votos favoráveis e uma abstenção, o relatório do senador Telmário Motta (PDT-RR), que concluiu ter ficado caracterizada a quebra de decoro parlamentar.

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