Concurseiro deve refletir por que quer ser servidor, diz especialista

Para psicóloga e coach, estudante tem de entender as razões que o mobilizam a prestar concurso e evitar que o estudo se torne uma atividade penosa

Ser concurseiro é uma opção temporária. Uma condição escolhida por profissionais que visualizam no serviço público uma carreira promissora com salários atraentes e estabilidade, vantagens que, na maior parte das vezes, são encontradas com mais dificuldade na iniciativa privada.  Alguns escolhem a via dos concursos públicos por “vocação” e a maioria esmagadora como solução para o primeiro emprego ou função para toda a vida. Da escolha do concurso à posse há um “abismo” que será preenchido com muita dedicação, horas de estudo e inevitáveis privações. O SOS Concurseiro, parceiro do Congresso em Foco, conversou com a coach Sabrina Ferroli para saber como esta ferramenta de desenvolvimento comumente usada por executivos pode ser uma aliada na trajetória dos aspirantes a servidores públicos. Sabrina é psicóloga com especialização em gestão de recursos humanos, coach ontológica empresarial e coach conectiva. Tem mais de 8 mil horas de atendimento. SOS Concurseiro - O que é o coaching? Sabrina Ferroli - Coaching é uma ferramenta de desenvolvimento, que utiliza a situação atual, o que incomoda ou limita uma pessoa ou profissional, utilizando perguntas como ponto de partida. A aplicação desta ferramenta ocorre em sessões individuais ou coletivas, com duração aproximada de uma hora. O coach, profissional que aplica a ferramenta, busca construir com o coachee, pessoa que recebe a técnica, novas possibilidades, além daquelas conhecidas. Como o coaching pode ajudar o concurseiro? Ele ajudará o concurseiro a identificar os pontos em que existem limitações, como, por exemplo, boicotes para o estudo, desorganização, definição de objetivos. O coaching leva à reflexão se aquela escolha é realmente a que o concurseiro quer. Se, por alguma razão, é identificada questão emocional que bloqueia o alcance do objetivo, essa questão é trabalhada e o modelo, ressignificado. A que uma pessoa deve estar atenta para não se prejudicar emocionalmente ao estudar para concurso? É preciso estar atento sobre a seguinte reflexão: em que bases estabeleci o desejo de ser um servidor público? É necessário perceber quais são as principais razões que o mobilizam ou não para a ação e o alcance do objetivo. Devem lembrar que esta é uma fase e não uma condição constante. Lembrar que estudar é algo sério, mas não deve ser penoso, nem prejudicar as relações. O bem-estar deve estar em primeiro lugar. O que não quer dizer que essa meta não implique sacrifícios. Como o concurseiro pode identificar que está exagerando nos estudos? É possível perceber que se está exagerando nos estudos se houver dificuldade de dormir ou cansaço excessivo, dores no corpo, dores de cabeça, vista cansada, entre outros. Geralmente, é o corpo quem sinaliza que as coisas não estão bem. É muito importante estar atento. Que prejuízos se pode ter ao não equilibrar a vida social e a vida como concurseiro? Diante dessa questão, principalmente em relação ao tempo de dedicação e de alcance dos resultados, pode haver prejuízos para a vida social do concurseiro, como o afastamento de amigos, pouca vida social, término de relacionamentos afetivos. É importante considerar que há a necessidade de um equilíbrio; afinal, tudo o que não está em harmonia gera dano. Cuidar da saúde e das relações é algo que precisamos aprender. Dinheiro, estabilidade e realização são importantes, mas não tem sentido se for a custa de sofrimento e dor. Para saber mais sobre o trabalho dela, acesse www.institutokarana.com.br. Saiba mais sobre concursos públicos no SOS Concurseiro

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