Cinco brasileiros disputam vaga no Parlamento italiano

Além deles, dois italianos que vivem no Brasil também postulam uma vaga no Legislativo da Itália. Prazo para eleitor que vive no país votar acabou na quinta-feira passada

Os eleitores italianos vão às urnas entre hoje (24) e amanhã (25) para escolher seus novos representantes no Parlamento, dissolvido no fim do ano pelo presidente Giorgio Napolitano, depois da renúncia do primeiro-ministro, Mário Monti. O gabinete caiu após o partido do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi retirar seu apoio a Monti. A Casa é composta por 315 senadores e 630 deputados. Cinco brasileiros natos e dois italianos que vivem no Brasil concorrem a uma vaga no Parlamento da terceira maior economia da Zona do Euro, que vive uma de suas mais graves crises econômicas. O resultado da eleição será conhecido ainda esta semana.

Diferentemente do Brasil e da maioria dos outros países, em que o eleitor só pode votar em candidatos que moram no país, na Itália, uma parte das vagas do Parlamento é reservada para quem vive no exterior. São 12 vagas na Câmara e seis no Senado. Dessas 18 cadeiras, seis (duas no Senado e quatro na Câmara) cabem à América do Sul. Para os cerca de 280 mil eleitores que vivem no Brasil, entre brasileiros com cidadania italiana e italianos natos, o prazo para votar acabou na última quinta-feira (21), quando os consulados receberam as últimas cédulas preenchidas.

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A título de comparação, o número de eleitores italianos no Brasil equivale ao total de votantes de Roraima. Uma das vagas reservada na Câmara a cidadãos que vivem na América do Sul é ocupada atualmente por Fabio Porta, 49 anos. Italiano de nascimento, ele mora no Brasil desde 1998 e tenta a reeleição pelo Partito Democratico. O também italiano Edoardo Pollastri, 80, que veio para o país na década de 1970, tenta voltar ao Senado. Ele foi senador pela Unione Sudamericana Emigrati Italiani (Usei), entre 2006 e 2008.

Além dos dois italianos residentes no Brasil, cinco brasileiros postulam uma vaga no Parlamento da Itália. A advogada brasiliense Renata Bueno, filha do líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR), também concorre pelo Usei. A ex-vereadora de Curitiba e advogada resumiu ao Congresso em Foco seu estado de espírito para a disputa: “Estou muito animada com tudo o que conseguimos construir. Não é só para um cargo na Itália, mas abrir uma conversa, um debate para a política internacional do nosso país”. Ela viajou na última sexta-feira para a Itália para acompanhar a apuração dos votos.

Também disputam uma vaga na Câmara João Cládio Pieroni e Luís Molossi, ambos pelo Movimento Associativo Italiani all'Estero, e Cláudia Antonini pelo Partido Democrático. Já Fausto Guilherme Longo concorre pelo Partido Democrático a uma vaga no Senado.

Para a Câmara, puderam votar os italianos que vivem no Brasil e os brasileiros com cidadania italiana com mais de 18 anos. Cada um pode votar em até dois nomes. A votação para senador só é permitida a maiores de 25 anos. Nesse caso, a escolha se restringe a um nome.

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